Rizo de vela de proa: trocar a vela ou enrolar a genoa?

Boas!

Alguns veleiros utilizam enroladores de genoa, como nós no Malagô. Em situações de vento mais fdorte, muitos velejadores adotam a prática de rizar a genoa, com o enrolador, ao invés de trocar o pano. Para isso dão duas ou três voltas e diminuem a área vélica.

Esse procedimento, embora comum, é criticado por muitos velejadores experientes, pois há o risco de a vela rasgar – o que em condições adversas pode ser complicado de se resolver.Porém, trocar uma vela de proa sob vento forte e mar alto também não é uma coisa muito simples de se fazer.

Academicamente os que defendem a troca da vela de proa, mesmo quando se usa enrolador, por uma vela menor estão com a razão. Essa é a melhor solução para a vela. Contudo, em alguns casos essa pode não ser a melhor solução para a tripulação.

Explico.

Nosso veleiro está a cinco milhas do nosso destino, uma ilha a sotavento do mau tempo, onde há abrigo. Velejando a cinco nós chegaremos lá em uma hora. Nessa hipótese entendemos que mais razoável do que se expor ao risco de trocar uma vela de proa em condições não muito amistosas, é dar de fato algumas voltas no enrolador e seguir para o destino. O tempo gasto trocando a vela seria suficiente para percorrer uma boa parte do caminho.

Mas, depois que o tempo melhorou partimos para cruzar o Atlântico, nesse mesmo veleiro. No quinto dia de travessia encontramos as mesmas condições desconfortáveis: nesse caso a troca do pano se justificaria, pois o tempo a que a vela estará exposta aos esforços é infinitamente maior e o risco de ela vir a se rasgar é, sim, maior.

Não devemos ser puristas, mas sopesar o ganho com as possíveis perdas e optar pela situação que ofereça mais vanragens e menos riscos.

Comentários

  1. Muito bom Juca,gostei do seus comentários e vamos no pano mesmo.rsrsrsrssr

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