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Deu merda...

Boas!
O acaso prega suas peças de formas bastante inusitadas. Essa história que contarei hoje, aqui no blog, mostra que a sorte pode estar escondida até mesmo em uma cagada...
Eu já contei aqui que em maio levamos o Malagô de Santos para Ubatuba, sem motor  e que na operação usamos o Manu, Velamar 31, do Mauro Pascotto. O que eu não contei foi a parte em que descobrimos um furo no casco do Manu nem como foi que descobrimos isso.
Ao chegar na Ilhabela, o neto, um dos tripulantes que nos ajudou na travessia (ex-aluno de nossa escola de vela, aliás), me contatou pelo VHF perguntando como fazia para o banheiro funcionar. Ele teve uma dor de barriga matinal e, após usar o vaso, houve certa dificuldade em "desembarcar" o material. Como não existe lá muito segredo em um vaso sanitário elétrico, minha resposta foi mais ou menos óbvia: "aperta o botão, uai".
O Neto, é claro, já havia tentado essa "manobra", sem resultado. Muito zeloso, ele tratou de tirar o que p…

E começa mais uma travessia...

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Boas!
Como programado, dia 06 de junho começou em Santos/SP mais uma travessia. No livro "A Travessia Azul: de Ubatuba à Cape Town a bordo de um pequeno veleiro", eu digo que a bordo do Samoa 33 foram feitas três travessias distintas. Começa, agora, a quarta: a que nós e quem nos ler e ir às nossas palestras iremos vivenciar.
O evento, que estava previsto para durar apenas uma hora, durou três. E ninguém queria ir embora! 
Foram feitas perguntas muito interessantes, que nos fizeram ver as coisas que vivenciamos por outros ângulos. Foi, de fato, uma experiência muito rica - e é apenas o começo! Até o final do ano, com o apoio da ABVC - Associação Brasileira dos Velejadores de Cruzeiro, eu e o Alan iremos percorrer todo o Brasil contando nossa história. Em breve divulgaremos a agenda completa.


Será muito bom, com certeza, fazer novos amigos e conhecer pessoalmente os leitores aqui do blog!
A versão digital do livro (para Kindle) está à venda, há uma semana, no site da Amazon …

A Travessia Azul

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Boas!


Depois de chegar em casa e reorganizar a vida, foi preciso um período de silêncio para que eu pudesse avaliar e valorar, com os pesos e medias corretos, tudo o que efetivamente aconteceu durante nossa travessia para a Africa do Sul.
Ao longo do mês de março eu me dediquei a escrever o livro: A Travessia Azul: de Ubatuba à Cape Town a bordo de um pequeno veleiro. O livro está finalmente pronto e será lançado em breve, em formato digital e impresso.


Nossa travessia foi uma viagem interior e escrever sobre ela me fez mergulhar uma vez mais em pensamentos. Como eu disse em uma passagem do livro, "Ninguém é o mesmo depois de fazer uma coisa dessas no Atlântico Sul". Acredito que o livro reflete bem essa realidade.
Agora está na hora de continuar nossa travessia, divulgando nossa história pelos quatro cantos do Brasil.
Assim, com o apoio da ABVC - Associação Brasileira dos Velejadores de Cruzeiro - ABVC, eu e o Alan Trimboli daremos início ao ciclo de palestras sobre a Trave…

Travessia Guarujá - Ubatuba

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Boas!
Há uns dez anos, quando eu pensava em velejar de Santos até Ilhabela, me sentia como se fosse dar uma volta ao mundo (sem escalas). Era uma velejada longa e isso me causava muita preocupação. Redes de pesca no caminho, previsão do tempo, condições gerais do barco, o imponderável.
Hoje em dia ainda é assim. Apenas uma coisa posso dizer que mudou: minha relação com o tempo. Passar quinze horas ou vários dias a bordo navegando não me soa mais tão difícil quanto antes. É ir só até ali... nada demais. E isso aconteceu antes mesmo dos meus trinta e oito dias a bordo do Soneca, com vento contra, na travessia do Atlântico Sul.
Até quatro de maio  eu teria que levar o Malagô de volta para Ubatuba. Não havia opção. A maior dificuldade era que o Malagô está sem motor e não há perspectiva disso mudar no curto prazo. Foi então que em quinze dias planejamos como fazer para irmos apenas na vela até o Saco da Ribeira. Como consolo havia a certeza, absoluta, de que dessa vez o motor não quebrar…

Estamos indo de volta para casa...

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Boas!

O Malagô morou muitos anos em Ubatuba e  chegou a hora de levá-lo de novo para lá.
Estou muito animado com essa ideia, não só porque sei que ele gosta mais de lá do que daqui, mas porque há um detalhe: o motor do barco está lá em Ubatuba e eu irei levar o veleiro até lá apenas na vela, no pano mesmo.


Para quem acabou de voltar de uma travessia do Atlântico Sul, com quatro mil milhas, essas oitenta que separam Guarujá do Saco da Ribeira não deveriam representar muita coisa. Mas não é bem assim. Ainda dá frio na barriga fazer uma coisa dessas. Nesse trecho não venta muito e nessa época do ano é muito fácil para nós ficarmos em alguma calmaria. Esse é meu maior receio: passar uma semana no mar para fazer oitenta milhas... É claro que eu poderia instalar o motor antes. Mas que graça teria?
A data dessa travessia ainda não é certa. O barco ficou algum tempo parado e  estamos organizando de novo as coisas. Começamos tirando tudo que estava dentro dele. Muita coisa foi para o lixo; out…

Ano novo, vida nova!

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Boas!


Eu ainda estou um tanto perdido no espaço e no tempo, confesso.
Enquanto todos a minha volta viveram janeiro e fevereiro em terra, para mim esses meses tiveram outra dimensão, imerso em um deserto azul e sem saber praticamente nada do mundo. Na prática, 2018, para mim, começou em março. Então, ano novo, vida nova!
Voltei a trabalhar e a enfrentar uma pilha de problemas e uma outra pilha de boletos. Três meses de contas para pagar e três meses sem receita alguma. Divertido e emocionante - quase mais do que cruzar o Atlântico!
A Cusco Baldoso voltou às aulas. Eu e o Alan estamos na ativa. O Spinelli volta em abril. Hoje ele ainda está em Santa Helena, curtindo a vida adoidado. Teve até mergulho com tubarão baleia! A viagem dele está sendo completamente diferente da nossa. Sol, calor, mar sempre baixo e ventos favoráveis.  Ele merecia um refresco depois de tanto sufoco na ida.

No último final de semana o nosso novo barco escola, o +Bakanna, um Fast 230, fez sua estreia. Na turma ti…

Sobre o naufrágio do Crapun...

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Boas,

Ontem o velejador italiano radicado no Brasil Elio Somaschini, o Crapun, perdeu seu barco (de mesmo nome) ao entrar na barra de Aracaju. As informações de fonte direta ainda são poucas e desencontradas. Ao que parece, ele decidiu entrar na cidade para jantar e comemorar seu aniversário. O barco bateu em um banco de areia, fez água e ele não teve alternativa a não ser abandonar a embarcação e nadar até a praia - onde, felizmente, chegou ileso. Somaschini velejava em solitário e se deixava ao seu novo projeto, fazer a Passagem Noroeste (uma volta pelas Américas passando pelas águas do ártico).
Esse fato me fez lembrar de outra história e de como, nesse mundo da vela, estamos todos de certa forma interligados. Eu já escrevi aqui no blog sobre o Vento Real, veleiro que me levou até Fernando de Noronha na Refeno 2014 graças à intervenção de última hora do Alan Trimboli (que foi comigo, também, para Cape Town). Eu iria participar no Caulimaran, mas esse barco não conseguiu sair de Sal…