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A mostrar mensagens de Outubro, 2014

Nuvem...

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Boas.
Meus amigos, uma coisa nessa vida náutica eu já aprendi: se está ventando e então a coisa pára a ponto de o mar ficar um espelho, prepare-se: a coisa ficará feia!
No dia 19/10, um domingo, sai com o Grandpa para dar aulas para o Hector e para o Marcio. O horário de verão recém estava por essas bandas (muito bem vindo) e acabamos saindo mais tarde, pois o vento por essas bandas só começa a soprar lá pelo meio dia. 
Pois dessa vez deu meio dia, deu uma, deu duas da tarde e nada. Pela manhã estava ventando, mas na hora de aparecer com vontade o danado do vento nada de dar as caras. Como de praxe, se até às 14h00 nenhuma atividade tiver sido feita a contento eu suspendo a aula e marcamos outro dia. Foi o que fizemos.
Subimos o barco, o Hector e o Marcio foram embora e eu fiquei fazendo hora no clube. Às 16h00 tomei o caminho da roça. Foi ai que vi a nuvem tsunami (um belo CB) vindo, do mar para terra, a mil. Chamei no VHF de mão o Meltemi e o Grazina, que eu sabia estarem na água p…

Refeno 2014 no Vento Real

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Boas!
Alguns momentos da nossa participação na Refeno 2014 como grumete do Vento Real!

Sim, vou fazer a Refeno de novo e em breve . Mas sem as meninas, nunca mais. Foi horrível ficar sem elas em Noronha... tentei trocar o voo mais de uma vez. Sem elas, não dá...

E vamos no pano mesmo!

Final de semana na Ribeira...

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Boas!

O Malagô andou um pouco abandonado. E minha ausência se fez sentir. O sol acaba com o tal do verniz e a maresia acaba com todo o resto. É algo bem complicado de administrar. Por isso nesse último final de semana fui sozinho para a Ribeira, dar uma ajeitada nas coisas. Depois de filar uma bóia na deliciosa companhia dos Stark, lá no Itaguá, na noite de sexta, acordei de madrugada no sábado e fui para a labuta: verniz aqui, uma demão de tinta cá, uma goteria desfeita acolá... 

Entre o final desse ano e ao longo de 2015 farei uma ampla reforma no interior do Velho Mala. Tem coisas que eu não gosto e é hora de mudar. Uma delas é o fato de eu não ter praticamente armários. Outra é que não tenho mesa de navegação. Já tenho um projeto em mente e comecei a executá-lo. 


Uma das alterações que têm sido promovidas é a troca do estaimento. No sábado tirei o enrolador Alado e confirmei minhas suspietas: o cabo do estai de proa estava bem danificado. Era apenas uma questão de tempo ele  ceder…

Nova aba - classificados!

Boas!

Volta e meia meus alunos perguntam se há algum veleiros interessante para comprar. E volta e meia alguns me pedem para divulgar seus barcos à venda. Eu particularmente sempre tive receio de indicar a compra deste ou daquele barco, porque a verdade é que com honrosas exeções há muita porcaria por ai - e a preços altos. 
Foi por essas e outras que criei uma nova aba aqui no blog: classificados, ali no canto superior direito da tela! Nela serão anunciados veleiros e itens de interesse de velejadores. O diferencial é que apenas barcos conhecidos e testados por mim serão anunciados (e desde que eu acredite que o preço não está abusivo). 
E vamos no pano mesmo!

Como está a sua adriça?

Boas!

Dizem que uma é pouco, duas é bom mas três, são demais. Nem sempre é assim, ou quase. 
Na sexta ajudei o Tiago a colocar o Zappa (Atoll 23) na água, no CIR. Faltava algum ajuste de estaiamento e a ideia era dar uma velejada para a regulagem. Na hora de subir a genoa o Tiago me avisou que era melhor trocar o cabo, pois o antigo esava puído e ele já tinha comprado um novo na Velamar... Eu, claro, fui no "vai que dá". Pois é, não deu. A adriça da genoa estourou e a pequena montagem logo avançou pela tarde inteira e impossibilitou qualquer velejada no final de semana...
No sábado fomos para a Ribeira. Era dia de Malagô, mas o Cassio e a Chris do Serelepe estavam por lá e acabamos indo todos velejar de Fast 345. Levei o Malagô até a poita do Serelepe, embarquei as meninas e deixamos o "Mala" amarradinho por ali. Na hora de subir a mestra foi uma confusão. A vela estava toda torcida, sem as talas e o macarrão não queria entrar no trilho de jeito nenhum... acabamos …

Relato da Refeno 2014 no Vento Real - Final.

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Like a roling stone...



Houve um momento muito interessante nesse terceiro e último dia a bordo: quando nos demos conta de que Natal estava mais distante do que Noronha. A capital do Rio Grande do Norte distava cento e vinte milhas de onde estávamos, ao passo que Noronha "apenas" noventa. Foi meio estranho imaginar que estava tão longe de terra, algo equivalente a distância entre Guarujá e Paraty. Além disso a profundidade onde navegávamos era de míseros quatro mil metros! Esses números nos fazem pensar em terra. Mas lá, no mar, a coisa soa tão natural que até chegam a não dizer nada.
O "Triunfão" estava silencioso. Chamou logo cedo, mas a propagação estava ruim e não copiou nossa resposta. Antes do almoço golfinhos roteadores fizeram um show na nossa popa. As aves marinhas passavam para lá e para cá. Na madrugada uma delas tentou pousar em nosso bimini. Para ajudá-la eu coloquei a lanterna em sua direção, mas acho que não deu muito certo pois ela se estatelou no ma…

Relato da Refeno 2014 no Vento Real - Parte três

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As águas azuis


Acordei antes das 07h00. O enjoo ainda me atormentava. Ao sair da cabine vi o Grajaú ao longe, em nossa popa. Olhei para o Sergio e pensamos a mesma coisa: ele está escoltando o fim da fila. Assumi o posto do Sergio, que desceu e foi ao radio:
- Grajaú, copia Vento Real? - Afirmativo, prossiga. - Grajaú, vocês podem nos informar se há algum veleiro cinco milhas a nossa frente? 
O Capitão perguntava isso porque havia dúvida na interpretação de uma imagem radar, se era uma nuvem ou um navio. O operador do rádio do navio pediu que esperássemos e, após alguns instantes, respondeu:
- Vento Real, a cinco milhas não há nenhum... mas há dois veleiros num raio de oito milhas a sua frente.
Comentei com o Sergio que não estávamos tão atrás. Foi então que veio uma informação que era absolutamente inesperada:
- Apenas para informação - continuou o operador de rádio do Grajaú - vocês não são os últimos. Há mais dois veleiros atrás de vocês.
UAU!

Ao passar a bóia de Recife nós estávamos tã…

Relato da Refeno 2014 no Vento Real - parte dois.

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A bóia de Boa Viagem

Esse ano houve uma alteração no percurso da Refeno, o que segundo a organização a reaproxima de suas origens. Antes de seguir para Noronha os barcos tiveram que voltar algumas milhas indo até uma bóia que fica entre a praia de Boa Viagem e o bairro Brasília Teimosa. Duvido que alguém tenha realmente gostado disso, pois serviu apenas para atrasar todo mundo. Mas regras são regras.
Para nós chegar até essa bóia não foi fácil. Com pouco vento os veleiros mais rápidos logo nos deixaram para trás e ao chegamos no final do molhe do porto o duelo era apenas entre o Jamaica III e a gente. Aquele barco argentino era um bocadinho maior, mas andava muito parecido conosco. Lembrei que poderíamos brigar pelo Troféu Tartaruga, já que estávamos em penúltimo e bastava andar melhor do que o Jamaica, o que naquela altura não parecia tão complicado assim. O Capitão não gostou nada da ideia. Não queria ser uma tartaruga... 
A verdade é que nem o tartaruga seria fácil de ser conquista…

Relato Refeno 2014 no Vento Real - parte um.

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Preparação e largada

Graças ao meu amigo Alan Trimboli, dono do Meltemi, consegui participar esse ano da Refeno 2014. Ele e sua esposa Leila seriam tripulantes do Vento Real, um Multichine 31 construído ao longo de nove anos pelo Sergio. O Vento Real, o Meltemi e o Malagô já foram vizinhos na Boreal e eu sabia que em tese haveria mais uma vaga. Não sou muito de pedir nada aos outros, mas com a impossibilidade de o Caulimaran ir para a regata e diante do fato de eu estar com simplesmente tudo pronto, não me perdoaria se me conformasse com aquela situação: trabalhar ao invés de ir para Noronha! O "não" eu já tinha, então pior não poderia ficar. 
A resposta, porém, demorou e meu humor foi ficando cada vez mais azedo. É que o Sergio estava indo de Aracaju para Recife (sim, ele entrou sozinho e a noite naquela barra pavorosa) e naturalmente o Alan precisaria conversar com ele antes. Enquanto isso o telefone era apenas silêncio.  Passado o final de semana e a segunda-feira a respo…