São Francisco do Sul - SC



Boas!

Nosso plano era sair na sexta, 25, bem cedinho para irmos até São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina. Essa era nossa terceira tentativa de ir até lá. A primeira foi com o Malagô, no final do ano passado, frustrada por um fuzil rompido em regata. A segunda foi no início desse mês de julho, brecada por um exame médico da Priscila. Dessa vez iríamos  de qualquer jeito.

Na quinta, porém, atendi o celular e acabei tendo que vir trabalhar na sexta. Um testamento que eu tinha que redigir e formalizar deixou se ser "para quando você puder" e tornou-se "urgente, para ontem". Essas coisas levam tempo e demandam atenção (e, mais do que isso, pagam muitos meses de marina) e São Chico (já estou íntimo) ficaria para depois. 

Trabalhei o dia inteiro, o que atrapalhou nosso cronograma. Conversamos e  acabamos decidindo ir assim mesmo, no sábado. Seria uma viagem longa e cansativa, mas do contrário faríamos o quê? Entre ver o mundo e o sofá, melhor ir lá ver como é que era!

Nessa partimos  às 05h00. Chegamos ao meio dia, depois de rodarmos 589 Km e nos instalamos na Pousada Canto das Ondas, da família Ville Floriani. Se eu tivesse me arrependido um segundo que fosse de ter ido, esse arrependimento teria passado ao conhecer essa família e sua casa. Que pessoas especiais! Educadas, gentis, interessantes e atenciosas em um nível que não se vê mais por ai. O Rico, a Luciane e seus filhos são daquele tipo de gente que você quer ser amigo e ver todo final de semana!

Eu acompanho o blog do Rico desde o começo e sempre achei bastante interessante e extremamente bem escrito. A pousada é  lugar fantástico! Simples, mas extremamente elegante e super aconhegante. A atenção que o casal dá para os mínimos detalhes (até para aqueles que ninguèm vê) é algo digno de nota. Nós já estivemos em muitos lugares por ai, mas como a Canto das Ondas, sem demagogia alguma, eu não consigo me recordar.É nessas horas que você percebe que esse lance de náutica envolve muito mais do que apenas velejar. Os lugares e as pessoas que a gente conhece pelo caminho tornam essa expeirência muito mais rica. Se existem velejadores mesquinhos e chatos, eu sinceramente ainda não os conheci. 

De brinde ainda encontramos por lá o Julio França (nosso aluno e amigo, que por uma dessas coisas do destino comprou o Hoje! - veleiro dos Ville Floriani) e sua família e meus queridos sogros Celso e Fabiana. De quebra (FINALMENTE) conhecemos o Museu Nacional do Mar, um dos sonhos que estavam no pote há tempos. O lugar é bem como eu imaginava e de certa forma émaravilhoso e  triste (ao memso tempo) que exista um lugar assim, pois as tradições náuticas nele retratadas deviam permanecer vivas em nossa cultura lá fora, no mundo real. Eu já vi uma Costeira navegando em São Luís e vi outra ali, no Museu. A Alice, a Brida e os filhos delas, porém, se quiserem ver uma, terão de ir até São Francisco do Sul...

Infelizmente fomos forçados a retornar no domingo no final da tarde, mas ainda voltaremos lá para navegar na Babitonga!

E vamos no pano mesmo!

Galeria:

Da Babitonga...

... dessa vez...

... vimos apenas isso.

Santista não sabe sentir frio.
Juca, Priscila, Alice, Luciane e Rico.

Júlio França, no comando do agora seu Hoje! - (c) Rico Floriani
Fabiana, Celso, Priscila e Brida.

Vitor e Alice acabando com a horta  - (c) Rico Floriani
Museu Nacional do Mar

Detalhes da pousada.













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