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A mostrar mensagens de Abril, 2014

Paz e saudade...

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Boas.

Há um preço a se pagar quando nós deixamos de ser nós mesmos. Um dia desses (o relato está aqui, no postFaroeste Caboclo), eu paguei o meu. Fiz tudo da forma que nunca faço. Deixei de ser eu mesmo. Doeu. Briguei com o mar e, claro, perdi. Domingo de manhã, em contrapartida, fiz do mar meu amigo e ele me levou para onde eu queria ir. A coisa é simples assim. Tentar fazer diferente é a receita do fracasso.




Sábado, 26, o novo cabeçote foi finalmente instalado. No domingo, 27, soltei a poita às 06h21 e segui no motor, em solitário. O céu não tinha nenhuma nuvem. A previsão era de calmaria até às 09h00, quando um ventinho de SW/S entraria na casa dos oito nós (ou seja, vento a favor). O fundo estava limpo, apesar de eu não raspá-lo desde 10/03 (Ilhabela é um bom lugar para não se ter cracas). O canal de São Sebastião estava um espelho. A maré vazava lentamente e seguiamos em boa velocidade, com apenas duas mil rpm.
Passando a Ponta das Canas, ganhamos o mar aberto, com a proa na Ilha…

Um sem teto do mar...

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Boas!

Estou sem atualizar o blog já faz algum tempo, mas muita água correu por baixo dessa quilha nesse meio tempo. Eu aproveitei para evitar escrever uma linha que fosse, pois lançar palavras ao vento quando se está com raiva é algo que se deve evitar (e eu ainda aprendo a fazer isso em todas as situações).
O Malagô está na Ilhabela. Comprei um cabeçote novinho, para evitar mais defeitos, serviço mal feito e a demora no conserto (mesmo tendo ficado muito mais caro do que apenas retificar). Tomei o cuidado de eu mesmo comprar a peça, identificá-la e remerter ao mecânico. Mas... nessas horas é fácil perder a fé no ser humano. As pessoas, algumas pessoas, simplesmente não conseguem se organizar (quero crer que seja isso) e se perdem nos próprios equívocos. Até ai seria apenas problema delas, se não nos levassem junto.


Até pensei em cobrar na Justiça meus prejuízos. Mas e na próxima dor de barriga, com quem irei contar? Essa falta de concorrência de nível no mundo náutico é um dos fatore…

Turma 04/2014

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Boas!

Depois de eu quase implorar de joelhos, o mecânico finalmente foi ao Malagô tentar resolver meu problema do aquecimento de um jeito que eu pudesse sair de Ilhabela e seguir para Ubatuba sem tentar me matar. Mas a coisa, como eu suspeitava, era um pouco mais séria. O cabeçote precisa de reparos mais intensivos e eu, mesmo sabendo do custo, estou muito inclinado a colocar um novinho. A bem da verdade, estivesse o câmbio mais amistoso eu colocava era logo um Yanmar, mas dessa vez não dá me$mo! Nessas horas dá uma saudade do motor de popa... (mas só nessas horas, rs).
Porém, contudo, todavia e entretanto a vida não pára e a agenda de alunos tem que seguir. Temos aulas até junho. Em julho o barco sobe para manutenção e atividades náuticas somente a partir de agosto.
Nisso apelei para a ajuda dos amigos e consegui um barco "emprestado", o Meltemi, do meu amigo Alan (que foi conosco) - um projeto do Bruce Farr de 32,5 pés, embrião dos veleiros MJ. Ao que me consta foram feito…

Buja de trabalho.

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Boas!
Eu já devo ter dito por aqui que equilíbrio é a palavra chave na arte de velejar. A quantidade de "pano" exposta influencia diretamente o comportamento do barco. Se ele ficará mais ardente, querendo se afilar ao vento orçar), ou se ao contrário ele irá buscar receber o vento pela popa (tendência perigosa), é uma questão de equilíbrio entre quilha, leme e o velame exposto (e a forma como ele está exposto, leia-se, regulagens de mastro).
A "Storm Sail", nesse cenário, pode não ser a vela mais adequada para as condições de clima do Brasil, em especial do litoral do Sudeste - embora seja a vela de mau tempo predominante em nossos barcos. Isso porque para ela ser eficiente precisa haver vento em uma velocidade poucas vistas por aqui (felizmente!). Trinta nós de vento é uma condição de vento dura, mas ainda não é o fim do mundo. A coisa pode ficar muito, muito pior!
Na maioria de nossas "porrancas", em especial entradas de frentes frias, o vento fica na …