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A mostrar mensagens de Maio, 2012

Atoll 23 - Entrevista com o Cabinho

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Boas!
A série de posts sobre o Atoll 23 termina com chave de ouro! Com inegável orgulho o blog publica, a seguir, uma entrevista que fiz com o próprio Roberto Mesquita Barros, o Cabinho no dia 25/05/2012. Gentil, solícito e sempre bem humorado, ele conversou rapidamente comigo sobre o querido Atollzinho:



Blog Cusco Baldoso: Como surgiu a ideia de fazer o Atoll?
Roberto Mesquita Barros - Cabinho: O Atoll 22, depois transformado em Atoll 23 foi desenhado para permitir que as pessoas pudessem ter um barco oceânico a baixo custo.
Blog : O Atoll 22 foi o predecessor do Atoll 23 ou foram projetos distintos, tendo o primeiro sido abandonado pelo estaleiro?
Cabinho: O Atoll 23 é o Atoll 22 com um pouco mais de lançamento. Essa mudança foi feita mais em função de marketing. Os barcos, no mais, são idênticos.
Blog : O Rio 20 e o Atoll 23, em termos de projeto, foram concebidos em um mesmo momento?
Cabinho: O Rio 20 antecedeu o Atoll e foi desenhado depois do Tahity 16.
Blog : O estaleiro Multiglass e…

Atoll 23 - A reforma do veleiro Gaipava

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Boas!
No ano de 2005 Fabio Fabbris comprou um atoll 23. Mal sabia ele que estava acabando de entrar no "hall da fama" dos Atoll 23! Após velejar por cerca de seis meses na represa de Guarapiranga, Fabio decidiu iniciar uma pequena reforma para preparar o veleiro para navegar no mar (como se fosse preciso!). Contratou um engenheiro naval e simplesmente construiu um novo barco, usando como base as formas do antigo. Não houve uma única estrutura que não tenha sido senão refeita (como o espelho de popa), severamente reforçada, mas mantendo as formas e as linhas originais do atoll.
O "extreme makeover - reconstrução total" durou um ano e meio, com trabalho pesado aos finais de semana e certamente custou, pelo menos, o valor de outro barco - e com motor 15 hp zero bala! 
O resultado foi uma obra primorosa: um atoll 23 ano 2007, ainda mais seguro do que o já seguro atollzinho.
Hoje o Gaipava pertence ao amigo Ricardo Stark - O Forte! - e é um dos veleiros que mais veleja…

Atoll 22 e Atoll 23

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Boas!

Projeto de Roberto Mesquita Barros, o Cabinho, O Atoll foi lançado na década de 1970 sob o nome Atoll 22. Pouco após o lançamento, o estaleiro fluminense Multiglass efetuou algumas pequenas alterações e rebatizou o barco para Atoll 23, pois se bem medido o Atoll 22 tinha praticamente 23 pés (fenômeno  semelhante ao Spring 25, que tem 25 pés e uma fração que quase o torna 26). Os dois barcos são, em termos práticos, o mesmo e se não fosse pelo fato de o Atoll 22 ter vigia única, ao passo que o Atoll 23 tem duas vigias de cada bordo, seria impossível diferenciá-los - inclusive no desempenho. O Atoll foi produzido até meados da década de 1980, quando o plano cruzado deu início à quebradeira generalizada da indústria náutica brasileira - que apenas agora, trinta anos depois, esboça recuperação.


O Atoll 22 mais famoso é o Aquarela, da amiga Christina Amaral. Dentre outras aventuras mirabolantes o Aquarela já fez, ida e volta e sem motor, a travessia Angra/Abrolhos/Angra, cujo relato …

Atoll 23 - Teste Revista Vela e Motor Novembro de 1983

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Boas!

Dia desses encontrei na internet (o que não encontramos por aqui, não é?!) uma reprodução, digitalizada, de um teste do atoll 23 feito na edição de novembro de 1983 (eu tinha apenas quatro anos!) da Revista Vela e Motor.: Atoll 23: Veloz na Orça e Estável no Mar Picado. O teste foi feito em condições mais duras de mar (um sudoeste de 20 nós) em uma ensolarada baía da Guanabara, a todo pano (sem rizos e com a buja). Alguns pontos negativos do teste já não estão presentes, como o sistema de manejo de velas, pois depois de tantos anos quase todos os barcos foram substituídos, assim também como a falta de registros de segurança nas três saídas de água abaixo da linha d'água. Outros, como o controvertido sistema de fixação do mastro sob a antepara principal (sobre o qual faremos um post específico) já estavam por lá... Quanto à navegação, o teste comprovou que o barco é veloz na orça (é mesmo) e que enfrenta mar picado como gente grande!
E vamos que vamos, direto do túnel do temp…

É bonito de ver, não é?!

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A adriça da genoa e "otras cositas mas"...

Boas!
Nos próximos dias vou começar uma série de posts sobre o Atoll 23. A exemplo do que fiz com o Rio 20, espero que nosso espaço vire referência para dados técnicos desse outro projeto do Cabinho. Semanalmente recebo muitos e-mails de pessoas interessadas em velejar (em geral), no Rio 20 e no Atoll 23 e espero prestar um serviço à altura da gentileza dos leitores do blog (que para minha surpresa, são muitos!)
Hoje foi dia de mudanças no Cusco Baldoso. Troquei a adriça da genoa (uma novinha está vindo ai, não é  mesmo Sr Arnaldo Andrade?!). A antiga era original do barco, estava puindo e eu simplesmente não me sinto confortável com essa situação. Uma vergonha, como diria o poeta... Esse era o último cabo original do barco, já troquei todos os outros.
A nova adriça tem 20 metros (o suficiente para descer o distorcedor do enrolador inteiro e ainda sobrar), 8 mm e é de admiral dyneema sk 75 (spectra), com capa de poliéster (importante, pois há abrasão nas polias e nos stoppers).  Comp…

Vamos no pano mesmo!

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Boas!
Em algumas postagens aqui no blog e em grupos ou fóruns náuticos eu termino a mensagem com a frase "Vamos no pano mesmo!".  Há uma historinha por trás disso.
Em 30/10/2009 eu, a Priscila e a Brida (a Alice não era nem projeto) decidimos fazer um mini-cruzeiro de Santos até Bertioga no Brisa, nosso Daysailer. A epopéia está registrada aqui, mas apenas no essencial. Houve muito bastidores e a frase foi cunhada no auge deles!  
Eu achei que ir apenas na vela seria complicado, pois conhecia o canal de bertioga  e sabia que havia lugares apertados, com facilidade de encalhar e pouco vento. Além disso, havia a travessia de balsas, que em pleno feriado prolongado (finados) seria complicada de fazer caso não tivesse vento. Foi então que depois de muito procurar um motorizinho de popa baratinho, encontrei lá no centrão de São Vicente uma "lojinha"que vendia peças de museu em excelente estado. Tinha até garantia, mas com a ressalva de que "até avião quebra...&quo…

Para quem gosta de uma moça bonita...

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Ilha do Cedro - Paraty

Boas!
Há poucos minutos o casal Fernando e Marta, do veleio Planeta Água, enviou o seguinte e-mail para o grupo da ABVC:
"Estamos agora na Ilha do Cedro e uma operação realizada aqui fechou os bares e restaurantes da Dita e do Nelson, que foram ou teriam sido construídos em área de preservação ambiental de Paraty. A operação recebeu o nome ‘União Para Todos', devido ao fato de ter sido realizada em parceria entre o Instituto Chico Mendes, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), INEA (Instituto Estadual do Ambiente), e pelas polícias Federal e Florestal. A Dita e o Nelson receberam multas de 20.000,00 cada, além de terem sido abordados de forma grosseira por pessoal fortemente armado. Pessoal tá tudo errado neste Brasil ou sou eu que não entendo nada ??????? Fernando & Marta Veleiro Planeta Água"
Enquanto a casa do Luciano Huck é descaradamente "aprovada" em Angra, pessoas comuns que não têm amigos poderosos como o Gover…

Regulagens de velas - algumas dicas!

Boas!
Há tempos tenho um texto sobre regulagens de velas que encontrei na internet e, grande falha minha, não lembro onde. Mas, por ser interessante e trazer dicas que uso na prática, publico no blog. Se o autor aparecer por aqui, por favor, me avise para que eu possa atribuir os créditos de forma correta!!!
Bons ventos!

REGULAGENS E MANUTENÇÃO 
GENOAS
A própria vela nos mostra se está bem regulada; devemos aprender a observá-la e interpretá-la de acordo com a ocasião.
1. Se aparece uma ruga paralela a testa é sinal de que a adriça está caçada demais para aquela intensidade de vento.
2. Se aparecem várias rugas transversais à testa é sinal de que a  adriça está folgada demais para aquela intensidade de vento.
3. Se aparece uma ruga do punho de escota em direção ao estai de proa é sinal de que o estai de proa está muito esticado (estai de popa ou brandais volantes muito caçados).
4. As birutas da testa devem estar todas voando paralelas, sinal de que a vela está bem …