Travessia Ubatuba - Guarujá - Parte Dois

Pois é...

Fui de ônibus para Ubatuba na quarta noite, de ônibus. Cheguei no "Mala" às 03h00, debaixo de muito vento. Mas não choveu. Barco seco, mas bateria no fim. Acordei às 07h00, já sem bateria. A água começou a subir. Sem meios de carregar nem ligar o motor por falta de diesel, teria que esperar até às 08h00 para a sede de AUMAR abrir e eu buscar a bateria que pedi para o marinheiro colocar para carregar. Eram 09h00 quando o motor voltou a roncar e as bombas a funcionar. Ufa!

Passei o dia preparando o barco para a travessia. Revisei tudo. Instalei as linhas de vida. Deixei os cintos de segurança no convés. Preparei a bolsa de abandono, com água, ração sólida, pirotécnicos, GPS, celular carregado, faca, cabo e lanterna. Fiz mercado. Comprei diesel extra. Andei tanto para lá e para cá que não tomei banho. O último foi na quarta a tarde e outro viria apenas no sábado às 20h00, já em casa!

Às 17h00 meu amigo e tripulante, Ivan Rodrigues, chegou. Já estava tudo pronto. Dessa vez o Stark me trocou pelos cachorros... (humpf!). Eu quase fui em solitário. Achava até que seria mais justo, pois qualquer um estaria em risco em uma viagem dessas. Mas o Ivan é papel de embrulhar prego e queria histórias para contar. Para quem foi outro dia de bicicleta até a argentina, o que seriam umas milhazinhas a bordo do Malagô, com sua ampla varanda e seu belo fogão?! 

Jantamos um belo peixe no Restaurante do Cais e às 20h00 eu já estava na cama. O dia seguinte seria longo. E eu estava com medo.

Continua...

Comentários

  1. Ahahahahha!! Cachorro também é 'gente'!! Fiquei chateado, pois queria ir, mas você tava bem acompanhado do Ivan. Fica prá próxima!! Abraço Cmte.Juca!!

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