Mastro em pé!

Boas!

Esses últimos dias foram de muito trabalho por aqui. Colocar os dezoito metros de mastro do Malagô não foi tarefa das mais simples. Por sorte eu contei com muita ajuda e com os recursos certos. Muita coisa foi feita e o Malagô ficou desmastreado durante cinco longos meses. 

Por primeiro retiramos as partes de madeira que apodreceram em razão da ação do tempo. Fizemos os reparos utilizando freijó, em uma técnica de emendas conhecida por "bacalhau" (a madeira original, Pinho de Riga, é virtualmente impossível de conseguir). Para isso foi preciso retirar todas as ferragens, que também foram revisadas ou substituídas.

Quando os bacalhaus estavam finalmente prontos demos duas demãos de resina epóxy de baixa viscosidade e depois de alguma leve lixada veio o verniz marítimo em quatro geneorosas demãos, aplicadas com pistola.

As ferragens voltaram para o lugar, tendo dado algum trabalho pois eu simplesmente havia me esquecido o local de algumas. Deveria ter fotografado antes de desmontar tudo - e fui avisado sobre isso!

No tope substituí a antiga lâmpada incandescente que acabava com uma bateria de 150A em apenas uma noite por uma luz tricolor de navegação com lâmpadas de LED, que comprei na Velamar. Além disso acrescentei duas luzes de cruzeta, também de LED (tanto a luz de tope quanto as luzes de cruzeta são da marca Optolamp).

Uma alteração que eu fiz foi retirar lá de cima cabos que eu não usava e que apenas serviam para acabar com o verniz a cada ventania. Meu mastro hoje tem apenas a adriça da mestra, o amantilho (que serve como possível back up caso a adriça da mestra fallhe) e a adriça da genoa - todos com moitões novos. Além disso eu aprendi a guardar as adriças afastadas do mastro, pois assim as mesmas não ficam roçando o descascando o verniz. Não quero passar por outra dessas tão cedo, embora saiba que verniz ao sol não é algo que tenda a durar muito.

O mais importante de tudo é que ainda esse mês vamos velejar de Malagô!!!

Agradecimentos especiais para: Celso, Cassio Coimbra, Cassio Souza, Marcelo, Wander, Jerônimo, Sr. Augusto, funcionários do CIR, funcionários Pier 26 e para todo o pessoal que acompanhou mesmo de longe e ofereceu algum tipo de ajuda.

E vamos no pano mesmo!

Galeria:

O último dia no cavalete.

O novo tope.


Detalhe do moitão da adriça na genoa (cabo vermelho) e do novo estaiamento.
A cruz nossa de cada dia.

Rebocado pelo Fratelli até o Pier 26.

Ao chegarmos no Pier 26 a maré estava muito baixa. Por isso o Malagô dormiu lá até a operação de subida, que aconteceu no dia seguinte às 10h30.

Na falta de 1 Öre, o jeito foi ir de  R$ 1,00 mesmo...

Essa poderia ter sido a última foto da minha vida, rs...

A lâmpada "monstro" da antiga luz de tope: uma devoradora de bateria!

Subindo...


Em pé!

Reluzindo ao sol e...


... em casa!




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