segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gennaker, para encerrar o assunto!

Acho que estou ficando meio bitolado nesse assunto, rs. Mas odeio quando procuro informações na internet e não as encontro, ou se as encontro, mas são escassas. Com o assunto gennaker foi assim, por isso tudo o que eu assimilei estou postando, para ajudar quem estiver na mesma trilha que eu e aprender com quem sabe mais.

Separei algumas fotos da regata Aratu x Maragogipe 2010 para ilustrar melhor as diferenças entre uma gennaker e um spinnaker e demonstrar as regulagens para cada mareação. Os créditos das fotografias vão para o álbum de Roberto de Almeida, no PicasaWeb.
















Nessa foto, por exemplo, vemos uma gennaker (azul e branaca ) e dois balões (spinnakers), um vermelho e outro verde e branco. Notem que a gennaker tem sua amura mais rente à proa do que o balão, que fica preso ao pau de spinnaker. No tope da gannaker vemos, recolhido, o abafador (ou camisinha).















Na fotografia acima vemos uma gennaker regulada para o vento em popa (mais ou menos 150° de vento aparente). Notem que a adriça está mais solta, projetando a vela para a frente do barco.














Por fim, essa bela gennaker, em leve orça.

Bons ventos e desse assunto não trato mais por aqui, pelo menos até aprender algo novo ou interessante sobre o assunto!

domingo, 29 de agosto de 2010

Ainda sobre gennakers...

Ainda falando sobre gennakers, no último final de semana (28 e 29 de agosto) tive a oportunidade de verificar a utilização de duas dessas velas, em veleiros e situações distintas. A primeira foi no dia 28/08, no veleiro Meltemi (Farr 32), do comandante Alan Trimboli e do qual sou tripulante em regatas. O percurso entre a Ponta Grossa e a Ilha dos Arvoredos permitiu o uso dessa vela Assim que montamos a Ilha da Moela (por fora). O vento vinha de SE, começando em 10 nós e depois indo para 07, depois 05 e, por fim, na merreca total.

O Meltemi possui gurupés, o que melhora a armação da vela. Além disso, utiliza um abafador, que permite que a vela seja içada fechada e desfraldada quando as escotas e o barco já estão na posição ideal.

Na foto abaixo é possível visulizar o cabo que vai do cockpit ao gurupés (verde, rente ao convés) e as escotas de controle, uma vermelha e outra verde.

Na foto seguinte o cabo que controla a amura foi liberado e a vela armou mais para fora do barco.

As escotas de controle devem ter cumprimento equivalente a duas vezes o tamanho do barco. Isto para que nos jibes a vela, empopada, possa panejar para a frente livremente e, então, ser caçada para o outro lado. A escota de controle da amura deve ser grande o suficiente para que a vela se afaste uns três metros do ponto de fixação. Em qualquer hipótese duarante a velejada a vela mestra deve ser regulada de forma a não fazer sombra para a gennaker.

































A segunda oportunidade foi no dia seguinte, quando saimos com o Cusco com destino ao Indaiá. A "traumatizada" da vez foi a pré-bióloga Thais, que de tanto medo de velejar acabou com os cabelos azuis!



















Nossa vela subiu direitinho. Aliás, deu tudo tão certo que eu até estranhei! Para içar a vela, como não temos abafador, adotamos a seguinte tática: escondemos a gennaker atrás da buja e da vela grande, colocando o barco na alheta. Após subirmos a gennaker, que ficou betendo meio boba, por falta de vento, baixamos a genoa e colocamos o barco no través. Pronto! Lá estava a "vela de gaúcho", como a Priscila a apelidou. Nosso ponto de fixação é a ponta do púlpito de proa, onde está instalado um moitão. O cabo da amura passa por ele, encontra outro moitão junto às ferragens de proa e vai para o cabeço de amarração. A ideia é, no futuro, levar esse cabo até um mordedor no cockpit. Na última foto é possível perceber que cometemos um erro, pois o cabo preto que serve de escota de controle deveria passar por fora do guarda macebo. Como não passou, ficou pressionando o cabo de aço do guarda mancebo e influenciou a forma como a vela abriu.


























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Nossa velocidade em termos percentuais sofreu aumento de 100%! Mas, em termos práticos isso não significou muito, pois sob ventos de 4 ou 5 nós, subimos de 1,5 nó de velocidade para 3,0 nós. Cerca de meia hora após ter subido a vela, o vento merrecou de vez e ligamos o motor.
Antes, porém, colocamos o barco novamente na alheta, abrimos a buja e, com a sombra dessas duas velas recolhemos a gennaker direito para o paiol que reservamos para ela, através da gaiuta.
É isso ai!
Bons ventos!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

TIrando o sutiã

Boas!

Após ter optado por uma buja ao invés da antiga genoa 150%, percebi que nos ventos folgados (e fracos) o Cusco estaria com pouco pano. Optei, então, por uma gennaker, que chegou na sexta-feira, 20 de agosto, feita pelo Paulo Patti, da velaria 2meios (11 - 2854-1447 ).


















Em homenagem ao povo gaúcho, (que enquanto a Alice não nasce, é maioria aqui em casa), escolhi as cores da bandeira do Rio Grande do Sul, tchê! (interessante foi que ninguém - leia-se, a Almiranta- reclamou de eu comprar mais alguma coisa para o barco, rs).


Na foto, a besta aqui é vista ao longe, "tirando o sutiã"!!! É incrível a força que um simples ventinho produz nessa vela...
















A gennaker difere do balão (spinnaker) por ter um de seus lados ser diferente do outro, não havendo a simetria típica dos simétricos. A grande vantagem, na minha opinião, é que dispensa o uso de pau de spinnker, já que a amura da testa vai presa um pouco à vante do estai de proa ou em um gurupés. Isso facilita um bocado as coisas quando não se tem tripulação ou quando a mesma tem pouca experiência.

Com pequenas diferenças, pode-se dizer que a vela sobe como uma genoa. A desvantagem em relação aos spinnakers é que, no geral, a gennaker não é tão eficiente no popa, não sendo recomendada sua utilização no popa raso. Arma-se a vela entre 70° e 140° de vento aparente. Ou seja: nada de popa arrasada, mas em contrapartida permite uma leve orça (como eu não gosto de vento em popa, isso não me afeta).

Já em relação à genoa é diferente porque nos ventos mais folgados a amura da testa trabalha mais alta. Por isso, o cabo que a controla deve permitir regulagem de altura. Além disso, ela trabalha melhor quando passa mais por fora do barco. Quando meu sistema estiver em prática postarei algumas imagens.

domingo, 1 de agosto de 2010

Receita de Bagre Ensopado










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Boas!
Sábado, 31/07/2010 não ventou. Fomos para o Cusco e aproveitamos para pescar. Deve ter sido sorte de principiante, pois a Brida pescou 01 Carapau e 02 bagres (sendo que esses últimos vieram na mesma linha!) e eu, uma besta completa, lancei a isca 05 vezes e em 04 peguei alguma coisa! No final, soltamos os menores e escolhemos 04 bagres para fazer ensopado. A receita é bem fácil de fazer e segue ao final. Porém, receita boa mesmo eu gostaria de ter para a dor que é a ferroada de um bagre! O último mandou ver em minha mão e há tempos eu não sentia algo tão doloroso! Primeiro você se desespera e pensa que vai morrer. Depois, percebe que não vai (morrer) e ai, se desespera... Mas a carne do peixe é boa (para quem gosta de cação, está quase lá).












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Receita:
Ingredientes: 500 gramas de bagre, cortados em postas; 03 tomates; 03 batatas médias; 01 pimentão amarelo; 01 pimentão vermelho; 01 pimenta americana; 01 cebola; 01 dente de alho; 01 ramo de cheiro verde e cebolinha (importante, porque se você comprar coentro vai ter que voltar ao supermercado...); 100 ml de azeite de oliva extravirgem; 01 taça de vinho branco e sal a gosto.

Modo de preparo: Limpe os bagres com solução de vinagre e limão, para tirar a secreção que reveste a pele (e que é nojenta!). Em uma travessa, tempere o peixe ( já limpo e cortado em postas) com sal a gosto, com o alho picado e com a taça de vinho branco. Reserve por 15 minutos. Depois, em uma panela grande, coloque no fundo as postas, seguidas pelos demais ingredientes, em camadas e cortados em rodelas (acom exceção das postas, ordem dos demais ingredientes não importa, pois depois vai ser tudo misturado, no prato e na barriga!). Acrescente o azeite (sem economia) e espere cozinhar (leva uns 20 minutos). Depois é só mandar ver, com bastante arroz !
E vamos no pano mesmo!!!










Cusquinho, nosso valente bote de serviço!

Velejando no Nordeste...

Boas! Por conta do lançamento do livro A Travessia Azul, fiz palestras em algumas cidades para contar para as pessoas mais sobre o que ...