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A mostrar mensagens de Setembro, 2013

Doce de esper(m)a...

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Boas!
Dia desses - já faz tempo, admito - eu estava em um catamarã (no pano e no motor), enfrentando ondas grandes e muito vento. A Ilha de São Luis (MA) ia ficando pequena e as reentrâncias maranhenses começavam a surgir no horizonte: Alcântara na proa.
Desembarquei e fui fazer o que todo turista faz: andei para lá e para cá, tirei milhões de fotografias e comi bem, muito bem. Sempre de olho no relógio: por aquelas bandas todos seguem o ritimo da maré e depois que ela baixa, não tem choro nem vela: o retorno é apenas no ciclo seguinte. 
O lugar parece que parou no tempo.  Já foi muito próspero e a Festa do Divino faz lembrar disso. Lembra, também, que o Brasil apesar de imenso tem seus laços de unidade, pois a mesma festa é cultivada em vários outros lugares, como em minha amada Paraty (RJ) ou em Santo Amaro da  Imperatriz (SC), onde encontrei minha amada Priscila.
Perambulando entre uma viela de casarões históricos e outra, me deparei com uma pequena venda, típica do nordeste.Na ta…

Arvoredos e Palestra da ABVC Santos

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Boas!

Sábado de sol e céu azul. Dia perfeito para velejar, não? Ainda mais após alguns diás de chuva e vento frio! Não, nem sempre é assim - ainda mais em setembro. No último sábado, dia 21, houve a tradicional Regata de Arvoredos, organizada pelo Iate Clube de Santos. Como de costume foi uma regata "oito ou oitenta": Começou sem vento algum - o que provocou muitas desistências - e terminou com ventos de 42 nós constantes. Eu estava em meu sofá quando a ventania entrou e na hora pensei no pessoal que estava no mar. Não foi sem razão: a coisa ficou complicada, apesar do sol e do céu azul.
Alguns veleiros tentaram voltar para a baía de Santos; outros correram com o tempo e se abrigaram em Bertioga.  Houve velas rasgadas, pane seca, motor quebrado, encalhe e mastro caído (uma cena sempre triste de se ver).


Minha experiência com Arvoredos nunca foi das melhores. Uma vez a fizemos sem problema algum. Em outra, o Meltemi quis subir na Ilha, quando o enrolador falhou. Ano passado, …

Veleje no Brasil com Sir Robin Knox Johnston - Um mito da vela!

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Manutenções...

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Boas!
Hoje, sexta-feira treze, foi dia de trabalhar. Por sorte (há sorte em uma sexta treze?) o dia estava lindo e a temperatura bastante agradável. O Pirulão está refazendo todo o verniz do Malagô. Não é trabalho pequeno, porque verniz é o que mais há nele. O serviço é um pouco ingrato, pois primeiro ele retira todo o verniz velho e queimado de sol para depois passar uma demão, depois outra, e outra e outra.  
Aproveitamos para recuperar o cabeço de popa, que estava delaminando. Fizemos uma massa com resina epoxy e aerosil e impregnamos as várias camadas. Depois da cura começamos a lixar para refazer o formato. Depois vem verniz e a pintura do convés e do costado (na água). Como eu disse para o Pirulão, quando a gente terminar verniz e pintura, está na hora de começar tudo de novo. Ah, a beleza intrínseca dos barcos de madeira... Em Ubatuba eu jamais conseguiria dar essa atenção ao barco e isso me consola. Mas dá uma saudade tão grande das tardes de sol na Ribeira! 
Criei coragem e …

Amar o mar.

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Boas!

Eu nunca, nunca, mas nunca mesmo, vou ao mar sem sentir medo. Talvez por isso viva me preparando para o pior - e para um pior que até agora não veio. Ironias a parte, meu maior ventão foi na Guarapiranga, em uma empopada louca que me deixou tremendo por alguns minutos (já em terra), em um misto de pavor e prazer - não necessariamente nessa ordem. 
Tenho medo e acho que é por isso que estou vivo. Velejei sem motor dez anos. Só na vela, em barcos minúsculos, entre navios. Perdi lemes, mastros  e velas explodiram (atentem para o plural).  Hoje, muitos anos depois de me tornar velejador, continuo sentindo medo e ficando sempre alerta, como um escoteiro bundão.
Há algum tempo (principalmente depois da retrancada, que está para completar um ano) eu até me questionei se queria mesmo continuar com isso. Afinal, eu nunca relaxava, a não ser quando já estava lá no mar. Para que tanta angústia prévia? Tanto sofrimento estudando previsões e imaginando o que de errado poderia acontecer? Para qu…

Cruzeiro das Ilhas...

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Boas!




E quem disse que abaixo de Ilhabela não se faz cruzeiros?

A ABVC Santos em conjunto com a ABVC Ubatuba e Ilhabela está organizando um minicruzeiro com destino para "As Ilhas" - aquela, que apesar do nome plural é uma só e fica em frente a Juquehy e tem águas paradisíacas!


Serão duas flotilhas: uma sairá de Santos e outra de Ubatuba/Ilhabela. Quem sair de Santos deverá navegar 42 milhas; quem vier de Bertioga, 24 (sacanagem esse número, pois é de lá que eu vou!); de  Ubatuba 46 e de Ilhabela 22 milhas náuticas.
A velejada acontece de 15 a 17 de novembro (feriado!) e a programação inclui duas pernoites no veleiro. As inscrições custam R$ 40,00 (para sócios ABVC) e R$ 50,00 (para não sócios e até o dia 27/10/2013) por tripulante - menores de 12 anos não pagam. 
Confira a programação:

Programação - Flotilha de Santos

Dia 15/nov - sex
07h00: Recepção (café da manhã), distribuição dos kits.
Reunião dos Comandantes (Clube Internacional de Regatas)08h00: Saída - Santos (atenção pa…

Há dias em que...

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Boas!
Há dias em que tudo dá errado. Mas há aqueles dias em que até mesmo aquilo que daria errado de qualquer jeito, dá certo. São os dias perfeitos. São poucos e raros e quando se está diante deles, é preciso saber dar-lhes do devido valor. Velejar escancara essa realidade diante de nossos olhos várias vezes. 
O último sábado foi um desses dias perfeitos. Sol ameno, mar baixo, ventos de SE. aos oito nós (ideal para quem está começando) e  constantes (depois que o vento entrou, claro). Fizemos a instrução básica de vela. Dezessete milhas, em seis horas, com motor só no canal. Na tripulação Sergio, Julio, Moacir, Pablo e Luiz. Fomos até o Indaiá, depois seguimos até a Ponta do Iporanga e voltamos para o Chinen. Muita orça, algum través e um bocadinho de popa.
O rancho estava uma droga... Mas em compensação o que faltava na cozinha, sobrava em equipamentos na mochila do Julio: Spot, VHF portátil, coletes, pirotécnicos, GPS e tanta coisa que eu cheguei até a ficar com receio de a gente …