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A mostrar mensagens de Agosto, 2016

De Ubatuba a Santos

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Boas!

Em julho levei o Malagô para passar férias em Ubatuba. O tempo, porém, não ajudou e aproveitamos muito pouco. Fez frio e a estrada nos presenteou com quatro multas (para cada um, eu e a Priscila) de excesso de velocidade. Também, quem manda correr a 42 km/h?
Trazer o Malagô não foi tarefa simples. Não pela navegação em si, mas pela agenda. Quando havia condição de tempo favorável, algum compromisso me impedia. E quando estava livre, o mar ardia em ressacas violentas. Veleiros e agendas, a eterna antinomia.
Como fiquei muitos dias sem ir lá, sabia que precisaria ir antes para deixar o barco pronto e, em outra oportunidade, sair daqui direto para embarcar e vir para casa. Só assim otimizaria o tempo. Foi o que fiz no final de semana do dia 19/08. 
Cheguei na sexta a bordo do Malagô e pus o motor para funcionar. Ele recém havia sido revisado pelo Rafael, mecânico lá de Ubatuba. Dois minutos depois de rodar, pane seca! Mais uma vez sem diesel. Tenho problemas com isso... Comecei a p…

Os quatro jumentos a bordo...

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Boas!


Cerca de duas horas depois de termos deixado o porto de Salvador, no través da Ponta de Itapõa, havia um Navio Patrulha da Marinha do Brasil. Por conta das Olimpíadas a fiscalização estava mais rigorosa. Pelo menos foi isso o que o operador do rádio explicou, em bom inglês, para o capitão do veleiro Bank von Bremen (de cinquenta pés e com dez pessoas a bordo, sendo duas mulheres e oito homens). O capitão alemão, cujo inglês não era tão bom quanto o do operador de rádio, sofreu para responder as quinhentas perguntas que lhe foram feitas. E feitas novamente. E mais uma vez.
Passamos bem perto desse navio e houve dúvida quanto a manobra. Ficamos com a impressão de que ele estava vindo para cima do Fratelli. Então colocamos o rumo para a popa do navio e o Marcelo o chamou no rádio:


- Navio Patrulha, copia Fratelli? - Positivo! Prossiga Fratelli! - Canal uno sétimo. - Uno sétimo.
Lá no 17:
- Navio Patrulha, nós manobramos para passar pela sua popa, positivo? - Positivo. 
Foi ai que, …

De Vitória a Recife

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Boas!

De Vitória o Fratelli seguiu para Salvador, mais uma vez direto e sem escalas. A navegação seguiu o padrão, sendo feita a mais de vinte milhas da costa para evitar os espinheis e as redes de pesca. O espetáculo foram as baleias Jubarte, dando saltos para lá e cá. O Farol de Abrolhos foi avistado pela madrugada. Os ventos foram sempre de alheta e popa, na casa dos vinte nós, com alguns períodos de calmaria.
A tripulação chegou em Salvador pouco depois da meia noite do dia 25/06,para aquela que seria a maior escala da viagem. Uma ressaca no litoral de Sergipe e Alagoas prejudicava a continuidade da travessia e então eles aproveitaram para curtir um pouco a cidade.
Mas não foram apenas eles que aproveitaram. Houve uma rara calmaria aqui no escritório e um alavrá especial da Dona Almiranta... foi assim que no dia 27/07, às 23h00, eu pousei em Salvador para fazer a última perna com os meninos. Confesso que ser o apoio de terra é muito complicado: a vontade de estar lá é enorme!!!
Uma…