O mais longo dos dias... - parte I


Boas!

Como começar uma história longa sem ficar cansativo? Talvez haja apenas uma maneira: abordar o começo, o meio e o fim. Essa forma de contar essa história me veio à mente quando estava junto com minha tripulação trancado na cabine do Malagô, sendo violentamente jogado de um lado para outro a oito milhas ao largo de Bertioga.

Esse post, então, começa justamente pelo começo.


Nos dias 15, 16  e 17 de novembro passado a ABVC Santos organizou  o "Encontro das Ilhas", um microcruzeiro de tres dias saindo de Santos e indo até As Ilhas, litoral norte de São Paulo. Em princípio eu ia com as meninas, mas como a Priscila sempre arruma alguma coisa para fazer nessas horas acabei escalando outra tripulação: o André, o Ivan e o Ricardo Stark. Esse último no meio do caminho esqueceu que ia conosco e acabou sendo substituído pelo Rodrigo, inscrito na bolsa de tripulantes da ABVC. Também se juntou a nós o Cassio e isso, como veremos mais adiante, fez toda a diferença no desfecho da velejada.

Em rigor nenhumdsses tripualntes é velejador experiente e nenhum tem seu próprio barco. Mas também todos já tinham algumas milhas embaixo da quilha e  Cassio, dentre os quatro, era o que possuia maior log.


Saimos da sede náutica do Clube Intrnacional de Regatas às 10h00 do dia 15/11, seguidos pelo Meltemi. O vento entrou de leste logo pela manhã e percebemos que o caminho seria por uma estrada esburacada. Contornar a Ilha da Moela foi um parto e fomos alcançados pelos outros quatro barcos da flotilha. Depois a coisa andou bem e até nos aproximamos do resto da flotilha. Mas na  península (praia da enseada, Guarujá), entre vários golfinhos e "gorfinhos" de tripulantes enjoados, decidi abrir demais em direção ao mar aberto e com isso acabei andando duas milhas para trás. Erro meu, erro tolo. Nos desgarramos do grupo.







No final da tarde começamos a nos questionar se valia a pena seguir direto para as ilhas, navegando a noite atè às 22h00, quando bem pertinho estava o canto do Indaiá, onde poderiamos dar um mergulho, curar o enjoo e comer bem. Foi o que fizemos. Fundamos às 18h00, após uma velejada sensacional - apesar do vento contrário e sem esquecer do ditado que diz que apenas os regateiros e os idiotas navegam contra o vento...


O Ivan fez seu famoso "Macarron de Velerrô" e dormimos bem - cada um em sua cama, sem ninguem lá fora ou no chão dessa vez. Ah!  E sem nenhum mosquito!!!

No dia seguinte, às 07h00, suspendemos em direção ás Ilhas. Seguimos inicialmente  motorando, mas logo ao chegarmos no través da Riviera de São Lourenço o motor começou a esquentar de forma completamente anormal. O alarme disparou e não houve outra opção senão desligá-lo. O que fazer? Ora, somos Cuscos Baldosos! Vamos no pano mesmo!


Velejamos aproveitando o terral (través),que ora vinha com 18 nós, ora acalmava de vez. Não mexi no motor e ao meio dia nos encontramos com nossos amigos. Na verdade o que queríamos era chegar na praia apenas na hora do churrasco pronto, mas não iremos admitir isso nem sob tortura!

Continua...


(fotos retiradas do blog da ABVC/Santos)



Comentários

  1. Saudações comandante JUCA, estou curioso pra ler o restante!!! Abraços.

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  2. Pois é Cmte.Juca....o cara vai ficando velho, querendo aposentar e então começa a esquecer de tudo. Perdoe a minha falha!! E a da memória também!! Passar perrengue nunca é bom, mas depois que tudo acabou ficam as lembranças e experiências!! BV!!

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  3. Juca, cada vez te admiro mais pela honestidade com que admite seus erros, de forma simples, humilde e direta, a 2º parte do post é pra hoje né?? Ta todo mundo querendo ler, já pensou em escrever um livro meu caro?

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  4. Comandante Juca , além de tudo , um poeta !

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