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A mostrar mensagens de Maio, 2015

O mais legal da vela...

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Boas!

Dia desses eu estava conversando com o Adriano Plotzki, produtor da websérie #Sal sobre vela e constatamos que uma das coisas mais sensacionais disso é que se você for fã do Amyr Klink, por exemplo, pode com algum esforço e planejamento fazer a mesma coisa que ele: seja dar uma volta ao mundo, seja ir só até ali. Isso não é algo comum em outros esportes ou atividades. Os fãs do Louis Hamilton não terão muita chance, muito provavelmente, de pilotar um F-1. Já eu, que sou um Zé Mané da vela, já competi em regata contra o Torben Grael e o Lars Grael (Ubatuba Sailing Festival 2014, a bordo do SuperBakanna) - claro que a surra foi homérica, mas essa é outra história.
Ontem mais uma vez isso me ficou muito claro. A ABVC Santos trouxe a navegadora Izabel Pimentel para falar um pouco sobre sua trajetória e lançar o livro Águas Vermelhas. Então, cinquenta pessoas de repente estavam ali, pertinho de alguém que fez algo incrível e sendo incentivados a fazer algo assim também. Na palestra h…

Velejando sob vento noroeste

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Boas!

Cada região tem seu microclima e seus ventos predominantes. Aqui em Santos os ventos que predominam vêm de quadrante sul, vindo assim das direções sul, sueste e leste. A costa entre o Cabo Frio até Cananéia tem um alinhamento diferente daquele por nós imaginado, estando disposta em um eixo leste-oeste, ao invés de norte-sul como no litoral da Bahia, por exemplo. Por isso, se você seguir para mar aberto em um rumo que seja perpendicular à linha da praia irá para a Antártida e não para a África. Em contrapartida, se por alguma razão sentir-se perdido ou desorientado, basta por a proa na direção do norte que cedo ou tarde chegará em alguma terra. 
Nesse cenário o vento noroeste é muito particular em nossa região. Vento quente e seco, ele vem das montanhas da serra do mar e sopra com vontade. É um vento difícil de ser dominado, pois a diferença entre o vento predominante e as rajadas é grande. Ontem, por exemplo, havia previsão de ventos de 5 nós, com rajadas de 20. É muito difícil …

Palestra Izabel Pimentel em Santos

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PALESTRA COM IZABEL PIMENTEL E LANÇAMENTO DO LIVRO ÁGUAS VERMELHAS EM SANTOS! Dia 27/05/2015, quarta-feira  19h30  Sede Social do Clube Internacional de Regatas Inscrições gratuitas!

A velejadora Izabel Pimentel tem mais de 66 000 milhas navegadas em solitário. Primeira mulher da America Latina a completar uma Volta ao Mundo em solitário, passando pelos 3 mais temidos cabos: Cabo da Boa Esperança , Cabo Leeuwin e Cabo Horn. De 21 pés fez duas travessias Brasil-França e três travessias França-Brasil, em solitário. Primeira brasileira a participar da regata Transat 6.50, Regata de veleiros de 21 pés da França ao Brasil. Possui 5 livros: « Brasil e Portugal a remo », « A Travessia de uma mulher », « Muito além de uma escolha » “Aguas vermelhas” e « A canoa e o vento » Realização: ABVC Santos  Apoio: Cusco Baldoso Escola de Vela Oceânica e Clube Internacional de Regatas

Victor Otanõ

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No ano de 2002, com a economia de seu país arrasada, o argentino Victor Otaño usou o único recurso financeiro que lhe restou (seu cartão de crédito), comprou toda a água e comida que pôde (não foi muito) e embarcou em seu minúsculo Van de Stadt de 21 pés de nome Marangatu com destino ao Brasil.
Subiu a costa em solitário, sem piloto automático ou eletrônicos (nem mesmo GPS), até chegar em Angra dos Reis, onde se instalou na Vila do Abraão, na Ilha Grande. Passou algumas necessidades, até que finalmente foi contratado pela empresa Angra Charter.
Há algum tempo, vendo que seu ciclo no Brasil havia terminado, pegou seu barquinho e começou seu retorno para a Argentina. Dia desses, em algum lugar entre Colônia e Montevidéu, no Uruguai, morreu dormindo na casa de parentes que visitava. Estava forte e lúcido. Foi em paz e não sofreu. Victor Otaño merece todo nosso respeito: era um velejador de verdade.

Fotos: Rico Floriani.

Turmas de maio...

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Boas!

Sábado passado continuamos a instrução de nossas turmas de maio. Depois dos cursos feitos no feriado em Guarujá e em Ubatuba, formaram-se mais duas turmas, aos sábados, em Guarujá. Para evitar excesso de lotação nos barcos e perda de rendimento, dividimos o pessoal na Turma Alfa, composta por Elder, Rogério, Fabio e Victor e Beta, formada por Artur, Armando e Carlos. A Turma Alfa fez aulas comigo, no Fratelli (Marcelo Damini) e a Beta com o Alan, no Meltemi. Ainda esse mês as duas turmas completam o curso básico, faltando agora apenas a volta a Ilha da Moela para cumprirem o programa.






Já no Malagô as obras continuam. Agora cuidamos da beleza interior. Para ajudar o Walnei, que (re)fará a parte elétrica, eu passei o dia de ontem desmontando tudo. Literalmente. Fora os cabos do motor toda a fiação, painel antigo, VHF, CD, Luzes e etc. foram retirados de dentro do barco.  Além disso montei, eu mesmo, a bomba injetora do Control que havia retirado para manutenção na Borsch. Ao longo…

Gajeiro

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Boas!

Um dia desses achei que seria uma boa ideia criar uma página no facebook que alertasse a comunidade náutica sobre os avisos de mau tempo emitidos pela Marinha do Brasil.  Assim que eu lancei a página, voltada apenas para as áreas Charlie e Bravo, o Walnei Antunes (do veleiro Vivre) me procurou e disse que planejava criar um APP que enviasse para qualquer dispositvo móvel esses mesmos avisos, e para todas as áreas. 
Como não poderia ser diferente eu achei a ideia sensacional, pois o usuário não precisaria logar no facebook para ter acesso a essa informação, que acabaria também se perdendo diante de tantas outras postagens (e quando a gente está no mar e encontra sinal, quanto mais rápida e despoluída for a informação, melhor).
Nisso coloquei o Walnei como co-administrador da página e ele desenvolveu um software que monitora os avisos da Marinha e os publica na página Avisos de Mau Tempo Àreas Charlie e Bravo: entrava em cena na web o Gajeiro (isso me deu um certo alívio, pois qua…

- Moço, traz uma foto que a gente faz igual...

Conta a história que uns gringos chegaram em uma praia do nordeste e procuraram um mestre construtor naval para fazer um barco de madeira.
Procuraram, procuraram, até que encontraram o estaleiro: na praia, sob uma cobertura de palha. O mestre, que nem mais pele tinha, mas um couro curtido pelo sol, só sabia coçar a barba branca enquanto aquele povo que falava esquisito mostrava uma série de plantas com desenhos técnicos, cheios de detalhes. 
Já cansado daquela conversa, ele foi direto:
"- Moço, traz uma foto que a gente faz igual".
Houve um silêncio. Meio incrédulos, a gringaiada tratou de mostrar a tal da foto. Tempos depois, tendo a foto e um graminho para guiá-lo, o barco nasceu...

Vivaaaaa!!!

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Boas!

Pensem em uma criança feliz. Mas muito feliz! Pois essa criança era eu no sábado a tarde. Era nossa segunda aula com o Felipe, a Luciana, o Genésio (digo, Rodrigo!) e a Simone. Depois de salvarmos a defensa ao mar de uns trinta afogamentos fomos abordados pelo nosso arque rival, o Viva (outro Fast 230). Já há algum tempo ele vem nos "chamar para a briga" sempre que estamos pela baía e há alguns meses ele tem nos dado surras homéricas, disparando na frente sem que haja uma explicação muito óbvia. Isso tem me incomodado um pouquinho, devo confessar: um barco igual, com velas piores, andar mais que você é sinal de incompetência de alguém... e esse alguém não é "ele", mas "eu"!!!
Pois bem. Quando ele nos passou estávamos voltando para o canal em orça apertada. Vento de leste, dez nós com rajadas de quinze. Retiramos o rizo da vela mestra, feito apenas para demonstração e nos pusemos no encalço. O Felipe no leme e o resto da tripulação mandando muito bem…

Curso básico de vela oceânica em Ubatuba, 01 a 03 de maio

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Boas!

No último final de semana prolongado realizamos mais uma turma do curso básico de vela oceânica em Ubatuba, a bordo do veleiro Soneca, do Tio Spinelli. Foram três dias de total imersão na vela oceânica,  com pernoite a bordo. Na tripulação os valentes e intrépidos Dimas e seu filho Vinícius e o casal Ronaldo e Juliana.


Uma das grandes vantagens da base Ubatuba: como o local é extremamente agradável, o pernoite a bordo é um item a parte que fica na memória dos nossos alunos, assim como o tradicional "papo de popa". Além disso não há custo adicional e o valor do curso fica muito mais em conta do que uma estadia de três dias em uma pousada. 
Por isso desde o mês passado temos realizado um intensivo do curso básico em Ubatuba nos feriados prolongados e será sempre assim. Para quem vem do interior de São Paulo, de outros estados ou para quem quer curtir as mais bela região do litoral paulista não existe opção melhor. Programe-se!
E vamos no pano mesmo!

Da águas viestes, para a água retornarás...

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Boas, muito boas!

O Malagô deveria ter descido ontem, dia 30. Mas decidi dar mais um mão de tinta envenenada, por isso ele só desceu hoje, às 14h00. No momento da descida eu estava dando aula de vela para uma turminha muito bacana, dois casais: Felipe e Luciana, Rodrigo e Simone.  No final foi melhor assim, pois eu não me aborreci. Pelo contrário, me diverti bastante com esses quatro enquanto o pessoal do estaleiro me entregava o barco lá no clube (pois é, rolou até um delivery!).
O vento estava fraco, mas ainda assim andamos bem para lá e para cá, orçando bastante. Havia alguma ondulação, reflexo de uma ressaca e a Luciana, que está grávida de dois meses, enjoou um pouquinho. Mesmo assim ela foi firme e forte e concluímos o programa da aula no horário. Amanhã eles farão a segunda aula comigo e no domingo, com o Alan. Ao mesmo tempo, em Ubatuba, o Tio Spineli levava outra turma do curso básico para o mar: Dimas, Vinícius, Ronaldo e Juliana. 
Durante o mês de maio terminaremos de resta…