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A mostrar mensagens de Agosto, 2013

Teoria básica de navegação estimada - primeira parte

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1. Conversões de rumos

Todo e qualquer deslocamento da embarcação se dá para uma determinada direção, possível de ser conhecida em um dado instante. Por mais errático e irregular que seja o movimento a cada segundo, a cada milésimo de segundo, a PROA estará apontando para uma determinada posição. Sempre.
A partir da adoção de um REFERENCIAL e uma vez conhecida a orientação do movimento (e, como veremos, sua velocidade) é possível estimar, com razoável precisão, ONDE a embarcação ESTARÁ em um determinado instante FUTURO ou saber onde ela ESTEVE e que percurso PERCORREU.
O instrumento mais antigo para a determinação do rumo de uma embarcação é a AGULHA MAGNÉTICA, também conhecida como bússola. Em síntese singela a agulha magnética é um dispositivo metálico, com carga eletromagnética, suspenso ou imerso em líquido (e, portanto, flutuando) e protegido por uma cúpula, tende a apontar uma de suas pontas sempre para um mesmo ponto do globo terrestre. Esse ponto, por sua vez, coincide com o pólo…

Impressões sobre o curso de navegação estimada...

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Boas!

Esse final de semana (24/25) fizemos um curso de navegação estimada a bordo do Malagô.  O objetivo era simular algo que já aconteceu comigo mais de uma vez: ficar sem baterias ao largo da costa e "fazer" a navegação utilizando carta de papel, alidade, compasso e régua de paralelas. Em outro post, técnico, falarei um pouco sobre isso. Por agora gostaria apenas de relatar como foi nossa experiência e o que aprendemos. Ainda não digeri tudo o que aconteceu. Sei que cometi alguns erros, mas ainda não entendi todo o processo. Preciso de um pouco mais de tempo, ou de um segundo curso dessa natureza.
Vamos aos fatos.
Na tripulação os alunos Aruã Covo, Celso Antunes, Tiago Bittar e Thiago Bauermann. Com exceção do primeiro, que é café com leite (um dos primeiros alunos, ele já velejou comigo outras vezes, mas no Cusco Baldoso), todos eram habilitados. Celso é capitão e os demais mestres amadores. O Thiago Bauermann, a propósito, vive a bordo de seu veleiro no Saco da Ribeira, …

Um pouquinho sobre GPS...

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Boas!
Tempos atrás eu disse aqui que "era apenas dúvidas" quanto ao GPS. No final, acabei fazendo uma escolha. Antes, porém, quero explicar uma certa "ranzinzice" que eu tenho em relação a esse aparelhinho fantástico.
Vamos recordar? Afinal, recordar é viver!
O Sistema NAVSTAR -GPS - Navigation System by Time and Ranging - Global Position System, ou apenas GPS - é um projeto militar norte americano inicialmente disponível para os EUA e para os países da OTAN e que se disseminou para fins civis - até quando os EUA acharem que não há risco para a segurança nacional.  
O sistema tem duas divisões, a terrestre e a espacial. Esta última é composta por vinte e quatro satélites, sendo que destes vinte e um estão em permanente funcionamento e três em espera. Esses satélites estão em órbitas altas, fora do efeitos da ionosfera. 
O segmento espacial do GPS  foi projetado para garantir, com uma probabilidade de 95%, que pelo menos quatro satélites estejam sempre acima do hor…

Vamos trabalhar?!

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Boas!

Pois é, finalmente o Malagô deixou de frescura e voltou a trabalhar.  E eu fui junto, pois não pega bem deixá-lo andando por ai sozinho!
Ontem teve curso de vela oceânica, a versão básica de apenas um dia. Voltamos às origens, no formato e no local de partida: o canal de bertioga. Depois de uma explicação teórica, subimos a genoa, montamos suas escotas, levantamos a mestra e às 11h16 soltamos o cabo da poita: o Malagô ia para o mar!

O céu estava sem uma única nuvem. A temperatura estava agradável e o vento... pois é, o vento ainda não havia entrado. Mas o dia prometia e a gente tinha fé. Na tripulação os alunos: Tiago Bittar, Luis Soares e Luiz Carlos. Como o Ricardo Stark anda me esnobando e prefere ou trabalhar (eca!) ou velejar na represa, o convocado para a missão de imediato foi o Ivan Rodrigues, papel de embrulhar prego que já conta com algumas regalias, como levar a namorada - a Flor, que é mesmo uma flor - para passar o final de semana a bordo, contando estrelas cadentes…