Adeus ao Zé Peixe...

José Martins Ribeiro Nunes, ou Zé Peixe, foi com certeza o Prático menos convencional que já existiu. Ao contrário de seus colegas de profissão, não usava lancha de apoio para ir ou voltar até os navios que entravam ou saiam da barra. Do alto de seus 1,60 m de altura, Zé Peixe guiava o navio até o mar aberto e de lá pulava de uma altura de até quarenta metros. Se outro navio estivesse para entrar, aguardava abraçado em uma bóia de sinalização até ser içado; se não, simplesmente voltava nadando mais de dez quilômetros e, segundo dizem, saia da água sem sequer estar ofegante. Nunca achou que o que fazia era excepcional, nem se achava um herói ou coisa que o valha. Não bebia água doce, não tomava banho e se alimentava basicamente de frutas, pão e café. Ontem,  depois de oitenta e cinco anos de amor à vida e ao mar, ignorou a tradição de que não se inicia uma travessia em uma sexta-feira e deixou Aracaju/SE com destino à eternidade...

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Comentários

  1. É uma pena que ele partiu...e é bom que se escreva a respeito de sua vida prá que se eternize na memória náutica ao menos. Dá prá imaginar, no século XXI, alguém fazer o que ele fazia?? Só por amor mesmo!! E tem gente que acha que é forte...

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  2. Pois é... o que não foi impresso, continua sendo escrito a mão meu amigo. E vamos que vamos!

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