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A mostrar mensagens de Março, 2014

Faroeste Caboclo...

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Boas!


Deixei a poita no Saco da Capela no último sábado, 29, às 15h00 em ponto. O destino seria outro Saco, o da Ribeira, em Ubatuba. Há algum tempo eu resolvi passar o mês de abril na Ribeira, pois meu motor anda agindo de forma estranha e lá é a base do Josivan, o mecânico que monta esses motores VW marinizados (Control). O cara é careiro (bem careiro), demora um pouco para entregar o serviço, mas deixa o motor um reloginho e é bem isso o que eu ando precisando.
Sem tripulação sai em solitário. Estranho, mas era um momento em que eu realmente precisava fazer uma dessas. Estar sozinho no mar, depois de tanto tempo. Uma navegação curta (apenas 23 milhas), mas que exigia atenção e uma boa navegação. Deixei tudo o que eu iria precisar bem à mão. Comida, água, roupa de tempo. Fantasiei-me, ainda, de árvore de natal: colete, luzes químicas, rádio VHF no bolso do colete e dois cintos de segurança que estavam sempre amarrados em algum ponto ou em uma das linhas de vida. A previsão era chega…

O Preventer!

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Boas!

Depois de minha última postagem recebi muitos e-mails pedindo mais informações sobre o que seria o tal do preventer citado no texto e sugerido pelo Ulisses (Caulimaran) nos comentários.
Em uma tradução literal muito má e porca seria um "preventor", algo que serve para prevenir que algo aconteça. E esse algo seria o jaibe.
Relembrando: um veleiro altera seu rumo de forma mais intensa de duas formas principais. Primeiro, vira por davante, camba ou dá um bordo. Nessa situação o vento passa primeiro pela proa, o barco perde seguimento/velocidade, as velas mudam de posição e o barco volta a ter seguimento. 



Segundo, vira em roda ou dá um jaibe. Nesse caso o vento passa pela popa e não há perda de energia. As velas mudam de posição sem interrupção do fluxo de ar a favor e a coisa pode ser violenta.


Como meus alunos da última travessia perceberam, navegar com vento em popa requer muita atenção e concentração. Não dá para relaxar um só segundo, principalmente com ventos mais fr…

Os jaibes mataram o gato!

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Boas!

Sábado, 22, fizemos mais uma travessia de instrução, com alunos, dessa vez entre Guarujá (Boreal) e a Ilhabela (Saco da Capela). 
Tudo pronto a bordo (incluindo o novo bote inflável de 1,8m,  apelidado de "perigo amarelo" - homenagem do Cassio ao Cabinho e a prancha de SUP), zarpamos eu, Cassio, Tamis e Oscar em direção à capital da vela. O dia ainda não havia nascido quando soltamos as amarras do cais da Boreal às 04h22.
Motoramos até a Ponta Grossa e assim que o dia raiou abrimos as velas na configuração que chamo "Armação Ricardo Stark": vela mestra no primeiro rizo e buja. O Ricardo (Gaipava), muito acertadamente adota essa armação em condições mais difíceis e com isso mostra que sabe das coisas, pois em ventos mais frescos ela deixa o barco mais equilibrado, ainda que possa tirar um pouco de desempenho.
A previsão pedia mesmo um pouco mais de prudência. Um SW, fruto de uma frente fria que entrou horas antes, deixou o mar um pouco mais mexido do que o nor…

Mar tranquilo não faz bom marinheiro!

Boas!
Na última regata de arvoredos (2013) o intrépido Jefferson Neitzke (Goludo, Atoll 23) enfrentou um baita tempo dos brabos em solitário, voltou sozinho e sem auxílio para o clube e por isso ganhou uma bela homenagem do  Iate Clube de Santos, além de um Suunto. Só que depois dessa ai o cara agora só quer saber de pegar mau tempo e foge de tudo que é brisinha! No vídeo abaixo dá para ter uma ideia do que foi a volta do cruzeiro de três dias que ele fez no último final de semana (Santos/As Ilhas/Santos).
É isso ai: mar tranquilo não faz bom marinheiro!
E vamos no pano mesmo!
)

Dona Craca...

Boas!

A pintura de fundo do Malagô fará seis meses em abril. Em princípio será a metade de sua vida útil, que é de doze meses. O que tenho observado, porém, é que a coisa está mais selvagem do que os vendedores de tinta venenosa nos dizem. O Malagô voltou para a água no dia 14/10/2013. Uma semana depois fomos para Ilhabela, fazer uma travessia de instrução com alguns alunos e o fundo tinha apenas um pouco de limo. Mas, na semana seguinte e para minha surpresa, já havia algumas cracas. Desde então, após quinze ou vinte dias ele já tem o casco completamente incrustrado. 
Sem opção, de lá para cá tenho mandado raspar o fundo a cada vinte dias. A coisa anda curel por essas águas. O padrão mais regular era a formação de uma camada limo, depois de uma cabelereira de algas e ai sim, as cracas. Foi assim comigo em Paraty, em Ubatuba e no Canal de Bertioga.
Aqui em Guarujá, porém, a dona craca tem vindo direto e em grande quantidade. Ficar livre de incrustrações apenas com mergulhos semanais, …