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A mostrar mensagens de Novembro, 2014

Apenas um susto...

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Boas!

No barco a gente costuma dormir cedo e acordar cedo. Isso é o extremo oposto do que fazemos em casa. A falta de televisão e o cansaço do dia (quem nunca ouviu dizer que praia cansa?) ajudam nesse processo, que acaba se tornando natural.
Foi nesse clima que eu e as meninas fomos dormir na quinta-feira, 20, no Malagô. Como de costume deixei a helmanns´s light (um pote de maionese helamnn´s com um led dentro) aceso do lado de fora. A Priscila e a Alice dormiram na cabine de proa. Eu normalmente durmo com elas, mas nessa noite preferi a cabine de popa. No salão dormiram a Brida e a Sabrina, a alma abençoada que nos ajuda a cuidar das meninas, em especial da Pimentinha.
Meia noite e vinte. Já em sono profundo (sonhando), ouço uma pancada forte no casco. O barco jogou para o lado e adernou. Barulho de madeira quebrando e de mtor diesel em funcionamento. Sai do beliche alucinado, sem entender o que havia acontecido. "Estamos nas pedras?" - pensei. Ao sair vi um pesqueiro enco…

O olhar de cada um...

Cheguei bem cedo ao aeroporto de Noronha. Meu voo era às 15h45, mas meio dia, logo após o almoço, lá estava eu sentado e esperando. A vontade de voltar para casa era enorme e a saudade quase matava. Algumas horas depois os passageiros normais (aqueles que não estavam com a mesma pressa que eu) começaram a lotar o pequeno saguão. Entre eles estavam os três marinheiros do Cabanga, que nos dias anteriores fizeram o serviço de transporte com botes entre os barcos e o cais do porto. Conversa vai, conversa vem, um deles me conta indignado, com um forte sotaque pernambucano:
- Pois é... ai chegou um cara desses barcões ai e me deu uma sacola cheinha de roupa suja. Tudo imundo, fedido, podre! Disse que era presente para mim! Mas veja só? A situação era tão ruim que eu dei aquelas roupas para a colônia de pescadores lá do porto. Essa gente pensa que a gente é o quê?
Conversa vai, conversa vem, alguns minutos depois lá estava eu na fila de embarque da Azul. O Lars Grael em primeiro (até na fila…

O Capitão

Boas!

Nesse exato momento o Sergio, do Vento Real, está na posição 23º08'366'' S, 43º 42' 358'' W. Traduzindo para o vernáculo ele está em frente ao Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, indo em direção a Paraty.
O Capitão, como eu o chamo, é um sujeito ímpar. Caiçara de Paraty, nasceu no sítio que fica na praia do Engenho, aquela vizinha à Jurumirim dos Klink e onde seu irmão tem um bar até hoje. Lá também seu irmão de criação, Aldo, mantém um estaleiro artesanal. 
Passou a infância em barcos de pesca na baía da Ilha Grande e a vida em plataformas da Petrobrás. Na aposentadoria construiu um MC 31 sozinho, em um terreno no Rio do Meio em Gaurujá, ao longo de nove anos. O barco foi para a água em fevereiro de 2014. As velas ficaram prontas no útlimo dia de julho. 
Fez uma unica velejada teste, indo até a laje de Santos e nos primeiros dias de agosto, ele que era muito mais construtor do que velejador,  deixou o cais da Boreal, sozinho. Sua ideia era naveg…