Mas afinal, o que é um Cusco Baldoso?!

Pois é!

O tempo passa, o tempo voa, mas voilta e meia alguém sempre me pergunta o que vem a ser um Cusco Baldoso?!

Há muito tempo, quando eu conheci a Priscila, ela vivia dizendo que eu era um Cusco Baldoso. Eu não sabia o que era isso, mas a sonoridade me agradava e eu dizia que meu próximo barco se chamaria assim (se bem que havia uma dúvida entre outras expressões gaúchas: aragano, gaudério, guaipeca e bagual).

Pois bem, lá para os povos dos pampas um cusco é um cachorro sem raça definida; já baldoso é aquele que tem balda, ou seja, manha. Um cusco baldoso é um vira-lata manhoso! Por isso, alías, no nosso logo há um cachorrinho com as orelhas sendo levadas pelo vento.

Hoje a Pri já virou santista, como eu. Fala "tu vai"; pede oito médias na padaria (média, em Santos,é o pão francês),  só tem sotaque quando está brava, não toma mais chimarrão e quando vai para a praia é de Guarujá em diante. Mas o Cusco Baldoso a mantém, de certa forma, ligada às suas raízes.

O engraçado é que meu nome já é um apelido (Juca). Mas têm chegado vários e-mails de pessoas interessadas no nosso curso de vela que começam assim: "Oi, Cusco! Eu gostaria de...". O apelido do apelido?

Esse carinha ai é, com certeza, um Cusco Baldoso!
Tivemos dois barcos com esse nome: um Rio 20, que hoje está abandonado no CIR (para meu desespero) e um Atoll 23, que hoje se chama Bilbo e está lá no Saco da Ribeira.

E vamos no pano mesmo!

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