Velejada até a Laje de Santos

Boas!

No último dia 11/03, sábado, estava agendada a aula de conclusão do curso básico de vela oceânica dos alunos Giuliano, Erika e Douglas, na base Santos. Essa turma, a melhor de março de 2017 (em Santos!), foi um tanto atípica. Em geral a primeira aula nós fazemos  mais próximos de terra, a segunda um pouco mais para o mar e a terceira lá fora, "nos navios".

Por questões de vento, ou falta dele, já fizemos com esse pessoal a primeira aula lá nos navios. A terceira aula, assim, precisaria ser um pouco mais desafiadora. 

Aproveitando o fato de todos já terem tido contato com a vela antes decidi aproveitar a disponibilidade - e vontade - do Eduardo Colombo, do veleiro Erva Doce (Bavaria 33) e fomos até alaje de Santos: um afloramento magnífico distante cerca de vinte milhas de Santos, em mar aberto, e um dos melhores pontos de mergulho do mundo.

Zarpamos às 10h00. Vento zero. Mestra em cima e motor.Ao chegarmos na Ponta Grossa colocamos a proa no rumo 180º magnético. Essa navegação para mar aberto é um pouco mais complicada, pois não há referência visual alguma e é uma boa oportunidade para que os alunos timoneiem com uso da agulha magnética. Os cinco primeiros minutos tendem a ser de caos, mas logo a proa vai ficando menos "móvel".





Por volta de 11h00 o vento entrou, de SW, mas fraco. Ainda assim conseguimos tocar rumo à Laje, com mestra e genoa em orça apertada.  Cerca de meia hora depois, um pouco mais a boreste, avistamos a "baleia", como é conhecida a Laje de Santos.  Corrigimos o rumo em alguns graus, mas a visão da grande pedra servia como boa referência.





Às 12h30 o almoço foi servido, em ponto: escondidinho de carne, feito pela Dona Lúcia, aquecido no forno. Um primor!



Chegamos na Laje às 14h00, alternando entre vela, motor e motor e velas. A média de velocidade foi de seis nós. Nada mau. As operadoras de mergulho tinham acabado de sair, de forma que ficamos por lá apenas nós e as aves marinhas. Foi um momento muito especial.








Ao colocarmos a proa para o norte magnético e retornarmos, a surpresa: ninguém mais via terra! O negócio era confiar na navegação e ir, no pano mesmo (ou quase isso, pois o vento realmente não ajudou). Chegamos na marina às 18h00, exatamente como planejado.





Obrigado ao Eduardo, pela carona e aos nossos alunos Giuliano, Erika e Douglas, pelas horas espetaculares que passamos juntos no mar.

E vamos no pano mesmo!

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