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A mostrar mensagens de Abril, 2011

Centro de gravidade em velas aluadas...

Boas!
Ao tomarem conhecimento das alterações do Cusco, muita gente tem me perguntado se com o deslocamento do centro de gravidade o barco não iria adernar demais. Minha resposta sempre foi que essas velas se comportam de forma diferente das triangulares, pois "abrem" a valuma nas rajadas e quando a escota é folgada, o que reduziria o adernamento do barco.
Mas hoje o Arnaldo Andrade deu uma aula a respeito no fórum da revista náutica e, por isso, peço licença a ele para transcrever sua explicação, muito mais técnica e adequada que a minha:
"A pergunta é pertinente porque fomos toda a vida embalados pela idéia de que o centro de esforço de uma vela coincide com o seu baricentro geométrico, considerando-se a vela como uma figura plana. Ora, isso mal-e-mal é verdade em velas triangulares. Nas velas fortemente aluadas o raciocínio tem que ser outro. E porque? Porque as velas são figuras tri-dimensionais "em hélice". Significa que se criarmos segmentos de reta horizont…

É assim que se lava um gennaker!

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Boas!

E na pauleira da regata dos arvoredos a turma do veleiro Chrispin mostra como é que se lava um gennaker!



(c) 2011 - Bruno Cocozza 

Perrengue nos arvoredos...

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Boas!

Ontem foi dia da tradicional Regata de Arvoredos, em Guarujá.
Fui tripulante em um dos veleiros (33 pés) e passamos por uma situação "interessante".
O vento, desde o início, estava na casa dos 10 nós, com 15 nas rajadas. Já na altura da praia da enseada a coisa começou a mudar: o vento subiu para 20 nós. Estavamos apenas de genoa e mestra, ganhando altura para montar a ilha dos arvoredos.
Entramos em um través já no rumo exato para contornar a ilha, deixando-a por bb como constava das instruções de regata. Eu ia no leme quando tomamos a primeira atravessada. O barco foi para frente do vento. O dono do barco então assumiu o leme e eu enrolei um pouco a genoa, com muito sacrifício. Estavamos apenas os dois no convés. No "speed" o vento estava na casa dos 24 nós e retomamos o rumo.
De brincadeira, perguntei se não era melhor rizar a mestra e colocarmos o cinto. Mas de brincdeira mesmo, pois aquilo parecia que não poderia piorar... Mas foi apenas o dono do barco pergu…

Queimando as Caravelas...

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O Cusco, na visão da Bridinha...
Boas!
Durante a conquista do México, Hernán de Cortez mandou queimar as caravelas nas quais o exército espanhol, por ele comandado, havia chegado ao novo mundo. Seu objetivo foi deixar claro (como o fogo!) para os seus soldados que não havia caminho de fuga e que a única chance de sobrevivência para eles era a vitória sobre os astecas.
Ainda que o objetivo seja menos dramático (e, talvez, mais heróico do que a carnificina que o titio Cortez promoveu do lado de cá do globo), hoje pode-se dizer  que eu queimei a minha pequena caravela. Claro que o fiz apenas como figura de linguagem, pois o Cusco vai bem, obrigado, embora sem mastro.
Com a ajuda do pessoal da marina colocamos "a jaqueira" abaixo e, agora, não tem mais jeito: as alterações têm que sair!



Hoje ficaram prontas as peças que servirão para os novos fusis de sustentação do estaiamento: duas chapas de inox 316L com 4mm de espessura, 5 cm de largura e 25 cm de comprimento e suas respectivas c…