Regulagens de velas - algumas dicas!

Boas!

Há tempos tenho um texto sobre regulagens de velas que encontrei na internet e, grande falha minha, não lembro onde. Mas, por ser interessante e trazer dicas que uso na prática, publico no blog. Se o autor aparecer por aqui, por favor, me avise para que eu possa atribuir os créditos de forma correta!!!

Bons ventos!


REGULAGENS E MANUTENÇÃO 

GENOAS

A própria vela nos mostra se está bem regulada; devemos aprender a observá-la e interpretá-la de acordo com a ocasião.

1. Se aparece uma ruga paralela a testa é sinal de que a adriça está caçada demais para aquela intensidade de vento.

2. Se aparecem várias rugas transversais à testa é sinal de que a  adriça está folgada demais para aquela intensidade de vento.

3. Se aparece uma ruga do punho de escota em direção ao estai de proa é sinal de que o estai de proa está muito esticado (estai de popa ou brandais volantes muito caçados).

4. As birutas da testa devem estar todas voando paralelas, sinal de que a vela está bem regulada, esta é a regra básica, dependendo do tipo de barco, podemos velejar ou com a de barlavento ou a de sotavento, levemente levantada, mas atenção: é uma regulagem muito fina!

5. Biruta de barlavento está para baixo, sinal de que a vela está muito solta, devemos caçar um pouco mais a escota.

6. Biruta de barlavento está para cima; sinal de que a vela está muito solta, devemos caçar a vela um pouco mais.

7. Posição média do carro passa escota, deve ser onde o prolongamento da escota na vela acompanhe a “bissetriz” da valuma com a esteira; se o mar for de ondas devemos levar o carro mais avante a fim de transformarmos a vela mais potente; se o mar estiver mais liso, devemos deslocar o carro mais a ré, a fim de achatarmos mais à vela e orçar um pouco mais.

8. Potência X aponte, quando velejando em contra vento, com vento forte e ondas, é melhor soltarmos um pouco a testa (adriça e estai de popa ou brandal volante), e avançarmos mais o um pouco carro passa escota, para tornar a vela mais potente, e com vento forte sem ondas, o contrário para achatar de todo a Genoa e ganharmos um pouco mais de aponte.

9. Guarda da vela, a melhor maneira uma guarda a vela é enrolando-a sobre um cano do PVC, mas na maioria dos barcos isto é impossível, então recomendamos dobrar, utilizando dobras largas e sempre as mudando de lugar para não quebrarmos a resina ou o filme do tecido.

10. Tempo da vela na no estai, nos barcos de cruzeiro as velas costumam ficar muitos dias ou meses no enrolador, isto não é bom, pois a capa protege contra os raios Ultra Violeta, mas não protege do efeito calor durante o dia X frio durante a noite, a umidade gerada também ataca as fibras do tecido e as linhas de costura, então se vai ficar mais de 15 dias sem ir ao barco tire a vela do enrolador.

11. Pontos de atrito, em sua maioria, os barcos não têm protetores nas pontas cruzetas, junção do cabo de guarda mancebo com o púlpito de proa, baby stai; estes são alguns pontos onde mais freqüentemente as velas se danificam, estes lugares devem ter algum tipo de proteção, ex. espuma com fita adesiva, a fim de diminuir o atrito com a vela, e também na Genoa devemos colocar algum tecido de sacrifício, nas Velas de regatas estas proteções são vitais, pois os tecidos são muito frágeis a abrasão.





REGULAGENS E MANUTENÇÃO 

VELA GRANDE


A própria vela nos mostra se está bem regulada; devemos aprender a observá-la e interpretá-la de acordo com a ocasião.

1. Se aparece uma ruga paralela a testa, é sinal de que a adriça está caçada demais para aquela intensidade de vento.

2. Se aparecem várias rugas transversais a testa, é sinal de que adriça está folgada demais para aquela intensidade de vento.

3. Se aparece uma ruga do punho de escota em direção ao mastro, é sinal de que o mastro está com muita curvatura (estai de popa ou brandais volantes muito caçados).

4. As birutas das talas devem estar todas voando, sinal de que o canal de vento (formado pela Genoa e a Grande) está perfeito.

5. Biruta da tala superior está virada para barlavento, sinal de que a valuma da grande está muito para sotavento, devemos trazer a vela um pouco mais para barlavento.

6. Biruta da tala superior está virada para sota vento, sinal de que a valuma do grande está muito para barlavento, devemos trazer a vela um pouco mais para sotavento.

7. Potência X aponte, quando velejando em contra vento, com vento forte e ondas, é melhor soltarmos um pouco de esteira para tornar a vela mais potente, e com vento forte sem ondas, a esteira deve ser toda caçada para achatar de todo a Vela Grande e ganharmos um pouco mais de aponte.

8. Guarda da vela, a melhor maneira uma guarda a vela é enrolando-a sobre um cano do PVC, mas na maioria dos barcos isto é impossível, então recomendamos dobrar, utilizando dobras largas e sempre as mudando de lugar para não quebrarmos a resina ou o filme do tecido.

9. Tempo da vela na retranca, nos barcos de cruzeiro as velas costumam ficar muitos dias ou meses sobre a retranca, isto não é bom, pois a capa protege contra os raios Ultra Violeta, mas não protege do efeito calor durante o dia X frio durante a noite, a umidade gerada também ataca as fibras do tecido e as linhas de costura, então se vai ficar mais de 15 dias sem ir ao barco tire a vela da retranca.

10. Bolsas de Talas, na maioria das velas de Dacron, as bolsas de talas têm elásticos nas pontas, e a maioria destas velas é deixada na retranca com as talas dentro, com o tempo o elástico perde a elasticidade e a tala fica solta dentro da bolsa, você continua usando a vela, de vez em quando dá um panejada e mais dia menos dias a tala solta acaba rasgando a vela. O recomendado é primeiro tirar as talas, mas como isto nunca é feito devemos levar a vela a cada ano até uma veleria para a troca de elásticos, é como trocar o óleo do motor, a cada tantas horas você faz a troca.

11. Forra de rizo, ao rizarmos, é importante a colocação de um cabo de segurança passando pelo olhal da vela e a retranca, pois se alguma o cabo soltar ou estourar, a vela vai rasgar nos ilhoses, pois os ilhoses do meio da vela não foram colocados para segurar o esforço do rizo e sim ajudar a abafar a vela rizada.

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