Duelo Soneca x Jazz 4...

Nosso primeiro dia de regatas do USF/17 durou meia hora. Sequer largamos. Uma das tripulantes que veio de São Paulo direto para Ubatuba apenas para as regatas passou mal com o mar de ondas e pouco vento. Enjoar é algo cruel. Nos primeiros cinco minutos você se desespera, acreditando que irá morrer; cinco minutos depois está desesperado porque não morreu.

Como estávamos ali apenas para passear, voltamos para a poita e desembarcamos quem não tinha condições de ficar a bordo. Depois fizemos o almoço, curtindo o visual da Ribeira em um espetacular dia de sol, enquanto a regata acontecia lá pelos lados da Ilha do Mar Virado.


De sobremesa  fomos velejar. Saímos da poita apenas no vento, enquanto a louça era lavada, e fomos até o Soneca, onde o Tio Spinelli dava aula para quatro de nossos alunos, fazendo o barco andar sob espartanos quatro nós de vento.



Passamos por ele, demos "oi" e castanhas de caju. Seguimos pela baia, acreditando que o Soneca, por ser mais pesado, jamais nos alcançaria. Conversamos entre um bordo e outro, até que ouvimos um barulhinho de água sendo cortada pela proa de um veleiro se aproximando... Era o Soneca, andando sabe-se lá como, direto ao nosso encalço.

- Você só vai para a poita as 21h! - disse o Spinelli, sem parecer estar brincando.


Depois disso ele se pôs a bloquear nossa passagem, dando bordos em cima da gente o tempo todo. Dava para pentear o cabelo com a âncora do Soneca, mas os barcos não se tocaram nem por um instante. Ligar o motor seria contra o código de ética. Então o jeito foi administrar o bloqueio enquanto deu. Foi lindo ver o controle que o Tio tem do barco. Coisa que só quem veleja seis dias por semana consegue. E deu muito trabalho ficar longe dele. Chega a ser irritante como o Tio consegue regular tão bem aquelas velas...


Ficamos bloqueados até que uma rajada mais forte entrou, mais de uma hora e duas toneladas de risadas depois. Ai não teve jeito: abrimos distância e conseguimos voltar para a poita ante das 21h. Ufa! Foi pura sorte.



Enquanto isso o Marcelo, a bordo do Fratelli e o Eduardo, no Erva Doce, se preparavam para também vir de Santos para a Ribeira, em condições de mar melhores do que nós enfrentamos.

E vamos no pano mesmo!

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