quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Os filhotes do Cusco!

Boas!

Nossa escola de vela começou a funcionar em sistema profissional (com CNPJ e tudo o mais) em abril de 2012. De lá para cá  cerca de oitenta alunos passaram pelos nossos conveses, seja no Cusco Baldoso, no Malagô, no Sorento e até mesmo no Grandpa. Mas o que nos dá muito orgulho é saber que alguns desses alunos além de terem se tornado nossos amigos, seguiram de algum modo na vela, seja vindo outras vezes, seja velejando em outras escolas, seja comprando barcos - ou fazendo upgrades. É esse o tema desse post: os filhotes do Cusco!

As fotos a seguir, que não estão em ordem cronológica, contam um pouco dessa história.

O Celso Antunes velejou algumas vezes com a gente e, antes, fez um cruzeiro com a ABVC pelo Rio Tietê. Hoje tem um Atoll 23 no Canal de Bertioga.



O Júlio França comprou o Hoje!, que era do Rico Floriani e está na ponte aérea São Paulo / Joinville, mas ainda mantém seu Cruiser 18 na represa. 




Depois do curso o Luiz Pequini comprou um Sud 27 em Paraty e pela cor da água dá para ver que ele ainda anda por aquelas bandas!




O Luiz Malito é um daqueles caras ponta firme. Hoje está em Paraty, com seu Fast 303.




Outro que tem um Fast 303 é o Omar Soares, mas em Guarujá.


O grandalhão do Nelson Anastasi logo depois de fazer o curso conosco comprou o Lolico, hoje no Saco da Ribeira.


O Cassio e a Christiane não apenas compraram um Fast 345, como venderam para mim um Daysailer, o Sorento de Sirene (continuo achando esse nome coisa de viado).





O Walnei  Antunes também foi um dos que nos deu o prazer de estar a bordo do Malagô e foi um dos caras que fez a gente ter certeza de que esse negócio vale a pena.




O Marcello Yesca não apenas comprou um Atobá 26, na represa, como também me vendeu um 4x4 que até hoje me dá muitas alegrias quando amassa um barro, a Tieta!




O Fabio Tu Si, que anda sumido, não comprou um veleiro, mas comprou o botinho de fundo rígido do Malagô. Por isso vou colocar ele nessa galeria também!


Outro que adotou o Atoll 23 como seu barco foi o Tiago Bittar, recém chegado ao CIR:


Agora ele poderá acompanhar outro colega nosso, o Thiago Jung, ou como ficou conhecido entre nós o  "Thiago com H". Por uma dessas coincidências da vida ambos trabalham na IBM, em funções semelhantes, mas foram se conhecer no convés do Malagô. O Thiago mora embarcado no Saco da Ribeira, a bordo de seu Obstinado.
   

E mais recentemente meus amigos, que começaram alunos, Aruã e Cassio compraram comigo o Grandpa e saíram do MSB!


Está faltando um cara nessa lista. O Flavio Ribeiro. Ele mudou de Ibiúna e foi morar em Porto Alegre  a bordo de seu Samoa 29. É uma pena, mas eu perdi o contato com ele. Esse cara foi importante, pois foi o primeiro aluno oficial da escola. Ainda assim eu não tenho foto alguma nem dele, nem de seu barco...

Por fim eu não poderia deixar de falar no Ivan. Parceirão em momentos bem difíceis (mais de um), ele não comprou um barco, mas reformou sua Veraneio e está por ai, pelo mundo, junto com a Flor - que também velejou com a gente. Muito desse sonho dele, eu tenho certeza, nasceu nas horas que passamos no convés do Malagô.



Quando eu olho para essas fotos a única coisa que eu penso é... Caramba, que legal!!!

E vamos disseminando a vela mesmo!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O Grande Pá

Boas!

Eu e meus dois amigos Cassio Souza e Aruã Covo compramos em sociedade um Fast 230, o Grandpa. O objetivo é corrermos as regatas do campeonato santista de vela oceânica de forma efetivamente competitiva. Escolhemos um barco que apesar de pequeno possui características voltadas para as regatas. De quebra nossa escola de vela ganhou um reforço, pois temos mais um veleiro oceânico para utilizarmos por essas águas. O Malagô, assim, deverá ser usado apenas para travessias de instrução (mensais), sendo a instrução básica feita por aqui, em Guarujá - salvo casos especiais. 




O nome do veleirinho (que já trabalhou esse final de semana na continuação da instrução do Eduardo e mostrou que é "o bicho") é Grandpa (ou avô, em inglês). Mas no CIR quase ninguém fala o nome do barco do jeito que nós imaginamos ser o correto. Por lá o barquinho é apenas o "Grande Pá". Para que anos e anos de Cultura Inglesa, não é mesmo?!



Nosso primeiro desafio será a Regata de Arvoredos. Essa regata, longa para os padrões locais, é marcada por perrengues frequentes e costuma ser trabalhosa e por vezes, difícil. Na minha primeira vez nela em 2010 contornamos a Ilha e caímos em uma calmaria eterna; em 2011 entrou um porrada e o enrolador de genoa falhou!; em 2012 eu tomei a fatídica retrancada na cabeça e por conta disso, comprei o Malagô (isso é outra conversa, rs). Em 2013 eu não corri e entrou um ventão de 45 nós... Espero sinceramente que 2014 seja um ano mais maneiro e que eu não tenha muito o que escrever por aqui no blog.


E é isso ai, vamos de Grandepá mesmo!


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Gestão de risco: a hora de não partir.

Boas!

Sexta-feira passada eu, o Cassio e o Mauro nos encontramos no Terminal Rodoviário do Tietê e partirmos às 23h00 com destino à Angra dos Reis, onde embarcaríamos (junto com outros tripulantes) no veleiro Caulimaran II, o Samoa 36 (ou seria hotel que flutua?) do Ulisses Schimmels que nos levará até a Refeno desse ano - e nos trará de volta! 

O Caulimaran II - Samoa 36


Chegamos em Angra às 06h00 e pegamos um táxi de um maluco que já tinha namorado uma antiga namorada do Mauro, lá de BH (mundo pequeno, esse!) e o dia começou com muitas risadas. Chegamos lá pelas 07h30 na marina Portogalo - casa do Caulimaran II, onde já estavam o Ulisses, sua esposa Marcela, o Henrique e o Luciano Guerra. Logo depois chegaram, do Rio, os outros dois valentes tripulantes: Rafael e Leonardo. Não demorou muito e nós três viramos "os paulistas"...

Depois de um belo café da manhã a bordo o Luciano Guerra, que é meteorologista, fez uma excelente palestra (que eu quero trazer para as bandas de cá da latitude 23º) sobre o assunto, fazendo até parecer que a coisa é simples e fácil (mérito dos bons professores).

Lembrei da água da Boreal...


Nossa previsão de partida era 12h00. Começamos, então, a nos conhecer e a arrumar o barco. A previsão não era das melhores para essa travessia: vento contra, de leste, na casa dos quinze nós, com previsão de rondar para sueste, mar grande e uma ressaca a caminho. Fora isso chovia sem parar (aquela chuvinha fina, típica da Costa Verde) e para os padrões santistas estava bastante frio.

Juca (de costas), Cassio e Rafael estudando para ser gente grande. 
Antes de sairmos o Ulisses havia trazido o mecânico para revisar a bomba de água salagada do motor, que estava pingando. Nosso comandante chega a ser neurótico com a manutenção do barco e uma bomba pingando era demais para ele aceitar sair para uma jornada tão longa (nós íamos apenas até o Rio, mas o barco está subindo a costa!). Problema  da bomba resolvido, devoramos o maravilhoso macarrão com molho de camarões da Marcela e às 12h23 suspendemos (ou seja, soltamos as amarras do cais e tocamos para nosso destino). 

A previsão mais otimista era algo entre doze e quinze horas de navegação, naquelas condições, o que nos dava uma folga para pegarmos nossos voos de volta, três diferentes entre 12h00 e 14h00 do domingo.

Saímos no motor e o vento já se mostrou presente, de leste e forte. Como estratégia seguiríamos no motor pelo menos até vencermos a Marambaia, para evitar o vento contra e o avanço mínimo entre cada bordo por conta da corrente e de lá seguiríamos como melhor fosse. Era uma travessia de transporte e entregar o barco no Rio, nas melhores condições e o mais rápido possível era a prioridade.

Frio.



Mas ai...

O Ulisses percebeu que a bomba de água não estava jogando água para fora, o que significa que o motor não estava sendo refrigerado. Abrimos a vela de proa  (uma working jib igual a do Malagô, feita também pelo Arnaldo, mas branca ao invés de laranja). Quem entendia do riscado fez o que pôde, mas com o barco jogando daquele jeito era impossível. Retornamos para o cais - no pano mesmo! - e para encurtar uma história longa, apenas às 19h30 de um dia cinzento e cansativo a bomba tinha chances de 80% de estar consertada.

Mauro indo para o "Pesca Mortal". Esse cara tem cada história (e conhecidos...).

Foi ai que veio a grande lição: a gestão desse risco, muito bem conduzida por nosso comandante. Quais os problemas mais imediatos: o primeiro é que havia o risco de o conserto da bomba não ter sido suficiente para sanar o problema; o segundo é que sem a bomba não teríamos motor e nossa velejada seria 100% dependente de um vento ou contra, ou ausente, o que nos remeteu ao terceiro problema: os voos! Veleiros e agendas, é sempre assim, esses dois não se bicam. Além disso, de forma mediata, estava a ressaca e o mar grande vindo por ai. Mar grande, ausência de vento e à matroca (sem motor) é estar em uma situação pouquissímo confortável. Foi ai que veio a decisão: abortar. Pior do que estar no terra querendo estar no mar, é estar no mar querendo estar em terra.

Se havia alguma dúvida sobre o acerto da decisão essa se dissipou quando, na manhã seguinte, o Ulisses testou o conserto da bomba e descobriu que... ele não havia dado certo. Ou seja, teríamos mesmo ficado sem motor e  sabe-se lá que horas a travessia teria sido concluída e em que condições ou a que custo. 

Voltamos para casa. Sem fazer a travessia, é verdade, mas com grandes lições e é isso o que importa. Aliás, a lição mais difícil talvez seja essa mesma: quando não partir? 

E vamos para o Rio de carona mesmo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Turmas 07 e 08/2014!

Boas!

Mar baixo, vento na casa dos dezoito nós e céu azul! Foi esse o cenário de dois cursos de vela realizados por nossa escola nesse último final de semana, em Guarujá. Como o Malagô está em Ubatuba e para essa galera fazer aulas em Guarujá seria mais conveniente,  mais uma vez utilizei o Meltemi, do meu amigo Alan Trimboli, para a instrução. O Meltemi é um TM 33 e é um barco extremamente robusto e seguro, ideal para quem está dando os primeiros passos na vela oceânica.

No sábado recebemos o simpático casal Emerson e Tatiana, bem como o Edmilson e o Emerson Cavallo - Turma 07/2014. Após a costumeira explanação sobre o que é e o que faz um veleiro, saímos para a baía de Santos. O mar estava espelhado e eu fiquei um pouco preocupado sobre a quantidade de vento (ou a ausência dele). Mas às 11h52 ele veio, e veio mostrando serviço: dezoito nós, de sul e constante. O veleiro foi adernando, adernando até que percebemos que estava um pouco além da conta para quem estava começando. Demos duas voltas na genoa e pronto, o barco voltou para o "primeiro andar".

No domingo o vento não entrou na baía de jeito nenhum. Na tripulação, para o mesmo básico 01 do dia anterior, uma família inteira: Geraldo, Valéria, André e Artur - turma 08/2014. Em geral no básico 01 eu não saio da baía com os alunos, pois o regime de ondas muda um pouco e eu vejo isso  como um pequeno passo além. Mas vento só havia mesmo lá fora (quinze nós) e o mar estava um tapete, de forma que quebrei essa regra e fomos velejar entre os navios da barra e, depois, fazer uma caçada ao Harmonie, um Fast 345 vizinho do Meltemi lá na Boreal.

Eu sempre digo que velejar tem que ser divertido e que se não for, há algo de errado. Pois eu aposto que até agora todos que velejaram conosco nesse final de semana estão com um sorriso difícil de tirar do rosto! Missão cumprida.

E vamos no pano mesmo!

Galeria:


















Velejando no Nordeste...

Boas! Por conta do lançamento do livro A Travessia Azul, fiz palestras em algumas cidades para contar para as pessoas mais sobre o que ...