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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2013

Vento, ventania!

Boas!

Cheguei em Ubatuba na última sexta-feira (22), pois iria dar aulas de vela para uma família no sábado e no domingo. No caminho recebi um torpedo do marinheiro avisando que estava ventando forte e que ele iria soltar o ferro do Malagô, por segurança, já que a poita não inspirava muita confiança. Fiquei um pouco preocupado, mas confesso que nunca sei (ou sabia) quando esse lance do vento forte é algo real ou apenas papo de marinheiro querendo ser diligente. Em poucas horas eu saberia...
Desci do ônibus às 18h00 (quando eu vou sozinho vou de ônibus, pois eu dirijo muito mal). Nada de vento. Xinguei em pensamento e fui direto para o barco para dar uma geral, deixar a mochila e depois ir comprar água, bebidas e uma pizza que planejava dividir com o Erom e a Selma, meus vizinhos que moram a bordo do veleiro Gigante (um Brasilia 27). 
Mas quando a gente chega tem sempre uma coisinha para fazer aqui, outra acolá... nisso escureceu. Logo em seguida, começou a chover. Achei melhor chamar …

A Cura...

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Havia uma ponte no meio do caminho!

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Boas!


Há mais de uma forma de se fazer as coisas, quase sempre. Aqui na região de Santos as vagas para veleiros são um problema. São poucas, em especial para barcos pequenos e, quando existem, são muito caras. Eu já disse muitas vezes que só consigo ter barco aqui por causa do Chinen (que ainda tem um preço mais ou menos razoável).
Enquanto alguns aceitam isso sem brigar (como eu, rs), outros - como os velejadores de São Vicente - nos lembram que a necessidade é a mãe da invenção. Na região do mar pequeno, que nada mais é senão a parte de trás da Ilha de São Vicente (onde coexistem as cidades de Santos e São Vicente) existem muitas marinas, porém todas voltadas para lanchas.
O motivo de não haver muitos barquinhos mastreados por lá é a baixa altura da Ponte Pênsil, que não chega a cinco metros. 



Porém os problemas desse pessoal pelo que parece "se acabaram-se"! Como me contou o "Marujo Cardoso" no Facebook:
"Aí Juca, estamos superando as dificuldades de passar …

Vela Santista e ABVC em Santos

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Boas!
A vela em Santos passa por um período interessante. As pessoas estão mais gregárias e colocando o foco não apenas em regatas, vocação mais ou menos óbvia de uma região que tem uma boa raia mas que a primeira vista não tem muitas opções de passeios. 
Um primeiro sinal disso foi a feliz nomeação de Volnys Borges Bernal (veleiro Jazz 4) para uma inédita vice-presidência da ABVC em Santos. Apesar de haver muitos veleiros  por aqui (e, s.m.j., onde há veleiros, há cruzeiristas em potencial), para aquela instituição Santos/Guarujá, até bem pouco tempo era apenas uma escala do Cruzeiro Costa Sul. A ABVC tem um grande potencial na difusão da vela de lazer.
Em paralelo às ações da ABVC, a flotilha santista tem se organizado de forma mais ativa e animada. Em 2013, além da regata de aniversário da cidade, já houve um passeio de carnaval e um belo churrasco de confraternização na praia do Sangava (que eu nem acredito que perdi!). Além disso todas essas ações têm  sido divulgadas além dos &…

Mais uma festa a bordo!

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Todos os dias eu e a Pri levamos  as meninas para as respectivas escolas, logo depois do almoço. São duas quadras de caminhada, mas é um dos "nossos momentos" (e quem te filhos pequenos sabem que eles somem da vida de um casal com relativa facilidade).
Em um desses dias a Priscila  parou - mesmo com toda a pressa que estávamos - e alheia a tudo em volta cheirou um flor que nascia em um canteiro de uma das casas do caminho. Depois seguiu cantarolando com um sorriso de criança.  
E mais uma vez eu lembrei porque casei com ela...


Feliz aniversário, Almiranta. Amo você.

Com chave?

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Boas!

Finalmente levei as meninas para conhecer a nova casa do Malagô: o Saco da Ribeira.  Saímos de Santos na sexta pela manhã e seguimos sem trânsito algum até Ubatuba. Ficamos até hoje cedo e quatro horas depois, estávamos em casa. Pelo visto as comemorações de carnaval passaram longe do litoral norte de São Paulo. Estranhamente e felizmente, a chuva também. Com exceção de uma garoazinha em uma ou outra madrugada, fez sol todos os dias, ventou e o mar estava incrivelmente baixo. Eu sempre digo que é preciso saber valorizar os dias perfeitos. Eles são poucos e às vezes na correria da vida moderna a gente sequer os reconhece. Esse carnaval foi especial: foram seis dias perfeitos e em sequência.

Meu roteiro faria o Walnei, do veleiro Vivre (ainda travestido de Piano Piano) ter calafrios! Ele, que traçou uma verdadeira romaria pelas praias de Ubatuba no ano novo com seu valente Cruiser 23, ficaria surpreso ao ver que com nosso 40 fomos primeiro só até ali, literalmente: praia do Flamen…

O Capitão Ernesto !

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Boas!
Nesse final de semana voltei ao canal de bertioga, para dar aulas. Não, o Velho Mala continua em Ubatuba. Desde novembro eu vinha prometendo aulas para o Marcio e cia. ltda e havia chegado a hora de cumprir. Eles compraram um Gaivota 23, antes chamado Capitão Ernesto e é ele, o Capitão Ernesto (o de carne e osso e que nem habilitado era) o centro desse post.
O cara é uma dessas figuras ímpares. "Funcionário da Dilma" (quando eu o conheci ele se dizia empregado do Lula), recebia sua aposentadoria no dia dois de cada mês e se mandava do interior de São Paulo para o Chinen. Entrava no barco  e... não, ele não saia. Ficava dormindo dias e dias. Em média dez em cada mês.   Não tinha TV, nem rádio, nem um livrinho que fosse para ler. Tudo bem, talvez eu esteja exagerando um pouco: vez ou outra ele acordava, fazia feijão na garrafa (eu não domino a técnica nem o suficiente para descrever) e nadava do barco para a marina  agarrado em um bóia circular (e vice-versa), Quando fa…