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A mostrar mensagens de Julho, 2015

Breves apontamentos de navegação para velejadores - parte dois.

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A menor distância entre dois pontos será sempre uma reta, certo?
Para o velejador esse conceito, verdadeiro, nem sempre pode ser seguido ao pé da letra e isso precisa ser compreendido desde o princípio. Que fique claro desde já: na superfície da terra é impossível navegar reto e, a bordo de um veleiro, nem sempre se consegue um rumo direto para onde se deseja ir. 
Quando dissemos que na superfície da Terra é simplesmente impossível deslocar-se em linha reta parece haver um contrassenso, mas não há:  mesmo que deixemos Fernando de Noronha com destino a Cabo Verde fazendo um rumo na superfície do mar o mais direto possível, o mais "reto" possível, sem nenhuma variação de grau, não estaríamos navegando em linha reta. O motivo é simples: a terra é redonda e estaríamos, assim, navegando ao longo de um arco. 
É que ao seguir pelo relevo terrestre invariavelmente acompanharíamos a curvatura da Terra, de forma que mesmo um rumo aparentemente reto, não o será verdadeiramente uma ret…

Breves apontamentos de navegação para velejadores - parte um.

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Um dos problemas iniciais da navegação sempre foi se conseguir uma representação fiel do planeta que contivesse a descrição correta do relevo e permitisse que cálculos de distância fossem feitos da forma mais precisa possível.
O planeta terra é um geóide de revolução. Isso quer dizer que não é uma esfera perfeita, mas um astro que tem aspecto arredondado, próximo de uma esfera, mas com dois pólos achatados.



Nenhuma representação física consegue cumprir essa missão com exatidão absoluta. Nem mesmo o globo terrestre, pois o planeta não tem a forma de uma esfera, como já colocamos. Além disso, o movimento das marés deforma o geóide de forma aleatória, o que complica ainda mais as coisas.


A representação física mais utilizada para navegação é a Mercator e é ela a utilizada nas cartas náuticas. Apesar dessa planificação trazer distorções, fazendo por exemplo parecer que a Groenlândia é do mesmo tamanho da América do Sul, quando se sabe que ela é oito vezes menor - ela tem uma vantagem qu…

Superbakanna Campeão da Semana de Vela de Ilhabela - Bico de Proa B

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Boas, muito boas!

Nosso amigo e parceiro Alexandre Dangas e sua tripulação familiar venceram a 42ª Semana de vela de Ilhabela, na categoria Bico de Proa B a bordo do Superbakanna!
Depois de desistir da prova de percurso longo na abertura, em razão das condições de vento estarem incompatíveis com o arranjo do equipamento,  a tripulação foi se afinando e galgando vitórias: venceu a segunda, a terceira e a quarta regata, tendo ficando em segundo apenas na terceira. O oponente direto foi desde a segunda regata o veleiro Cocoon, que tinha a vantagem de vencido a regata de percurso longo. Isso,porém, não foi suficiente para tirar a primeira colocação do Superbakanna, que no geral teve um desempenho melhor, tendo sido inclusive fita azul (o primeiro veleiro a completar a prova) da regata de percurso médio.
Parabéns ao Alexandre e a sua tripulação: Luisa, Juliana, Mariana, Rafael, Salvador, Michel e Caio.


E vamos no pano mesmo!

Meus vinte minutos na Semana de Vela de Ilhabela!

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Boas!

Emocionante em todos os sentidos, ainda que por um breve período. É isso o que em resumo eu tenho a dizer sobre a largada das regatas Alcatrazes por Boreste e Toque Toque na abertura da 42ª Semana de Vela de Ilhabela.
Eu fui proeiro no veleiro Superbakanna, um RC 33 do nosso parceiro na escola de vela Alexandre Dangas e posso dizer que valeu cada minuto. Participaram da largada 143 barcos e ver isso tudo de velas ao vento em um mesmo momento é algo difícil de traduzir em palavras.


Nossa largada não foi boa, mas foi linda: o Atrevida vinha atrás da gente, com todo o pano que as condições permitiam e era algo de fazer simplesmente cair o queixo de tão lindo. Na largada o mar estava baixo e o vento na casa dos 20 nós, com algumas rajadas de 24. O Camiranga, nosso conhecido lá da Refeno, voava baixo para quebrar o recorde de Alcatrazes.
O vento estava bastante forte e o céu púmbleo. O Superbakanna adernava loucamente e andava bem. Próximo ao porto de São Sebastião, porém, o vento co…