Ainda sobre gennakers...

Ainda falando sobre gennakers, no último final de semana (28 e 29 de agosto) tive a oportunidade de verificar a utilização de duas dessas velas, em veleiros e situações distintas. A primeira foi no dia 28/08, no veleiro Meltemi (Farr 32), do comandante Alan Trimboli e do qual sou tripulante em regatas. O percurso entre a Ponta Grossa e a Ilha dos Arvoredos permitiu o uso dessa vela Assim que montamos a Ilha da Moela (por fora). O vento vinha de SE, começando em 10 nós e depois indo para 07, depois 05 e, por fim, na merreca total.

O Meltemi possui gurupés, o que melhora a armação da vela. Além disso, utiliza um abafador, que permite que a vela seja içada fechada e desfraldada quando as escotas e o barco já estão na posição ideal.

Na foto abaixo é possível visulizar o cabo que vai do cockpit ao gurupés (verde, rente ao convés) e as escotas de controle, uma vermelha e outra verde.

Na foto seguinte o cabo que controla a amura foi liberado e a vela armou mais para fora do barco.

As escotas de controle devem ter cumprimento equivalente a duas vezes o tamanho do barco. Isto para que nos jibes a vela, empopada, possa panejar para a frente livremente e, então, ser caçada para o outro lado. A escota de controle da amura deve ser grande o suficiente para que a vela se afaste uns três metros do ponto de fixação. Em qualquer hipótese duarante a velejada a vela mestra deve ser regulada de forma a não fazer sombra para a gennaker.

































A segunda oportunidade foi no dia seguinte, quando saimos com o Cusco com destino ao Indaiá. A "traumatizada" da vez foi a pré-bióloga Thais, que de tanto medo de velejar acabou com os cabelos azuis!



















Nossa vela subiu direitinho. Aliás, deu tudo tão certo que eu até estranhei! Para içar a vela, como não temos abafador, adotamos a seguinte tática: escondemos a gennaker atrás da buja e da vela grande, colocando o barco na alheta. Após subirmos a gennaker, que ficou betendo meio boba, por falta de vento, baixamos a genoa e colocamos o barco no través. Pronto! Lá estava a "vela de gaúcho", como a Priscila a apelidou. Nosso ponto de fixação é a ponta do púlpito de proa, onde está instalado um moitão. O cabo da amura passa por ele, encontra outro moitão junto às ferragens de proa e vai para o cabeço de amarração. A ideia é, no futuro, levar esse cabo até um mordedor no cockpit. Na última foto é possível perceber que cometemos um erro, pois o cabo preto que serve de escota de controle deveria passar por fora do guarda macebo. Como não passou, ficou pressionando o cabo de aço do guarda mancebo e influenciou a forma como a vela abriu.


























..

Nossa velocidade em termos percentuais sofreu aumento de 100%! Mas, em termos práticos isso não significou muito, pois sob ventos de 4 ou 5 nós, subimos de 1,5 nó de velocidade para 3,0 nós. Cerca de meia hora após ter subido a vela, o vento merrecou de vez e ligamos o motor.
Antes, porém, colocamos o barco novamente na alheta, abrimos a buja e, com a sombra dessas duas velas recolhemos a gennaker direito para o paiol que reservamos para ela, através da gaiuta.
É isso ai!
Bons ventos!

Comentários

  1. Mas bah!
    Gostei das cores desta tua vela!
    Na verdade, possuo em meu veleiro Pandorga, aqui no Rio de Janeiro, uma 'gennaker' nas mesmas cores: três faixas horizontais verde, vermelha e amarela, ou seja, exatamente a disposição da bandeira farroupilha!
    Abraços e bons ventos!

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