segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Imagens de Guarujá...

Boas...

Enquanto não dá para navegar, a trupe vai relembrando alguns lugares bacaninhas da Ilha de Guaibê:











A laminação do casco...

Boas!

Agendei um reboque para levar o casco para a marina. Ele não apareceu... No fim das contas isso foi bom, pois eu pude aproveitar e fazer a laminação do casco ao longo da semana dos dias 22 e 27 de agosto. Nessa

De início fiquei obcecado em deixar o casco liso, sem uma gotinha, furo, etc. Então tapei buracos com epoxy e sílica e lixei... comecei com uma lixa 120, depois uma 150 e terminei na 220. A "Marinalva", apelido que dei para a lixadeira roto orbital que acabei adquirindo e que fez, ao final, todo o serviço, trabalhou todos esses dias entre 12h30 e 14h00, para alegria da vizinhança! Ao final a flanela escorregava lindamente pelo casco. Era hora da laminação!





Meu esquema (a laminação foi feita no dia 27/08) foi o seguinte: uma "fita" com 15 cm ao longo de toda a quilha, roda de proa e skeg. Depois duas camadas de tecido (sempre 300 g/m) em ambos os lados, com overlaping ao longo da quilha. Na roda de proa fiz quatro overlapings com tecido. Após a cura a rigidez do conjunto deu confiança... se bem que eu nunca duvidei disso, pois naveguei muito com um Dinghy Andorinha (Cabinho) do meu amigo Fernando Leitão construído nesse sistema... e ele aguentou muita porrada!

Trabalho um pouco a cada dia... vou domando minha natural falta de talento para a coisa... mas até que tem sido divertido imaginar o que vai dar para fazer com o barco! Sim, porque a construção em si é um pé no saco!!! Ah, e claro! Ver a Priscila reconhecer que deu certo é um prazer quase que sexual! Se bem que eu não a culpo, ela ficou chateada com a venda do Cusco...





A próxima etapa é lixar de novo o casco, para diminuir ou neutralizar o efeito tela que a laminação tem ao final e eliminar a sobreposição de tecidos, que fica em relevo. Isto feito, é "só" passar massa de nivelamento, primer e pintar! Mas isso eu juro que vou passar para o Pirulão fazer! Preciso velejar, ou, no mínimo, viajar...

E vamos que vamos!!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quando a quilha não é um estorvo!

Boas!
 
Entre os que dedicam tempo de suas vidas discutindo belas paixões,  estão os que de um lado defendem os catamarãs e, de outro, os que veneram os monocascos. Ambos enxergam defeitos e virtudes em cada modelo de barco e defendem com veemência seus pontos de vista.

Semana passada (movimentada, não?!) o site popa.com publicou uma foto que acrescenta um ponto a favor dos  barcos com quilha. Com efeito, não fosse pelo chumbo inerte e o veleiro abaixo teria ido embora na barragem de Salto - São Fracisco de Paula/RS.


Em tempo: nós gostamos de barcos, sejam eles do tipo que for.

Bons ventos!

Uma nova Ilha em Itanhaém...

Boas!
 
Consta que semana passada dois amigos sairam em uma lancha de 23 pés da barra de Itanháem em direção ao mar aberto para uma pescaria (por sinal, barrinha complicada aquela!). No meio da tarde, porém, a cerração caiu forte e, surpresa! Onde estava a barra? Onde estava a terra? Eles não sabiam. Estava tudo branco. O que fizeram, então? Continuaram pescando, uai! Uma hora aquilo ia passar.



Mas não passou. E o que estava complicado, ficou ainda pior: escureceu. Os dois amigos decidiram fazer alguma coisa. Afastaram-se da costa e seguiram  rumo a uma ilha. A tal ilha estava fácil de ver, pois tinha um mastro com uma luz branca e, numa ponta, uma luzinha encarnada... (aposto que a outra "luzinha", do outro lado, era verde!).

Ao chegarem próximo da ilha misteriosa e salvadora, entraram em contato via rádio VHF. O navio (ops!), então, lhes passou comida, água e agasalhos. Passou a posição da lancha para a Capitania dos Portos e sumiu no breu.

Salvos? Ainda não. Como o navio foi embora, a lancha de resgate da CPSP teve muita dificuldade em encontrar a lancha perdida no visual... no mar as posições não são estáticas, não é?! Se o "navio ilha" tivesse mantido sua posição, teria tudo sido bem mais fácil... vai ver que por isso o procedimento padrão, nesses casos, é justamente esse! Mas tempo é dinheiro e, ao final, aquilo não era mesmo um navio: era uma ilha...

Nesse meio tempo um dos amigos conseguia falar coma esposa, via celular, em Cuiabá... e o outro falava com o filho, em São Paulo, que sem saber a posição da embarcação não pôde fazer muito. Ao final, após muita procura, a CPSP encontrou a lancha e a rebocou para o cais da Marinha, em Santos. Os tripulantes, ao que consta, se penitenciavam por não terem GPS, equipamento que os teria tirado do sufoco.

Cabe lembrar que o Padre voador (aquele dos balões, que foi fazer uma ponta em "Lost") tinha um GPS "a bordo" e não se deu bem, só por isso.Além de precisar saber usar o aparelhinho (que não navega por você, mas sim com você!) é necessário, também, saber usar outros equipamentos básicos, como a bússola e o ecobatímetro, além de  fazer, sempre, marcações em terra, durante toda a navegação...



Na mesma semana a Câmara dos  Deputados aprovou projeto de lei que institui (de novo) a prova prática para o exame de habilitação de arrais amador (agora falta a aprovação no Senado Federal).  Já não era sem tempo! Porém resta saber se haverá o adequado aparelhamento das Capitanias dos Portos para suprir a demanda pela "carteirinha", hoje em dia tão procurada. Do contrário, o que já é lento, vai ficar ainda mais devagar...

Aos nossos amigos de Itanhaém fica a dica: LEIAM O BLOG DO ELMO!!!

Bons ventos!

Em tempo: o resgate foi feito nas proximidades da Queimada Grande, que é mesmo uma Ilha...



A construção do novo Baldoso - Mês 02

Boas!

Mês longo esse. Ao contrário do primeiro parece que a obra não anda, apesar de muita coisa ter sido feita. Impregnei o casco com mais epoxy; laminei a quilha, apliquei primer de aderência epoxy no interior; lixei o primer; pintei o interior, lixei bastante coisa, corrigi defeitinhos... um grande pé no saco!

A parte interna da proa e a popa, sempre escondidas, foram pintadas de preto fosco, cheias de garrafas 'pet', cada uma com pelo menos duas uvas. A ideia é que as uvas apodreçam e os gases mantenham as garrafas rígidas. Outra forma de fazer isso é colocar uma xícara de café de vinagre dentro da garrafa e, depois, uma trouchinha de guardanapo cheia de bicarbonato de sódio. Nessa última solução a "inflação" é instantânea.

Fechei o casco. A roda de proa e o skeg serão cortados na altura do convés,que assim vai ficar corrido. Eu tinha aumentado um pouco a roda de proa para colocar luzes de navegação e uma carranca, mas a ideia foi abortada.

Agora o barco deverá ir para a marina, onde será feita a laminação e pintura. O convés será branco e o costado laranja. Mas essa parte, com exceção da laminação, vou terceirizar.

Algumas fotos de antes da correção dos defeitos e da fixação definitiva do convés:





Chegou a hora de começar tudo de novo e construir o segundo flutuador, de bombordo. Mas, antes, vamos fazer uma pequena viagem para Cananéia, pois ando de olho no Varadouro, no Peabiru e nas histórias do Bacharel.

E vamos que vamos!

Velejando no Nordeste...

Boas! Por conta do lançamento do livro A Travessia Azul, fiz palestras em algumas cidades para contar para as pessoas mais sobre o que ...