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A mostrar mensagens de Junho, 2015

O dia que eu quase matei o Walnei e outras histórias do mar.

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Boas!

O Walnei Antunes, do Veleiro Vivre, é amigo e parceiro já há bastante tempo. Como eu sempre digo, eu sei quase nada, mas estou sempre perto de pessoas que sabem muito. Por isso, aproveitei seus dotes de eletricista e o contratei para refazer o sistema elétrico do Malagô.

Antes de terminar essa história é preciso um pequeno parênteses. Já aqui em Santos eu resolvi dar uma olhada no sistema elétrico do Malagô. A situação estava meio feia e ao invés de fechar tudo e fingir que não vi nada, adotei mais uma vez a "solução Juca Andrade": arrancar tudo, tudo mesmo, e refazer do zero. Nisso peguei um alicate e depois de algum par de horas sai de dentro do barco com quase duzentos metros de fios, direto para o lixo. Agora o Walnei terá de refazer tudinho, pois não tenho como acender sequer uma lâmpada.
Mas, voltando ao "causo" deste post... eu peguei o Walnei na Rodoviária de Santos às 14h00 da sexta-feira (ele veio de Caçapava) e de lá fomos direto para a sede náutic…

Nossos alunos na Regata de 150 anos de Aniversário da Batalha do Riachuelo

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Boas!

Uma de nossas preocupações frequentes é colocar a disposição de nossos alunos opções para continuar velejando após a finalização do curso. Após o término do curso básico o caminho natural seria fazer uma travessia de instrução, nosso curso intermediário. Porém isso atende apenas uma parcela de nosso público, que tem por objetivo horizontes mais ao longe. Um outro tanto planeja, no futuro, ir só até ali. Nesse cenário participar de regatas é uma oportunidade ímpar de aprendizado.
Por isso firmamos parcerias com alguns comandantes da flotilha santista de veleiros de oceano e já na última regata do campeonato santista de 2015, que aconteceu sábado passado, nossos alunos foram para a raia, com resultados expressivos.

O Rogério, que fez o curso conosco em maio, correu no Pelayo, um Skipper 30 do Comandante Eduardo Coton. O Felipe, que fez o curso na mesma época, mas em outra turma, correu no Sabá, um Delta 32 do Comandante Marco Calil. Esses dois barcos correram na regra RGS, na qual c…

A aposentadoria do futuro: o ano sabático.

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Boas!

Quem de nós não conhece alguém que planeja se aposentar e então curtir a vida por ai, sem lenço nem documento? Pois eu tenho uma má notícia para as gerações mais novas: esse modelo de vida, em que se trabalha muito na juventude e depois se aproveita anos de ócio criativo na velhice está com seus dias contados.
Hoje em dia já são poucos os que conseguem se aposentar pelo regime geral da previdência social (INSS) e viver apenas com esses proventos. A maioria acaba tendo que continuar trabalhando, pois o ganho se mostra insuficiente e quando não conseguem conciliar a aposentaria a outro trabalho, o padrão de vida cai significativamente. Alguns que se aposentaram por regimes próprios (servidores públicos) ainda conseguem, aos trancos a barrancos, segurar a onda. Vivemos, porém, um momento de transição cujos efeitos ainda não foram percebidos pela maioria.
A aposentadoria como a de meu avô Synval, comandante de longo curso do Loyd Brasileiro e que durou de seus 60 aos 89 anos (idade …

Casa nova!

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Boas!

A partir dessa semana nossa base para embarque e desembarque de alunos em Guarujá será o Píer 26, uma marina de serviços. Além da infraestrutura ser excelente, o acesso  terrestre ficou facilitado e o estacionamento passou a ser gratuito para nossos alunos. Isso sem contar que nossos novos projetos terão mais liberdade para se desenvolver.
Obrigado à Eliane e ao Correa, do Pier 26, pelo apoio.

E vamos no pano mesmo!



Travessia Santos - Angra

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Boas!

Deixamos a sede náutica do CIR, em Santos, às 15h50 do dia 02 de junho a bordo do veleiro Fratelli, sob o comando do amigo Marcelo Damini.  Na tripulação nos acompanharam o Eduardo e o Marcio, além da Claudia (esposa do Marcelo).
Seguimos no motor. Vento contra, de leste, mar baixo e a mestra em cima, para equilibrar. Seria assim toda a travessia, que esperávamos fazer direto. Quando anoiteceu já estavamos na altura da Ilha dos Arvoredos, afastados uma quatro milhas. Como o anoitecer já estava por perto quando saímos, já levantamos a mestra na primeira forra de rizo. 
No través do Montão de Trigo identificamos as luzes de um veleiro, que nos seguia. Ele abriu para Alcatrazes. Nós faríamos o mesmo, mas o Dino do veleiro Maestro queria ir para Angra conosco e ficamos de encontrar com ele no Pindá, já no canal de São Sebastião. Porém, quando entramos em contato ele disse que iria no outro dia, pois haveria vento menos forte. Perdemos a Ilhabela por fora...
Após passarmos a balsa fu…

O Mastro - quase lá...

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Boas!

As obras do Malagô seguem um pouco mais devagar, mas sempre para frente.

Dessa vez estamos trabalhando no mastro, construído em spruce e com mais de cinquenta anos de idade. Havia uma parte podre causada poor infiltração de água de chuva bem próximo ao tope e essa era uma parte delicada. Se falhasse, o mastro ficaria em pé, mas não seria mais possível subir a vela mestra nem velejar a favor do vento (pela falta do estai de popa).

A reforma foi feita pelo Sr. Oswaldo, um carpinteiro naval que começou o ofício um pouco antes do Malagô ir para a água, em 1960. Tenho que aproveitar enquanto esse pessoal está por aqui... a mão de obra dele é bem mais cara. Mas economizar em mastro não me pareceu sensato.

Na restauração utilizamos resina epóxy e madeira freijó. A parte podre já não está mais lá e as que estavam descolando estão firmes novamente.  Essa semana vamos terminar de lixar, passar seladora e verniz marítimo. Depois disso o desafio será montar, pois há algumas partes que eu n…