Como está a sua adriça?

Boas!

Dizem que uma é pouco, duas é bom mas três, são demais. Nem sempre é assim, ou quase. 

Na sexta ajudei o Tiago a colocar o Zappa (Atoll 23) na água, no CIR. Faltava algum ajuste de estaiamento e a ideia era dar uma velejada para a regulagem. Na hora de subir a genoa o Tiago me avisou que era melhor trocar o cabo, pois o antigo esava puído e ele já tinha comprado um novo na Velamar... Eu, claro, fui no "vai que dá". Pois é, não deu. A adriça da genoa estourou e a pequena montagem logo avançou pela tarde inteira e impossibilitou qualquer velejada no final de semana...

No sábado fomos para a Ribeira. Era dia de Malagô, mas o Cassio e a Chris do Serelepe estavam por lá e acabamos indo todos velejar de Fast 345. Levei o Malagô até a poita do Serelepe, embarquei as meninas e deixamos o "Mala" amarradinho por ali. Na hora de subir a mestra foi uma confusão. A vela estava toda torcida, sem as talas e o macarrão não queria entrar no trilho de jeito nenhum... acabamos por sair só de genoa. O dia estava esplendoroso, com sol e ventos acima de dez nós. Fomos até o presídio totalmente na vela (apenas a genoa), passando pelo boqueirão, orçando a cinco nós. Uau, que barquinho! Na volta  fui levar sozinho o Malagô até a poita que é dele e voltei para o Serelepe de SUP. Ao chegar qual não foi minha surpresa ao ver o Cassio com a adriça da genoa nas mãos: estourou também.

No dia seguinte, domingo, fui começar a desmontar o enrolador do Mala - voltaremos aos garrunchos por uns tempos. Vai aqui, vai ali e... a adriça da genoa despenca no convés. Três barcos diferentes; três genoas sem adriças! Isso em apenas três dias! Uau!

Isso serve para lembrar a gente a, de tempos em tempos, encurtar (cortando mesmo) a  ponta das adriças que fica exposta ao sol quando o barco está recolhido (99% do tempo). Ou então fazer como faz o Marcelo, do Aphrodite (Delta 32): guardar todos os cabos dentro do mastro, usando emendas de sacrifício que são retiradas quando montado para velejar. Dá um pouco de trabalho, mas adriças caras como as do Malagô (que são de spectra) doem no bolso para serem repostas. Isso sem falar a necessária "viagem ao topo do mastro" e no risco de estourarem justamente quando não poderiam.

Outra coisa importante é ter sempre um amantilho com um cabo que possa fazer as vezes de adriça da mestra (eu vejo muito cabinho vagabundo nos amantilhos por ai) e a ter instalada a adriça do balão, mesmo quando não se usa essa vela. Em um sufoco dá para usar essa adriça para envergar a genoa.

E vamos no pano mesmo! 

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