sexta-feira, 22 de julho de 2011

O último voo da Atlantis e reminiscências...

Este blog é essencialmente náutico... Sobre vela, as aventuras e desaventuras minhas e das minhas meninas. Mas o último pouso da Atlantis não me passa sem significado e não posso deixar de registrá-lo aqui.  Ao longo dos treze dias de missão eu também viajei, no tempo... Voltei lá para a fria São Paulo de 1986, para a Vila Romana, e me vi perguntando ao meu pai coisas e mais coisas sobre o espaço, sobre naves espaciais, outros mundos... Lembrei como vi, espantado, a Challenger se dividir em várias micropartes nos céus da Flórida no Jornal Nacional; em como na terceira série ensinei aos meus coleguinhas que o Sol, ao contrário do que a Professora Eni lá no Colégio Experimental acabava de ensinar,  não era o centro do universo... sequer ficava no centro da via láctea e que haviam muitos outro sóis (lembrei também, é claro, de como riram de mim!); estive novamente no Kennedy Space Center, onde em 03/02/1995 vi a Discovery subir aos céus em uma noite gélida de inverno nos everglades até sumir no éter; vi a Columbia virar estrela cadente em 2003 ... E ao final me vi "capitão", eu mesmo, de barquinhos que me levam só até ali - e trazem de volta não só a mim, mas aquelas que mais amo; vi a mim não mais como filho, mas como pai; não vi meu pai, que há  anos está lá, nas estrelas. 

Pois é, estou ficando velho! Já tenho tantas memórias do século passado! Mas, como diz o Nando Reis em uma de suas músicas, "É  bom olhar para trás/e admirar a vida que soubemos fazer...". As estrelas ainda estão lá. Já já damos um jeito de ir visitá-las com elegância. Enquanto isso, vamos de soyuz... 

Farewell, Atlantis! Logo logo eu e as meninas vamos te visitar!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A construção do novo Baldoso - 1º mês - Ponto sem retorno...

Cronograma de construção, fotos e  observações (a ordem das datas é decrescente):

12/07/2011 - Terminei os reforços estruturais e iniciei a laminação da quilha. E assim termina o primeiro mês de construção, em 12/08/2011 haverá mais!
11/07/2011 - Esquentou. Avancei na colagem do verdugo. Comprei 5 kgs de resina epoxy tuboliti scuna 9100.
10/07/2011 - Comprei um carrinho de transporte de caiaques, na Decathlon... melhorou muuuuito!
08/07/2011 - Fez muito frio por aqui e não deu para fazer resina antes. Terminei a  filetagem da quilha, do skeg e da antepara n. 02. Dùvida danada sobre as camas... acho que vou fazer apenas 01, para as meninas, mais à popa. O Tiki 21 não é barco para se dormir dentro, a não ser em condições especiais ou para aventureiros solteiros!   Devo fazer apenas os reforços, mas nada de camas inteiriças, como no projeto.

04/07/2011 - Comprei 5 kg de massa de filetagem scuna/tuboli.
01/07/2011 -  Filetei as anteparas 03 e 06 e a roda de proa. Colei refoços entre as anteparas 05 e 06 e 06 e a roda de proa. Marquei reforços e paineiros. O Luis do Minicup veio conhecer a obra.
30/06/2011 - Levei roda de proa e skeg para corte. Filetei as anteparas 04. 05 e 01, bem como parte da quilha. Uma bagunça só... mas peguei o jeito a parti da terceira. A lixadeira (que nem tenho!) vai trabalhar muito! Levei a antepara n. 02 para corte em marcenaria.
29/06/2011 - Comprei 5 kgs de massa de filetagem scuna/tubolit. Fiz a cirurgia na emenda. Resultado ok, o paciente vai sobreviver.
28/06/2011 - Retirei as impressões. Percebi que uma das emendas do costado está descolando. Farei uma cirurgia nela!
27/06/2011 - Mandei imprimir as plantas, em A0, da antepara n. 02 (que havia desenhado errado), a roda de proa e o skeg.
26/06/2011 - Folga.
25/06/2011 - "Virou barco". Abri os cascos (o compensado faz um "flap" gostoso de ouvir!) e fixei, ainda de forma provisória, as anteparas. A n. 02 foi cortada fora de medidas (610 mm de largura, quando devia ter 812 mm). Foi erro no desenho.Terei que refazer. Ajustes mínimos nas anteparas 05 e 06 serão necessários. Pouquíssimas frestas.



24/06/2011 - Costurei a quilha, unindo os costados, estes já emendados. Foi mais fácil do que pensei. Lembrar de fazer furos mais largos no casco de bombordo!

22/06/2011 - Trouxe os costados cortados. Fiz as emendas. Priscila desenhou no Corel a roda de proa e o Skeg.
20/06/2011 - Levei costados para serem cortados na marcenaria. Compensados voaram do teto da Camper! Quase matei um motoqueiro (foi por muito pouco). O erro de cota não era erro, mas uma sobra com fim específico previsto no projeto. O mesmo acontece nas antepras 02 e 04.
18/06/2011 - Impregnei as anteparas pela segunda vez. Desenhei o costado inteiro. Vislumbrei possível erro de cota na antepara 03.
17/06/2011 - Cortei os sarrafos de reforço das anteparas. Comprei 2 kgs de resina epoxy. Impregnei as anteparas.
16/06/2011 - Cortei as primeiras balizas do primeiro casco. Será o de boreste.
15/06/2011 -  Recebi o compensado naval. À noite, na cozinha de casa (até então sem os móveis) , transferi as linhas para a madeira.



13/06/2011 -  Imprimi as anteparas em plantas tamanho A0, escala 1:1. Retirei 40 metros, em diversos tamanhos, de sarrafos de cedro rosa 20mm x 20mm (medida padrão de todos os sarrafos, sendo o projeto readpatado para isso. A exceção foi a quilha, que mantive nos 15mm x 19mm).
12/06/2011 - Com toda a paciência do mundo a Pri desenhou as anteparas no Corel.
10/06/2011 - Montei a bancada.
07/06/2011 - Recebi o projeto (Thanks, Emma!)

sábado, 2 de julho de 2011

Acabou...

Pois é!

A obra começou em 01/04/2011 (e não, não foi mentira!) e terminou hoje, 02/07/2011. O Cusco Baldoso (monocasco) está pronto e segunda ou terça-feitra próxima volta para a poita. A montagem trancorreu sem problemas... vamos ver agora como o barco irá se comportar velejando. Por agora, a pose do Pirulão, o marinheiro, nas fotos é que é o destaque!


O objetivo primário e principal foi atingido: o cockpit está livre e desimpedido, pronto para receber um bimini que realmente faça sombra. A mestra poderia ter a testa um pouco mais alta, mas a retranca deve subir, então a falta lá em cima não será tanta falta assim. Em área esta vela, apesar de não parecer, é maior do que a antiga. Coisas da matemática.


O estai de vante é em aço e os brandais e os de força são em spectra (dyneema SK 75, 6 mm, com carga de ruptura teórica de 2.300 kgs). Nas extremidades foram feitas alças costuradas, protegidas com fita de auto fusão 3M).



E já existe um barco aqui embaixo, na minha garagem. O espanto dos vizinhos e transeuntes é hilário, tanto quanto o novo apelido: Noé!

Bons ventos!

Velejando no Nordeste...

Boas! Por conta do lançamento do livro A Travessia Azul, fiz palestras em algumas cidades para contar para as pessoas mais sobre o que ...