Um sem teto do mar...

Boas!

Estou sem atualizar o blog já faz algum tempo, mas muita água correu por baixo dessa quilha nesse meio tempo. Eu aproveitei para evitar escrever uma linha que fosse, pois lançar palavras ao vento quando se está com raiva é algo que se deve evitar (e eu ainda aprendo a fazer isso em todas as situações).

O Malagô está na Ilhabela. Comprei um cabeçote novinho, para evitar mais defeitos, serviço mal feito e a demora no conserto (mesmo tendo ficado muito mais caro do que apenas retificar). Tomei o cuidado de eu mesmo comprar a peça, identificá-la e remerter ao mecânico. Mas... nessas horas é fácil perder a fé no ser humano. As pessoas, algumas pessoas, simplesmente não conseguem se organizar (quero crer que seja isso) e se perdem nos próprios equívocos. Até ai seria apenas problema delas, se não nos levassem junto.



Até pensei em cobrar na Justiça meus prejuízos. Mas e na próxima dor de barriga, com quem irei contar? Essa falta de concorrência de nível no mundo náutico é um dos fatores que faz com que a coisa seja essa bagunça generalizada.

De minha parte, nesse momento, estou aceitando a tese budista de que nós estamos no local onde precisamos estar. Até porque simplesmente não tenho opção.



Meu orçamento foi para o espaço e precisei fazer uma reengenharia, para não falir. Sair da Marina Boreal foi a primeira delas. Uma conta a menos. Só que nessa acabei virando um sem teto do mar. Nesse exato momento estou na Ilhabela e não tenho para onde voltar. O mais engraçado é que eu gosto dessa situação (gostaria mais se ela fosse por escolha, mas tudo bem).

No final de semana antes do feriado fiz o básico 02 com o Cassio e a Chritiane, no Meltemi - aliás que delícia é acabar a aula e poder ir embora sem ficar arrumando o barco, já que o Meltemi tem um super marinheiro que faz tudo. Fomos até a Ilha da Moela e montamos a ilhota Pau a Pino, em um dia de sol e ventos variáveis. Havia a previsão de entrada de um forte NW/SW, que de fato entrou: 42 nós na rajada! A sorte é que o ventão não obedeceu o relógio e ao invés de entrar no meio da tarde, como previsto, veio às 20h00, quando já estavamos longe do barco.





Na quinta pegamos o jipe e fomos para Ilhabela da Princesa. Eu estava receoso, pois a infra de apoio no local é praticamente nula. Há um taxiboat, que funciona quando quer e banheiro, apenas o do barco. Por mim tudo bem, mas com três meninas e a Barla-Sota (nossa nova cachorrinha - e sim, eu fui voto vencido),poderia ser complicado. Busquei pousadas, mas sem sucesso. Por conta do feriadão quem não tinha reservas estava frito. Era o nosso caso.



Para minha surpresa as meninas tiraram essa situação melhor do que eu. Brincavam na praia o dia todo e a noite, depois de contarmos histórias, dormiam na batedeira - o que também acharam legal. Não importa o quanto você pensa que conhece as mulheres. Você nunca as conhece por inteiro.

E é isso ai, vamos sem opção mesmo!



Comentários

  1. Traz o Mala para São Chico que Dom Cesar arruma pra você, Abraços desde a Babitonga!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A oferta é muito gentil e tentadora, meu amigo Rico! Mas sem motor, nem isso dá para fazer! Já já a gente resolve isso. Bons ventos, desde a Ilhabela!

      Eliminar
  2. Realmente, falta mão de obra hones.. digo preparada, pelas bandas do litoral norte, eu que o diga meu amigo, eu que o diga!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por isso eu smepre digo que tem barco ou é doido, ou é teimoso. Quiçá - e preferencialmente - os dois!

      Eliminar
  3. Temos que, na medida do possível, aprender a fazer nós mesmos, assim como o Walnei postou por último lá no blog do Vivre. E Podem nos incluir na lista dos "sem marina" pois ou é o barco ou o Clube.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. No Brasil ter um barco é algo desnecessariamente muito complicado.

      Eliminar
  4. Amigo, Juca já passei por muitos problemas iguais, por isso hoje em dia consigo fazer quase tudo BY MY SELF e aquilo que não consigo fazer tento comprar o mais novo possível, sei que nem sempre a grana permite, mas se possível tente ter um motor novo. No que puder estamos a disposição para quarquer ajuda, bons ventos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É bem por ai, não tem jeito. Obrigado pela força!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

De Ubatuba a Santos

De Vitória a Recife

De Santos à Vitória