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A mostrar mensagens de Janeiro, 2014

Zé Puxa Saco...

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Boas!

Depois do que me aprontaram em outubro eu jurei que jamais teria marinheiro de novo. Mas a gente vive para pagar a língua e cá estou eu com meu novo ajudante: O Zé Puxa Saco!

Acho que nossa relação será longa, pois até agora só vi virtudes no moço. Dorme no emprego; trabalha em troca de sacos de lixo; não fala muito (aliás, posso dizer que ele nem sequer fala); não bebe; não fuma; não palpita e curte Bach.
Hoje trabalhamos muito no Malagô: fizemos o piso da sala brilhar novamente; trocamos um automático da bomba de porão; trocamos o lugar da bomba de pressão/água doce; pintamos o quarto de jogos e instalamos uma luminária; acertamos o novo tanque de diesel; pintamos a popa e trocamos a rede em volta do guarda mancebo. Ufa! Tudo isso embaixo de um sol de 42º graus... 
No cronograma de atividades janeiro será, de agora em diante, o mês do verniz!
Uma epopéia que segue firme e forte é a dos novos fuzis. Depois de uma manhã inteira conseguimos fazer três furos na contrachapa interna…

A primeira velejada no meu primeiro barco...

Boas!

Pois é, o Fraldinha foi meu primeiro barco e eu me fiz ao mar a bordo de seu trampolim depois de apenas uma aulinha de vela!
Tudo errado. Tudo completamente errado!
Primeiro porque eu comprei um HC 14 - barquinho completamente diferente do Magnum 422. o HC 14 é muito mais veloz, muito arisco, não perdoa erros e como eu descobriria mais tarde, é complicado de orçar. Não é um barco ruim - aliás, muito pelo contrário! - mas não é um barco simples para que um iniciante com meio par de horas de vela, se faça sozinho ao mar...
Segundo porque eu nem sabia montar o barco! Não fosse a ajuda de alguns velejadores do CIR e eu estaria lá, até hoje, tentando entender o esquema dos moitões da escota da vela mestra.
Terceiro porque eu não tinha a menor noção do comportamento do barco e no dia de minha estreia ventava muito além de minha capacidade técnica.
O vento vinha de Leste, com cerca de dez nós - o mar estava cheio de carneirinhos. O barquinho entrou numa empopada louca e eu fingi que sa…

E foi assim que a coisa começou...

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Boas!

Dia desses eu dei uma olhada no nosso mural de fotos e outras coisas aleatórias mas passíveis de serem penduradas e encontrei uma fotografia do Fraldinha, tirada justamente no primeiro dia em que eu e ele saímos para o mar. O Fraldinha foi meu primeiro veleiro!
Era o final de 2002. Eu estava no quinto ano da faculdade e consegui um estágio remunerado no escritório em que hoje sou sócio (fiz carreira!). Eram apenas R$ 500,00 por mês, mas para quem vinha há tempos sem receber nada e descontada a inflação, posso dizer que era dinheiro que não acabava mais (ainda mais sendo solteiro e morando com a mamãe). Além disso, já era hora de eu começar a pensar no que ia ser quando crescer: velejador, é claro!
Em setembro eu me matriculei no curso de vela da Escola de Vela de São Vicente, com o Silvio Bello. Eu sempre passava por ali e achava a ideia sensacional: uma escola de vela na praia, ao ar livre, com o mar logo ali ao alcance das mãos. Seriam três aulas, em três sábados seguidos. Pag…

Um OVNI em Guarujá!

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Boas!

Semana passada um OVNI aterrou por aqui. Veio em duas barcaças, rebocadas por um rebocador (sem trocadilhos), disfarçada de "equipamento portuário". Mas não enganou ninguém! É um nave espacial.  Meeeeeedo!





E 2014 começou!

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Boas!

No Brasil dizem que o ano só começa depois do carnaval. Com a gente não é assim não! Ontem fizemos a primeira turma do curso básico de vela oceânica do ano (e a última no modelo antigo, com apenas uma aula). Na tripulação Heloísa, Luis e a Tamis, que já fez o curso conosco e voltou para velejar novamente. O ajudante de ordens da vez foi o sogrão Celso.


Dia lindo, com ventos de oito nós, mar baixo e o Malagô velejando muito bem (consertadinho e obediente que só ele) . Fizemos a parte téorica no tempo complementar (duas horas) e ao meio dia já estávamos no mar. Cruzamos a baía de Santos para lá e para cá, fizemos a manobra de MOB com a bóia circular (ela caiu sozinha, antes do tempo!) e após demonstrarmos a técnica de fundeio terminamos o dia com um mergulho no Sangava.

Não fique ai só lendo a aventura dos outros! Venha velejar também! O único risco é gostar - e isso mudará sua vida!
E vamos no pano mesmo!

"- Mosquitos, vocês não vão me vencer!"

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Boas!

Dizem que parente não pode morar perto a ponto de poder vir na sua casa de chinelos e nem tão longe que precise vir de malas. Eu concordo com essa frase em 99,9% dos casos. A exceção é quando se trata do meu sogro, Celso. Talvez por ele ser uma pessoa iluminada, já que nascido em um 28 de março - e todos que nascem em 28 de março ssão iluminados, é claro! - o fato é que eu queria que ele morasse mais perto. Tanto que além de termos passado boas férias em sua casa, o trouxemos para a nossa!
Eu e o Celsão já passamos poucas e boas no pernoite involuntário e, na noite passada, passamos por um perrengue muito mais inusitado: final de tarde, todos na marina curtindo o último dia das (minhas) férias, o sol morrendo no horizonte e a picanha assando na brasa, a Priscila tem a (in)feliz ideia de todos dormimos no barco. E nesse todo mundo leia-se a sogra preferida honorária, a amiga de infância da Priscila, a Magda, o filho da Magda, a Luma - a 'cã' de guarda e a Alice, com a cor…

Refugiados da vela.

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Boas!

Depois de oito anos seguidos passando o final de ano em Paraty ou em Angra dos Reis, voltamos nossos olhos para o sul do país. Como diz um amigo, a vida é curta demais para andar de moto 125 e viajar para os mesmos lugares. Deve ser mais curta ainda para viajar para o mesmo lugar em uma moto 125, como a minha!
Preparamos o Malagô para a travessia contando com muita ajuda, dentre as quais ressalto a do Paulo, do Bepaluhê que nos deu informações valiosas; do Rico e sua família, do Hoje!, que nos acolheriam muito bem em São Francisco do Sul e a do Fredy, da Velamar que nos remeteu as cartas impressas faltantes e outros itens com extrema presteza e rapidez. 
Passei dias preparando o barco. Revisei item por item. Fiz uma cirurgia no teto para extrair uma parte podre. Troquei cabos. Comprei os mantimentos. Blá blá blá...
Mas... se Drummond fosse velejador, diria que no meio do caminho havia uma regata, não uma pedra. 
Dada a largada da Regata da Marinha e após quase abalroar um incaut…