Final de semana na Ribeira!

Boas!

No último final de semana aconteceu a regata de veleiros clássicos, etapa Angra dos Reis. Mas, para nós, ela não aconteceu. Para resumir bastante uma história longa, eu teria que estar em Santos na terça, às 8h00 e, depois, em São Paulo às 13h00, de preferência em estado apresentável - físico e mental. Mas (ah, as adversativas dessa vida...) a estadia gratuita para o Malagô em Mangaratiba (real local do evento e que fica bem mais para lá do que Angra) seria possível até, no máximo, segunda, dia 06. Já a estadia paga não era para nossos padrões sócio-econômicos-jurídicos-sociais-religiosos!

Eu não gosto de fazer travessias com o tempo tão apertado. Por isso, acabei desistindo, o que foi uma pena porque iria reunir muitos ex-alunos, hoje amigos, em uma festa bem bacana. Ainda assim  não me arrependi, pois se eu tivesse voltado, com tripulação reduzida, no domingo a noite teria encontrado uma bela entrada de frente fria com ventos entre 30 e até 50 (!) nós. Pior: ela estaria bem no meu nariz. Melhor assim.

O Roger (do Tiki Rio) esteve por lá e eu tomei a liberdade de furtar uma foto de seu álbum no Facebook!


Não houve regata, mas houve festa a bordo do velho Mala. E o que comemoramos? A vida! O simples fato de estar por estar. Chegamos na sexta um pouco antes de anoitecer. Procuramos nossos vizinhos do Gigante e descobrimos que eles foram convidados a se mudar para outra poita (apesar de terem comprado aquela). Coisas do Saco da Ribeira, faroeste caboclo... Não temos mais vizinhos presentes, até porque o Vivre está em reforma.


No sábado troquei a vela mestra. Nossa, que trabalho! A vela mestra pesa seguramente cinquenta quilos. Então foi um tal de tirar a vela "mais nova" do porta malas,  levar para o Malagô, tirar a vela velha, levar para o carro e subir a nova vela. 

Quando eu estava terminando o serviço meu fiel escudeiro Ricardo Stark pareceu com a Maria para fazermos aquele churrasco que ele disse que não poderia ir. Mas por sorte eles foram e para meu desespero  levaram até a carne (toda). E a cerveja. E o refrigerante. E o pão. E o salame. Que feio! Ficamos felizes, mas com vergonha do abuso! Desculpe, Ricardo!!!




As meninas passaram a tarde de sábado na praia. Não choveu, nem ventou. Então ficamos lai, exercitando o nadismo (a nobre arte de não fazer nada!). Para a Alice o dia foi bem agitado. Ela viu "tatauga", "péxe", "bubu", "piu piu" e "viva", que são os nomes não científicos do urubu, do socó e da água viva, nessa ordem. Sem golfinhos dessa vez...





No domingo foi a vez de recebermos nossos amigos Jose Carlos, Rosangela e o pequeno furacão Pedrinho.  Quem dá esse nome para um filho não pode esperar que ele seja quietinho, vamos combinar! Não sei porque, mas ele achou o capitão bravo, soube eu depois na cadeira de dentista do pai dele.

Dormimos no Malagô de domingo para segunda e enfrentamos, na poita, a tempestade. Apenas eu e a a Alice não passamos vergonha, pois as outras minhas duas tripulantes tremeram a noite toda (e não foi de frio). O bom de já ter pego coisa pior é que a gente eleva o patamar do limite para começar a sentir medo!

E vamos no pano mesmo!






Comentários

  1. Juca: prá nós foi um dia muito agradável!! Quisera, todos fossem iguais!!

    abraço e beijo nas meninas!!

    ricardo e Maria de Los Angeles

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