E a cura para tudo é água salgada...

Boas!

Domingo (13/10) estreamos nossa nova casa. Saímos por volta de 10h00 do Pier 26 em direção à baía de Santos. Desde fevereiro de 2010 (quando vendi o Brisa, o Daysailer que deu origem a este blog) eu não velejava por essas águas em um barco meu. Impressionante como a orla mudou... Antes se via mais o porto, atrás da cidade. Hoje o que se tem é uma profusão de "mastros" de concreto com mais de vinte andares. Não sou urbanista, mas esse modelo arquitetônico que cria uma muralha na orla e acaba com a brisa do mar não me parece fazer muito sentido. Não é papo de ecochato: a brisa foi embora da cidade e não foi à toa.

Malagô na baía de Santos... 
... em fotografias de Leguth Edson.
Na tripulação tivemos o Aruã Covo e o Ivan Rodrigues (velhos companheiros), o Caio Ambrosio, da revista Boat Shopping que a convite do Fredy, da Velamar, foi gentilmente fazer uma matéria sobre nossa escola de vela, e os recém conhecidos (no mundo real) Cassio Souza e Flávia Gomes.  Céu azul, temperatura amena e ventos de sul entre cinco e oito nós.


Assim que passamos um pouco o píer do pescador começamos a içar a vela mestra. Quando ela estava quase toda em cima a catraca saiu voando pelos ares. A Priscila sempre temeu que algo assim acontecesse, mas por sorte ela (a catraca) não acertou ninguém.  O único problema foi como subir a mestra?! Simples: com a ajuda valoroza do pessoal fizemos da antiga adriça um amantilho e do amantilho, uma adriça. Em menos de quinze minutos já estávamos com a mestra em cima, a genoa aberta e o motor desligado. Improvisar é a arte maior do velejador. 



Ficamos a tarde inteira dando bordos para lá e para cá, entre Santos, Guarujá e o canto do forte, em Praia Grande, apreciando a linguiça frita do Ivan, que fez um sucesso danado (estranho isso, hein Stark?).


A baía de Santos é um excelente lugar para o curso: pode-se velejar em águas abrigadas ao mesmo tempo que se pode sair da baía e "ir ter" com o mar. Há bastante espaço de manobra e o regime de ondas é menos complicado do que ao largo de Bertioga - incluindo a entrada da barra. Acredito que vamos ficar por aqui um tempo relativamente longo, mas por enquanto essa temporada vai só até março do ano que vem. Depois... quem sabe?!



E vamos no pano mesmo!


Comentários

  1. Bom, como meu nome foi citado e com conotação dúbia, me outorgo o direito de resposta, com a devida anuência do Cmte.Juca: associar a linguiça do Ivan,frita ou não, com meu nome é caso acadêmico de 'bullying'...rsrsrsrs além de me fazer passar vontade de velejar no 'velho Mala'...o que é um prazer, uma oportunidade para poucos, navegar nesse barco clássico e em tão boa companhia!!
    Abraços a todos!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não, não! Eu apenas quis lhe participar o acontecido, como autoridade moral do velho Mala! Quando quiser, a casa é sempre sua.

      Eliminar
  2. kkkkkkkkk......e tudo isso começou com a historia do gato...rss..mas agora eu tenho essa carta na manga...rsss. Juca, daqui um mês você já entra com o Malagô dando cavalo de pau naquela vaga da marina né?...senão disponibiliza alguns remos e põe o povo pra trabalhar...rsss

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oia, dessa vez vc arrumou memso uma para se livrar do gato de 1,10m! Quato a vaga, ou eu me entendo com ela, ou nunca mais saio com o Mala! Mas sabe como é, barco macho memso não sabe dar a ré! kkkk

      Eliminar
  3. Que maravilha o Mala na Baia de Santos! :-)

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Onde guardar um veleiro.

De Ubatuba a Santos

De Vitória a Recife