Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

Apostila - Teoria Básica de Vela

Boas!

Por conta do curso de vela me senti forçado a preparar um material escrito com a teoria básica da arte de velejar. O projeto é dividido em três etapas: Teoria básica de vela; Teoria básica de navegação e Teoria básica de comunicações, regulagens de velas e outros procedimentos especiais. A primeira parte já está pronta e decidi colocar à disposição dos interessados, até porque muitas pessoas moram longe e não tem condições de vir fazer o curso conosco. Assim, por uma quantia simbólica, apenas R$ 25,00 (vinte e cinco reais), o interessado receberá a obra por e-mail (arquivo PDF)  e ainda ajudará uma família pobre: a minha!
Dirigido para leigos e iniciantes, o texto é rico em ilustrações, é redigido em linguagem simples e não tem a pretensão de esgotar o assunto.       
 Os seguintes conteúdos são abordados:
 índice
 1. Partes de um veleiro, p. 05 1.1 Obras vivas e obras mortas, p. 05 1.2 Limites perimetrais, p.  07 1.3. Aparelho de governo, p. 10 1.4. Velame, p. 13          1.4.1 As ve…

Meia travessia?!

Imagem
Boas!

Eu já disse aqui que quando tem que ser, é. Dessa vez é hora de reconhecer o oposto: quando não tem que ser, não é. E isso não é necessariamente uma coisa ruim, depende apenas de como vemos as coisas.
Deixei Santos na última quinta-feira, 17, com destino à Paraty. O objetivo era trazer o Malagô para o Guarujá. Fui de ônibus e no Terminal do Tietê encontrei o primeiro personagem dessa epopéia náutica, o Ivan Rodrigues. No caminho já recebemos o primeiro senão: a Rodovia dos Tamoios estava em obras e o ônibus ficaria parado na estrada nada menos do que quatro horas! Assim, ao invés de chegarmos em Paraty no meio da madrugada, como esperávamos, chegamos no começo da manhã. 
Pouco depois de abrirmos o barco para ventilar - mas que cheiro ruim estava ali! - o segundo integrante chegou: o Ricardo Stark, "o forte". Providenciamos a limpeza do fundo, mercado, água e começamos a preparar o barco, que finalmente ganhou um bimini!
O plano era sairmos de Paraty na madrugada do dia…

Ano novo, vida nova e fim da viagem !

29 de dezembro de 2012. Fomos passear de jipe pela zona rural de Paraty, com suas estradinhas de terra e cachoeiras. Aliás, cabe aqui comentar que a cidade anda muito diferente, não necessariamente para a melhor. Os preços, que nunca foram dos mais amistosos, subiram demais e encontram discrepâncias inexplicáveis. Eu consegui, em menos de uma hora pagar R$ 2,50, depois R$ 3,00 e depois R$ 3,80 por uma simples latinha de coca-cola e em uma mesma avenida! Fora o a água de coco a R$ 6,00 a unidade que faria meu sogro gauchão puxar a faca da bota e matar um vivente! Além disso outra coisa nos incomodou. Ao mesmo passo que quase todas as lojas têm vagas de emprego, e deixam isso bem claro - as pousadas também - pela primeira vez vimos flanelinhas (nas imediações de Multimarket) e desocupados (mas com aquele jeitão de bandido) parados em algumas esquinas, esperando-se sabe-se lá pelo quê (mas não pareciam estar em fila de emprego). Não gostamos disso, pois até outro dia Paraty era bem mais …

Festa na Ilha da Cotia!

Imagem
27 de dezembro. Dia de velejar. Passamos o dia para lá e para cá apenas com as velas levantadas, a partir da Ilha da Bexiga. O vento não estava forte, uns sete nós, quando muito. Andávamos a três, quatro nós. O Malagô orça muito bem, mas aderna bastante. No través é um sonho. No popa, com vento fraco, ele sofre um pouco. Precisa de mais vento e de mais pano. Armamos a asa de pombo com o pau de spi. 
No meio da tarde seguimos para a Cotia. Quando estávamos no Saco da Velha outro SW, mas este de "apenas" vinte e cinco nós. Liguei o motor e abaixei a mestra. Chegamos a sete nós, com o motor desengatado e a genoa aberta. Na entrada da Cotia cruzamos com o veleiro Planckton. Recolhi a genoa e engatei o motor.
Mais uma vez escolhi o lugar errado. Pouco abrigado e longe da praia. Eu sou mesmo uma besta...  mais um ponto no concurso de pior ancoragem! Eram 15h30.
Às 17h30 meu amigo Alan chegou com o Meltemi, vindo do Guarujá, de onde saiu dois dias antes.  Avistei para ele não para…

Paraty, quarenta e dois nós!

Imagem
26 de dezembro de 2012. Tarituba estava ótimo, mas percebemos que a Alice estava sem presente de aniversário! Depois do café da manhã - e de recolher a tralha do convés, de novo - voltamos para a cidade motorando por duas horas e meia. No caminho, golfinhos. Foi a primeira vez que a Pri os viu "para valer", mas eles estavam comendo e não quiseram saber de brincar na proa do barco. De qualquer sorte, como eles só se mostram para os puros de coração, a Almiranta já está no lucro!




Além do presente da Alice eu já começava a pensar no retorno para o Guarujá. O plano era sair de Paraty no dia 01 ou 02 e vir navegando, devagar. Primeiro iriamos até a praia do Pouso de Cajaíba. No dia seguinte atravessaríamos a Juatinga e a Ponta Negra e dormiríamos nas Couves ou em Picinguaba. De lá seguiríamos para a Ilha Anchieta, depois para o Saco da Capela, em Ilhabela e então para o Chinen. Acontece que eu não tinha cartas da Juatinga para cá (a não ser eletrônicas, mas eu já tive muita pane…

Tarituba, uma grata surpresa.

Imagem
25 de dezembro de 2012. Às 8h00 iniciamos a faina de recolher toldos e todas as milhões de coisas espalhadas pelo convés: biquínis  toalhas, baldinhos, pazinhas, bóias e uma infinidade de coisas úteis do universo feminino. Aliás, abrindo aqui um parênteses, tive certa dificuldade em explicar para as meninas que retranca não é cabide, que catracas não são porta bonés, chapéus, toalhas ou cangas e que manicacas não servem para abrir nozes - fecha o parênteses. 
Recolher a âncora dava certa preguiça de sair da pequena enseada. Eu mesmo cheguei a dizer para a Priscila: "- Aqui é tudo igual: mar esverdeado, uma prainha linda logo ali, peixes mordiscando os pés da gente e de quando em vez uma tartaruga ou um golfinho! Para que ficar indo para lá e para cá?!", ao que ela respondeu, provavelmente também pensando no peso da âncora (é ela quem a puxa!): "- Eu também pensei nisso!!!".
Abandonamos esse pensamento. Ligamos o motor e eu acelerei um bocadinho para a frente. A Pr…

Natal na Ilha do Cedro

Imagem
Boas!

Chegamos na Ilha do Cedro às 15h00 do dia 23 de dezembro. Paramos na segunda enseada, que tem uma pequena praia voltada para as Ilhas Pelado e Peladinho e nenhum bar. Pelo que li nos e-mails da ABVC um dia antes o Bepaluhê andou por lá. Por pouco não nos encontramos no mundo real, finalmente. 
Nesse dia marquei meu primeiro ponto no concurso de "o pior local de ancoragem em uma pequena enseada'", campeonato que ao final ganhei com ampla vantagem. O Malagô tem um inércia que eu levei certo tempo para me habituar: você desliga o motor e ele simplesmente não pára até que se dê um pouco de ré. Isso me assustou um pouco no começo e muito por conta disso eu não me aproximava muito das praias. Nessa ancoragem no Cedro e na seguinte, em Tarituba, eu exagerei na dose.
Todos esses dias fez sol forte, com ceú azul sem nuvens e para pagar minha língua - pois sempre digo que em Paraty não venta - teve vento bom todos os dias. Em compensação toda noite era uma emoção. Chuva mui…

Sobre homens e veleiros...

Imagem
Domingo, 23 de dezembro de 2012. Já estávamos no Malagô há dois dias, mas apenas na noite anterior saímos no motor e dormimos bem pertinho da marina, em uma Jurumirim estrelada e vazia. Ir só até ali e voltar é nossa especialidade e no começo pareceu ser a coisa mais sensata a fazer, pois precisávamos arrumar as coisas e conhecer o barco. Mas naquele dia  isso já não trazia mais conforto. Estar amarrado à poita não fazia mais sentido e havia uma angústia generalizada no ar, uma ânsia em partir. Pedi ajuda ao César para colocar o Malagô no cais da Pier 46 e com certa destreza ele facilmente fez sozinho o que para mim parecia impossível : colocou o barco na vaga. Jogamos o ferro à frente, demos ré e amarramos a popa  ao cais. Em poucos minutos ligamos as mangueiras e começamos a mandar quatrocentos litros de água para os tanques. Era só o que faltava. Era a hora. O César percebeu isso e meio sem jeito deu uma beijo nas meninas e desejou feliz natal. Depois me deu um abraço, desejou coi…