terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

1ª Etapa Copa Cusco Baldoso de Veleiros Fast 230

Boas!

Graças a nossa opção de adotar o Fast 230 como barco padrão para nossas atividades de ensino da vela oceânica, a região da Baixada Santista conta, atualmente, com vários veleiros desse modelo. Em meus últimos cálculos sei que já temos dez desses veleiros por aqui.

Por essa razão, aproveitando a experiência dos match races feitos ano passado (disputas entre dois veleiros do mesmo tipo), decidimos organizar em 2019 a COPA CUSCO BALDOSO DE VELEIROS FAST 230.



Serão dez etapas, de março a dezembro, com ranking dividido entre veleiros e tripulantes (de forma individual). As regatas acontecem sempre no primeiro sábado de cada mês, a exceção de março por conta do carnaval. Em Julho não haverá etapa.

Nessa primeira etapa, realizada em 02 de fevereiro, tivemos quatro veleiros na raia: Mixurica-Nit; Pitanga, +Bakanna e Grandpa, com dezesseis tripulantes.



O vento ajudou muito (dez nós, de sul e mar com 0,5m de ondulação, também de sul) e conseguimos fazer três regatas. De modo geral todas foram muito emocionantes, com alterações de posições constantes e uma chegada "cabeça a cabeça" de tirar o fôlego: na segunda regata o veleiro Pitanga ultrapassou o +Bakanna a poucos metros da linha e chegou na frente com uma vantagem ínfima!



A próxima etapa da Copa será será no sábado, 09 de março. Participe!

Mais informações pelo nosso Whatsapp: 13 99 771 2040

E vamos no pano mesmo!


COPA CUSCO BALDOSO DE VELEIROS FAST 230 - RANKING 2019


VELEIROS

1º -  Mixuruca-Nit - 01 ponto
2º -  Pitanga - 02 pontos
3º -  +Bakanna - 03 pontos
4º -  Grandpa - 04 pontos



TRIPULANTES

1º LUGAR

Luis Claudio Bolognesi 
Lucas Sabedot Bolognesi
Fabricio Carvalho
Raphael Netto de Carvalho


2º LUGAR
Renato Domingues
Ricardo Zamboni
Aris  Adalberto de Souza
Rodrigo Marques



3º LUGAR

Mario Oliveira
Wagner Cipolla
Guilherme Serrão Cipolla
Christian Barbosa

4º LUGAR

Eduardo Motta
Rodrigo Facontti
Ronaldo Rodrigues
Geane Vieira Rodrigues




quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Agenda de Atividades Março 2019

Março 2019
Agenda


01 e 02/03/2019 - Curso Básico de vela Oceânica.

02/03/2019 - Dia de Vela # 005.

09/03/2019 - 2ª Etapa Copa Cusco Baldoso de vela Oceânica

10/03/2019 - Dia de Vela # 006.

16 e 17/03/2019 - Curso Intermediário de vela Oceânica.

23 e 24/03/2019 - Curso Básico de vela Oceânica.

23/03/2019 - Dia de Vela # 007.

E vamos no pano mesmo!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Agenda de atividades Fevereiro de 2019

Fevereiro 2019
Agenda


02/02/2019 - Regata de abertura da Copa Cusco Baldoso de Veleiros Fast 230.

03/02/2019 - Dia de Vela # 002.

09 e 10/02/2019 - Curso Básico de vela Oceânica.

09/02/2019 - Dia de Vela # 003.

16 e 17/02/2019 - Curso Intermediário de vela Oceânica.

23 e 24/02/2019 - Curso Básico de vela Oceânica.

23/02/2019 - Dia de Vela # 004.

E vamos no pano mesmo!



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

A festa da firma 2018!

Boas!

Nos últimos dois anos, 2016 e 2017, nós fizemos a confraternização de final de ano da Cusco Baldoso alugando um veleiro e fazendo a Volta da Ilha Grande, saindo de Paraty/RJ. Foram dois anos muito bons, mas... faltava alguma coisa.

Esse ano, com o novo modelo da Cusco, que concentra suas atividades em Guarujá e oferece vários barcos para os ex-alunos usarem, foi possível fazer algo diferente. Reunimos quarenta e cinco ex-alunos, amigos e familiares, os distribuímos em sete veleiros de oceano e fizemos uma regata na baía de Santos, tendo como marca o ISO Vermelho.

Montamos a raia às 11h30. O veleiro Adhara (Praia 30) serviu de Comissão de Regatas (CR), alinhado com o ISO Vermelho. Era o barco kids: pois a bordo estava (parte) da criançada que faz parte da nossa família do mar. O tamanho do barco e sua grande estabilidade (por ser catamarã), se mostraram perfeitos para receber os pequenos, servindo de pula pula e trampolim para mergulho, sob o comando do capitão e recreacionista Jefferson Neitzke. A bordo esteve presente, também, o mago das lentes, Edson Leguth. A maioria das fotografias dessa postagem são dele (graças a Deus, pois as minhas são terríveis).

A boia de barlavento foi montada a uma milha da largada. Seria uma regata curta, por ser festiva - quatro pernas. Estava tudo pronto, drone no ar e, ao meio dia, horário programado para a largada, porém... o vento foi embora. Foi bom para o drone. Mas, para os veleiros, não. 

Esperamos quarenta minutos. A cada instante o vento caia mais.  Então, resolvi encurtar o percurso da regata e o número de pernas: meia milha e duas pernas, apenas. Assim haveria alguma chance de haver regata. Soei o silvo (amigo Mauro Pascotto) de cinco minutos, quatro, um e finalmente a LARGADA! 

Nada, porém, aconteceu. Eu e a Vivian estávamos a bordo do Manu (Velamar 31), que o Mauro Pascotto nos emprestou depois de nos dar o cano, e vimos o vento ir embora novamente. Até mesmo os Fast 230, que andam com qualquer ventinho, estavam parados. A maré estava muito, muito forte e, com isso, o pouco vento que tinha era insuficiente para que os veleiros tivessem seguimento em direção à boia (o veleiro Manu, devidamente ancorado). A situação estava tão desesperadora que anotei a ordem de largada como um dos critérios de premiação. De fato, largar foi um grande desafio!

Aos poucos, porém, a situação foi melhorando e os barcos completaram o pequeno percurso. O Erva Doce disparou na frente desde o início e foi o fita azul da regata.

Após a regata fomos todos para a Supmar, onde o Chef Marcio Lopes, do Restaurante Velho Marinheiro, nos serviu um almoço maravilhoso.

Esse ano a festa da firma foi maior e contou com grande parte dos nossos amigos. Ano que vem a festa já esta marcada: primeiro sábado de dezembro! Faremos em 2019, também, a Copa Cusco Baldoso de Fast 230, com regatas na baía de Santos todo primeiro sábado de cada mês, entre fevereiro e dezembro. 

Obrigado a todos os presentes em nossa festa. Obrigado, também, a todos que enviaram mensagens avisando que não poderiam vir, por outros compromissos. Ano que vem estaremos todos juntos. 

E vamos no pano mesmo!


REGATA DE FINAL DE ANO CUSCO BALDOSO 2018

RESULTADOS

Classe Fraldinha

Adhara - Jefferson, Rafael, Carla, Theo, Felipe, Carol, Bento, Paola, Lola e Henrique.


Fast 230

1º Lugar: Pitanga - Daniel, Severiano e Kathya.
2º Lugar: +Bakanna - Mario, Diogo e Danielle
3º Lugar: Grandpa - Eduardo, Pedro e Wagner

Bico de Proa

1º Lugar: Erva Doce - Eduardo Colombo, Marcelo, Mauricio, Carmem e Maurino.
2º Lugar: Meltemi - Alan, Leila, Osvaldo, Luis
3º Lugar: Serelepe - Cassio, Christiane, Lucas e Gabriel

Fita Azul

Erva Doce

Troféu Tartaruga Marinha

Grandpa

Troféu Novemebro Azul

Meltemi


GALERIA:


























quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Camisa UV FPS 50+ 2019

Boas!

O verão está chegando e quem está no mar precisa se proteger do Sol.

As camisas com proteção UV no tecido ajudam muito aqueles que, como eu, esquecem de "retocar" o protetor solar de tempos em tempos.

Estamos lançando a nossa camisa UV, com fator de proteção 50. O design foi feito pela Marina do Mar e a qualidade é superior (pesquisamos muito antes de escolher o fornecedor).

As nossas camisas UV estão à venda diretamente conosco. Os pedidos podem ser feitos por e-mail, pelo Direct do Instagram (@cuscobaldoso) ou pelo nosso whastapp: 55 13 9 9790 8175.



E vamos no pano mesmo!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Volta da Ilhabela em um Soling - Guilherme Borelli

Boas!

O Soling é um veleiro de 27 pés, armado em eslupe e sem cabine, para três tripulantes. Foi classe olímpica entre os anos 1972 e 2000. Projetado mais para a regata do que para cruzeiro, tem a quilha lastreada - o que lhe confere maior estabilidade. A primeira vista não seria um barco ideal para se fazer travessias em solitário pelo litoral de São Paulo. A despeito disso, o velejador Guilherme Borelli já acumula mais de cem milhas náuticas nessas condições.

O velejador Guilherme Borelli.

Primeiro Guilherme fez a travessia Santos - Ilhabela, a bordo de seu barco, batizado de Little NOOR. Agora, foi a vez da desafiadora Volta da Ilhabela, completada nos últimos dias 02 e 03 de novembro. Conversei com Guilherme sobre essa experiência. Vejam o que ele contou: 


Nome do Barco: Little NOOR
Modelo : Soling 
Plano Vélico : Bermudiano, vela grande e buja somam juntas 21,7 m² e um spinnaker de 45 m²
Motor :  Auxiliar de 8hp (utilizado como último recurso após adaptação na popa do barco).


Juca Andrade: O Soling possui 27 pés e é lastreado, o que o torna bastante seguro.  Ainda assim não possui cabine habitável, com banheiro, cama, cozinha. Em um primeiro momento isso pode fazer crer que o barco é desconfortável para travessias oceânicas. É isso mesmo?

Guilherme Borelli: Sim, é um barco lastreado, isso dá muita segurança à navegação, mas ele é desprovido de cabine, portanto não tem cama, banheiro nem cozinha. Não é um barco feito para travessias oceânicas e tem zero conforto.

JA: Você fez alguma adaptação no barco para fazer travessias? Como dormia, cozinhava, ia ao banheiro?

GB: Não fiz adaptações no barco. A comida levo pronta em bolsas térmicas. É uma alimentação pensada e difícil de estragar (ex: arroz integral, frango cozido , tubérculos, verduras, frutas e chocolate).  Banheiro....rsrsrs. Uso metade de uma garrafa para urinar e dispenso o líquido no mar, geralmente  faço isso agachado para não correr o risco de cair do barco. O n° 2 tem um pote maior separado, mas por alguma razão extremamente psicológica ainda não precisei utilizá-lo (rsrsrs). Durmo no cockpit em um saco de dormir.

JA: Antes da Volta na Ilhabela, você fez a travessia Santos - Ilhabela. Como foi essa experiência? Conseguiu fazer sem escalas e apenas na vela?

GB: A experiência foi fantástica. Fiz com uma parada nas Ilhas do Saí. E usei o motor em dois momentos, no primeiro dia ao sair do canal de Santos até a Ilha da Moela e no segundo ao deixar as Ilhas do Saí até a Ilha de Toque – Toque, o resto foi na vela. O interessante é que abri 15 Mn para fora para buscar vento  E  isso permitiu uma boa orça em direção às Ilhas do Saí no primeiro dia. O Montão de Trigo que fica a frente destas era constante na minha proa e crescia paulatinamente. É uma imagem que não sairá da minha cabeça.

Montão de Trigo, a Ilha que nunca chega...

JA: Sobre a Volta na Ilhabela. Você fez em sentido horário ou anti-horário? Saiu de que ponto da Ilha e que horas?

GB: A volta na Ilha foi em sentido horário. Parti as 15 horas da prainha logo atrás do YCI e retornei ao mesmo ponto exatamente às 15 horas do dia seguinte.



JA: Durante a travessia, qual a direção do vento predominante? Qual a altura do mar (ondas)? Qual a direção das ondas?

GB:  Durante a volta a Ilhabela no primeiro dia predominou um E de 10 a 15 nós e ondulação de NE, o mar não passou  de 1 metro , bem constante. O segundo dia amanheceu da mesma forma, porém às 7h30 da manhã entrou um vento NE muito forte de 30 a 35 nós com ondas de 1,5 a 2 metros de mesmo sentido, quando eu estava entre Ponta da Pirabura e a Ponta do Boi. Acredito que bati 11 a 12 nós de velocidade no Soling, não houve espaço para erros. Um navio de pesca que passava por ali ( Capitão Davi) tinha todos os seus tripulantes no convés observando o meu desempenho. Depois da Ponta do Boi  as montanhas da Ilha amenizaram esse sistema e a navegação ficou mais tranquila. Reencontrei o fim deste vento N na entrada do Canal.

No detalhe, o pequeno cockpit do Soling.


JA: Você levou pirotécnicos? Se sim, quais? Usou Spot ou algum localizador pessoal?

GB: Não tenho pirotécnicos ( me cobro por isso), uso o Spot como localizador e acho muito bom. Tenho um rádio de mão Icom.

JA: Que âncora vc usou? Quantos metros de cabo e quantos metros de corrente? O seu conjunto de fundeio se mostrou eficiente?

GB: Useiuma bruce de 5kg, com 3 metros de corrente e mais 40 de cabo. Funciona bem , mas acordo de hora em hora para verificar se não está garrando. Nas ilhas do Saí tive que refazer o fundeio, apenas uma vez. Na volta a Ilhabela, foi bem tranquilo.

JA: Houve navegação noturna?

GB: Na volta a Ilha havia planejado duas paradas, uma na Praia da Fome e outra no  Saco do Sombrio. Como as condições eram muito favoráveis no primeiro dia, resolvi ir direto para o Sombrio e isto me forçou a navegar de noite.

JA: Qual foi seu maior desafio pessoal nessa travessia? Chegou a ter momentos de tédio, esgotamento físico ou mental? Se sim, o que fez para lidar com isso?

GB: O maior desafio pessoal é se manter dentro do planejamento. Como o barco não tem cabine, coloquei em post its com a posição que eu deveria estar a cada hora  e procurava cumprir com elas aferindo no GPS. Tédio só existe quando não tem vento. Isso é fato para qualquer velejador. Não gostamos do barulho do motor e nem de ficar balançando parados no mesmo lugar. O esgotamento físico só sinto depois que pulo do barco e ele vem como uma tijolada na cabeça (risos). Esgotamento mental não há, porque o prazer é muito grande é o que eu mais gosto de fazer.

Os post its de planejamento.


JA: O que vc não levou que agora acredita que deveria ter levado? E o contrário, o que foi absolutamente desnecessário?

GB: Não levei um Boné, item básico e que fez falta nos momentos de sol forte. Sem falar nos pirotécnicos que não fizeram falta graças a Deus. E ao contrário , carreguei na travessia e na volta a Ilhabela uma linhada e uma faca sonhando em pescar  algo no corrico, doce ilusão, acho que não levarei mais.

JA: Vc acredita que travessias em veleiros de pequeno porte são "uma aventura", ou algo que pode ser feito de forma mais rotineira em nosso litoral?

GB: Não são uma aventura, definitivamente. As condições do nosso litoral são convidativas e propícias. Basta um bom planejamento.

JA: Vc acredita que a travessia de Guarujá a Ilhabela serviu de preparação para a Volta da Ilhabela no Soling ou as duas navegações foram muito diferentes?  
GB: Serviu e muito no preparo do barco, uso de equipamentos, planejamento da alimentação, etc.  A navegação em si, muda. A Ilha é diferente de Santos, que por sua vez é diferente do Saí. Os acompanhamentos das formações meteorológicas foi igual , começaram uma semana antes, mas estas obviamente foram diferentes entre uma e outra travessia.  Quanto ao psicológico, este fica cada vez mais forte.

A Ilha da Moela.


JA: E agora, qual o próximo desafio?

GBO próximo desafio deve ser Ilhabela –Alcatrazes – Ilhabela, sem paradas obviamente , porque o parque não permite. E existe um sonho crescendo aqui de fazer Santos – Rio, mas esse ainda é muito embrionário.

A carta náutica: chocadeira de sonhos embrionários.