sábado, 20 de dezembro de 2014

FELIZ TUDO!!!

Boas!

20 de dezembro para mim é sempre uma data especial: férias!

Por isso eu e as meninas estaremos fora do ar até 05/01/2015.

Aos nossos tripulantes desejamos bons ventos e estrelas à barla, sempre!

Sejam protagonistas de suas próprias vidas! Velejem!

Feliz tudo!!!

E vamos no pano mesmo!

Ho ho ho

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A última do ano!

Boas!

Ontem foi um dia especial. Primeiro porque foi a última aula desse ano, tendo a bordo o Eduardo Colombo no veleiro Meltemi. Segundo porque eu me dei conta de algumas coisas, mas disso falo ao final.

Nossa escola começou meio de brincadeira. Era um tal de "me ensina a velejar" aqui e acolá e disso veio a ideia de estruturar um curso de verdade, com metodologia. Acho que estamos no caminho certo. 

Ensinar algo depende muito menos do quanto você sabe do que do quanto você consegue transmitir. Quando eu ensinava Direito via isso muito bem; quando fui aluno e quando coordenei um curso jurídico também. Um diferencial em nossa escola é que temos uma metodologia, própria e pensada em transmitir ao aluno em etapas aquilo que ele precisa aprender, passo a passo. Ensinar a velejar é muito mais do que gritar "orça!", "arriba!", "caça" e "folga!". É ensinar o aluno a intuir. É isso o que eu acredito e o passar do tempo tem me mostrado que estamos com a proa no rumo certo, ainda que o destino final esteja longe, muito longe. 

Com o Eduardo Colombo fechamos o ano com trinta e oito alunos. Minha meta para 2014 eram quinze. Quinze, porém, foi o número de ex-alunos que compraram seus prórpios veleiros. Desde o começo  em 2012 noventa e oito pessoas já passaram pelo nosso convés ou, melhor dizendo, pelos nossos conveses, no plural. Nada mal.

Mas voltando ao que realmente importa, a segunda coisa que eu percebi é que já não tenho medo de vento. Ontem, por exemplo, saímos em condições que há alguns anos eu preferiria não sair ou, se saísse, teria muito receio. Mar grande e vento constante a maior parte do tempo acima dos vinte nós.  Cumprimos nosso programa de aula e ainda fizemos a estripulia de testar como o Meltemi velejava só de genoa, coisa que o Alan mesmo sendo experiente ainda não sabia. E tudo isso numa boa, sem frio na barriga. O barco estava equilibrado: tinha a quantidade de pano certa para as condições, com leme sempre na mão e leve. Equilíbrio, a chave de tudo!



Em outubro o Chagas me disse uma coisa que depois de alguma reflexão passou a fazer todo sentido: "Eu me preocupo mais com a previsão de ondas, porque se ventar muito, eu rizo a vela". E é verdade. Ondas grandes dão muito mais trabalho do que um vento de vinte e cinco nós. Pois é. Um dia, sem perceber, eu perdi o medo do vento...

E vamos no pano mesmo!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Segui o conselho da Dilma!

Boas!


Eu não tenho 54 anos; tenho 35. Não sou economista; sou advogado. Não estou desempregado; quase isso, sou profissional liberal. Ainda assim segui o conselho da Dilma e me matriculei no SENAI, no curso Mecânico de Motores Diesel Marinizados.

Piadinhas a parte, a ideia é me livrar da dpendência dos mecânicos diesel marinizados que tem por ai. Todos custam caro e poucos lhe atendem como a gente espera. Ano que vem irei distribuir uma ação contra um deles, mas isso é outra história. Nesse meio quanto menos você depender dos outros, mais chances de ser feliz tem. Lidar com os elementos é moleza! Difícil é lidar com o ser humano...

O curso tem duração de seis meses e tem início no dia 20/01/2015, ao custo de R$ 1.200,00, parcelado em seis vezes. Há turmas a tarde e a noite e as aulas acontecem três vezes por semana. Há também curso de mecânico de motor de popa dois e quatro tempos.

Interessou? Ainda há vagas! http://santos.sp.senai.br/



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ande onde tenha vento; dê poucos bordos e vá direto para onde tem que ir!

Boas!

Como já havia antecipado por essas águas, nossa escola de vela participou da Regata da Marinha no último sábado, 06/12. Estivemos desfalcados de tripulação e apenas o Cassio pode comparecer, ou seja, tocamos o Grandpa em apenas dois.

O vento estava excelente (entre sete e nove nós), de quadrante sul e a regata foi barla-sota, mas no limite para um barco nervoso como o Grandpa ser tripulado por apenas dois. Largamos bem e começamos um duelo bastante interessante com o Viva, outro Fast 230. Ele estava com mais tripulação e com uma genoa maior. Com isso, quando o vento não apertava tanto ele andava mais que a gente (nas rajadas ele desequilibrava, por conta do excesso de pano) e manter a frente dele era bem complicado. Então era um tal de regula aqui, folga ali, aperta lá que me deixaram moído, doendo até o RG como diria meu amigo Satrk. Pena que no meio da primeira perna ele quebrou e teve que descer a mestra. Ainda assim continuou só de genoa por um bom tempo, até desistir. 



Na hora de subir o balão acabamos sendo mais conservadores e o deixamos no saco, até porque nosso combatende direto não estava mais na raia. O Cassio ainda não sabe subi-lo, ou seja, eu teria que fazer isso. Mas no leme ele ainda está um pouco inseguro, fazendo alguns "s" bem bonitos. O risco de um jibe chinês era absurdo (e os tantos jibes involuntários que demos nos provou que fizemos bem).

O Grandpa tem uma gennaker, mas eu ando relutante em usá-la em barla-sotas, pois temos que entrar com o vento mais pela alheta e isso torna o caminho maior, o que não sei bem até onde compensa a velocidade maior. Ainda acho que ir direto (ou algo próximo a isso) para a bóia  é mais eficiente e nisso o simétrico é imbatível. Na medida do possível em regata temos usado as três regras que o Cassio ouviu de um regateiro mais experiente: ande onde tenha vento; dê poucos bordos; vá direto para onde tem que ir. Nossa perna de contravento está boa; já a de popa, está péssima (isso quando caprichamos). Ainda assim ficamos em quarto entre oito veleiros e no tempo corrigido conseguimos uma façanha que só deve se repetir daqui a cem milhões de anos: ganhamos do Skipper 30 Pelayo (foi mal, Eduardo!). Ele fez em 1h21'19 e nós em  fenomenais 1h20'40!



Andam me perguntando se eu virei regateiro. Respondo que continuo velejador. Essas dicotomias são sem sentido (aliás, no Brasil de hoje em dia o que mais há são dicotomias sem sentido). O cruzeiro lhe dá prazer, mas saber velejar bem  e saber tirar tudo o que o barco pode dar pode salvar sua vida ou, sendo menos dramático, trazer mais conforto. Essas regatinhas aqui em Santos me tem ensinado que eu não sei nada, apesar de todos esses anos e que tenho tanto ainda a aprender... E tem sido bem legal ver que a cada regata conseguimos tirar mais do barco, apenas com regulagens, manhas e uma pitadinha de malícia - não necessariamente nessa ordem.

O ano está acabando, mas ainda não acabou. Ainda tem mais por ai!!!

E vamos no pano mesmo! 







segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Regata da Marinha 2014

Boas!

Mais um belo ano está acabando e, para quem ainda tem alguma dúvida disso, a regata da marinha está chegando! 



Organizada pela SOAMAR e pela Capitania dos Portos de São Paulo em parceria com o Clube Internacional de Regatas e o Iate Clube de Santos essa regata é smepre uma festa e estaremos lá com o nosso valente Grandpa!

O aviso de regata, as instruções e a ficha de inscrição estão no site Vela Santista, mantido pelo Volnys Bernal (Jazz IV) que acaba de ser eleito presidente da ABVC. Por indicação do Volnys, aliás, eu fui escolhido para sucedê-lo na Vice-Presidência da ABVC Santos. Ano que vem será um ano de muito trabalho!

E vamos no pano mesmo!

Velejando no Nordeste...

Boas! Por conta do lançamento do livro A Travessia Azul, fiz palestras em algumas cidades para contar para as pessoas mais sobre o que ...