Velejada até a Ilha dos Arvoredos

Boas!

É preciso saber valorizar os dias perfeitos. Eu sempre digo isso e não me canso de repetir. É que nem sempre o mar, o vento e você estão em uma combinação perfeita. Mas, de tempos em tempos, isso acontece e é sempre algo bastante especial.

Saímos do clube às 10h00 a bordo do Malagô. Não havia vento. O mar estava espelhado e a corrente contra. Na tripulação eu, Eduardo, Antonio, Henrique e Emir. Motoramos a cinco nós até a Ilha da Moela. O céu estava azul, sem nuvens. Subimos a mestra logo depois da Ilha das Palmas e convidamos Bob Dylan para velejar com a gente.


Assim que montamos a Moela, por dentro, entrou um brisa de sul. Desligamos o motor e seguimos em orça folgada na direção da Península. Qual era nosso destino? Ainda não sabia... mas estava com uma grande vontade de ir até a Ilha dos Arvoredos, na praia de Pernambuco, em Guarujá, distante quinze milhas náuticas do clube.


Entre a Moela e a praia da Enseada o vento por vezes dava uma ligeira rondada para SE, nos obrigando a aterrar. Por conta disso antes da Ilha das Cabras demos um longo bordo para o mar. O plano era abrir o suficiente para ir até Arvoredos em um bordo único, ainda que o rumo sul nos tirasse qualquer avanço para oeste, nosso azimute. A estratégia deu certo: às 14h18 terminávamos de montar a ilha, prestando atenção em sua arquitetura exótica: um rochedo, no mar, que abriga além de uma mansão, um belo jardim e um foguete espacial.

(c) Edu Colombo



(c) Edu Colombo



O Malagô está de volta a sua normalidade e, com isso, o serviço de bordo melhorou bastante: comidinhas aqui e ali e copos não descartáveis, para nossa alegria. Isso sem falar no conforto que é navegar nele e, também, poder deitar em uma cama decente quando o corpo pede um pouco mais de calma. Outra novidade foi o enrolador de genoa, que voltou a fazer parte de nosso equipamento.





O SPOT, ainda não sei por quê,  transmitiu nossa derrota apenas a partir das 13h48, quando Arvoredos já estava quase tocando nossa proa. Com isso apenas o registro da volta, em um través glorioso, logo substituído por uma alheta (quando o vento rondou para E, no fim da tarde). Na altura da Ilha das Palmas, como é tradição para o horário, o vento morreu. Ligamos o motor.


Tocamos o cais do clube em uma maré bastante baixa (0,3m) às 17h50. Arrumamos as coisas e fomos para casa. Plenitude, essa é a palavra para descrever o que sentíamos. Não fizemos nada demais. Fomos só até ali... mas isso bastou para alimentar a alma.

(c) Edu Colombo
 E que venham mais dias perfeitos, no pano mesmo!


Comentários

  1. Juca Andrade: Cadê minha camiseta do Malagô?? Humpf!!
    Que bom ver o 'Velho Mala' de volta à rotina!!
    Abraços perfeitos!!

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