De Ubatuba a Santos no Malagô.

Boas!

Há tempos eu precisava trazer o Malagô para Santos para fazer o fundo. Mas ia sempre adiando. Contudo chega uma hora em que não é possível mais adiar e essa hora foi durante esse carnaval. Cheguei em Ubatuba no sábado, com as meninas todas e a sogra. Demos uma geral durante o sábado e o domingo e na segunda, ao meio dia, saímos em direção à praia da Fortaleza, onde passaríamos a tarde. 
O Malagô em sua poita, em Ubatuba.
Um pouco antes de chegarmos, porém, a Priscila olhou para mim e eu entendi: desviei a proa alguns graus e seguimos até Ilhabela. As meninas estavam preocupadas com o fato de eu fazer a travessia de quase cem milhas em solitário e fazer aquela perna comigo seria tranquilizador para elas. O mar estava baixo e não havia vento. Seguimos apenas no motor. 

Na altura de Caraguá a chuva veio com força e molhou até nossos ossos. Mas foi divertido. Antes do sol se por ancorei (no ferro mesmo) ao lado do Iate Clube de Ilhabela e ali passamos a noite, ao lado de outro veleiro de madeira, o Horizonte. Na manhã seguinte mudei para uma poita no Saco da Capela. Deixei as meninas na praia e fui resgatar o carro em Ubatuba, o que de ônibus e com o trânsito levou um dia inteiro.

Rumo à Ilhabela!

Alice e sua roupa de tempo...

Brida tomando banho...

... e fazendo careta com a mãe.
Quarta-feira, bem cedo, as meninas desembarcaram e seguiram de carro para Santos. Enquanto eu preparava o Malagô para partir o Jazz IV, do Volnys, se aproximou e me esperou para seguirmos juntos. Como no motor ele é bem mais rápido que o Malagô,  logo nos distanciamos, porém.

Carona do bote do Iate Clube de Ilhabela na volta do posto flutuante.
A travessia foi bem tranquila. nada de vento e mar baixo. Como único problema a correia do motor estava sendo dilacerada por conta de algum mal alinhamento de polias. Segui a cinco nós e parei nas Ilhas, onde pretendia pernoitar. Ancorei e fui fazer um macarrão. Nisso chegou uma escuna, a Iluminati e eu, sem motivo algum, acabei sendo antipático: subi o ferro e toquei para Bertioga.

Na chegada peguei uma chuvinha que atrasou um pouco as coisas. Para ajudar a correnteza do canal estava absurdamente forte e por segurança voltei e pernoitei no Indaiá. No dia seguinte esperei o horário da maré e entrei no canal sem esforços. Apoitei no Chinen e fui para casa.

Chouveu um pouquinho...

... e eu me abriguei no Indaiá...

... até o dia seguinte.

Sexta-feira foi o dia das festividades do lançamento do Cruzeiro do Forte São João, do qual fui um dos organizadores (ABVC). Após um dia bastante cheio de atividades liderei com o Malagô a saída dos veleiros, numa festa bastante bonita. Para não ir em solitário levei minha filha Brida (que não gosta de velejar). O clima estava tão bacana que ela milagrosamente disse: "- Vamos para Santos pelo mar?".

Não pensei duas vezes e antes que o surto passasse subi a genoa e aproveitando a lestada genoerosa que entrou voltamos velejando, a noite, vendo as estrelas e as luzes de Guarujá. Ela me fez bastante companhia dormindo profundamente desde a primeira hora de uma travessia de quatro...

Ao chegar no clube forcei a barra (literalmente) e entrei em uma maré muito baixa. Encalhamos na lama. O jeito foi esperar mais duas horas pela maré, que veio no horário e nos safou da onça. Para descansar de tudo isso dei aula de vela no sábado e no domingo, pois ninguém é de ferro.

O Malagô, fazendo sucesso  lá no CIR.
E vamos no pano mesmo!

Comentários

  1. kkkk.... A Brida tá parecendo a Maria....é subir no barco e pegar no sono.....kkkkkk a velejada vira 'solo' rapidinho!!

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  2. Boas Cap Juca ! Pernoitar do lado dos "Donos do Mundo" , realmente não é muito sensato . BV

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