Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2012

E quando a gente acha que sabe tudo...

Imagem
Boas!
Na época dos famigerados assaltos em Paraty (já solucionados, ufa!) a revista Veja publicou uma matéria sobre o ocorrido. Ao longo do texto a publicação afirmava que o Saco do Mamanguá era um "fiordi". A grafia equivocada (o "i" no final, com pingo e tudo) gerou comentários jocosos, pois está errada. Eu, então, do alto da minha cultura 'wikipediana' típica da geração Y (forçando um pouco a barra eu posso dizer que sou da primeira turma!), descasquei onde pude que o Mamanguá não é um fiorde, mas uma "ria". Até escrevi isso aqui no blog...




Pois é... meus quinze minutos de brilho acadêmico duraram menos do que eu imaginava. O oceanógrafo Paulo Harkot, do veleiro Sinergia, tratou logo de me corrigir. Eis o e-mail que ele me enviou e que gentilmente autorizou fosse publicado aqui no blog do Cusco Baldoso:
"Saco do Mamanguá, Paraty, RJ.
Ainda que alguns autores considerem-no um Fjord, ou Fiorde, graças às configurações geomorfológicas que apresen…

Enrolador de gennaker

Imagem
Boas!


Não é apenas a genoa que pode ser enrolada. O assimétrico, ou gannaker - de que já tratamos aqui no blog antes - AQUI! - também pode usar um enrolador. Este, ao contrário dos enroladores de genoa, não possui foil nem qualquer perfil fixo e após o uso é guardado dentro do barco. Além disso o cabo não enrola no tambor: gira em volta infinita. No Brasil a NAUTOSfabrica um sistema interessante e eu ando tendo ideias...


Bons ventos!

Coletes x crianças...

Imagem
Boas!
O último post, sobre bebês navegadores, rendeu um bocado. Existem vários por ai e isso é muito bom, pois significa uma nova geração de meninos e meninas do mar, dos rios, dos lagos, das, represas, etc.
Uma questão que nos foi colocada por muitos foi sobre o fato da  Alice não usar o colete o "tempo todo" e, por isso vamos abordar essa questão com um pouco mais de profundidade, para não passar nenhuma impressão equivocada.
Não somos contra o colete de modo algum. Muito pelo contrário, ele é um equipamento essencial e todos a bordo devem saber onde ficam e como usá-lo. Ocorre que da forma como utilizamos nosso barco, é simplesmente impossível - e sem propósito - manter a criança o dia inteiro com ele. 
No verão fica muito fácil visualizar o motivo. Ainda que a criança um dia se acostume com a situação, dentro da cabine o calor é intenso. O colete, nessas horas, apenas iria agravar a perda de líquidos, pois aumentaria - e muito,  a temperatura corporal (já mais alta), isso se…

Navegando com um bebê: a regra de ouro.

Imagem
Boas!
Muita gente nos pergunta se não temos medo de navegar com a Alice. A resposta que damos é sempre a mesma e não poderia ser outra: "Sim, temos muito medo e é por isso que ela está segura". Apesar do aparente paradoxo, nossa posição faz muito sentido.


Inicialmente não começamos a velejar com a Alice a bordo sem pensar nas possíveis implicações disso. Antes, em terra, conversamos muito sobre o assunto, traçamos uma estratégia bem definida e até hoje a seguimos sem permitir nenhuma concessão. 
O barco, em si, já é um lugar mais ou menos adaptado, pois todos os cantos são arredondados e as coisas são organizadas de forma a não sairem voando (pelo menos não com muita facilidade). Mesmo assim começamos identificando locais que poderiam oferecer algum risco. Cobrimos as cabeças de parafusos com porcas calota; cortamos e limamos excessos de metais; cobrimos com espuma alguns trincos, colocamos travas em armários e gavetas.  Instalamos, também, rede de proteção no guarda-mancebo.

De…